Música
Uma caixinha com uma
bailarina dançando
uma música de Chopin,
Quem hoje abre essa
caixinha é a minha memória
que não foi roubada com ela,
Um presente do meu
Avô que faz ao menos parte
da minha infante História
que ao menos virou poesia
para ser lembrada um dia.
Adorada Ipeúna florescida
na Bahia magnífica
que inspira a viver nos ritmos
das músicas desta terra
os meus Versos Intimistas
nos voltarmos para o céu
em noites poéticas de Lua
e celebrar o tempo todo que sou tua.
Versejando com os meus
Versos Intimistas atemporais
como quem solfeja músicas
das Cantoras do Rádio
que ninguém lembra mais,
Olho para o alto e agradeço
a florada estelar alaranjada
do magnífico Machoco
sob o céu de São Paulo
em absoluta imersão
nesta terrenal constelação.
Estrela verde eflorescida
esvoaçante dançando
com a melódica ventania
que traz transe e alegria.
Agave Karatto que deixa
o meu coração apaixonado,
trago para este momento
algo maior a ser celebrado.
Porque enlevo nas mãos
e no coração tudo o quê faz
o coração de alguém encantado.
Ele também faz o mesmo
em nome do embalador desejo
de reunir o melhor de nós num beijo.
Dançar debaixo da chuva
a música dos tambores
do tempo e no ritmo
dos nossos corações
Transe olho no olho
com uma Flor de Maga
na minha orelha
e te pôr na minha cadência
Seduzir tu'alma e cair
inteira na sua teia
e para você ser imensa
E assim de cobrir
com todos os beijos
dos pés a cabeça.
A música celestial
e a dança do Hemisfério
sobre a Pátria Austral
estão ao redor de mim
de maneira sobrenatural.
Profundamente reconheço
igual como quem assiste
a um baile, lê um livro
ou até mesmo desperta
no meio da noite
após ter um sonho bom.
Há em mim a liberdade
igual a do Condor andino
que enfrenta a tempestade
e assiste o mundo todo
ruindo do alto do seu ninho.
Resistindo olhar um outro
curso do destino,
nunca parei de desejar
e nem de imaginar
como devem os olhos
que em secreto povoam
o desejo perpétuo que carrego.
(Olhos recatados que provocam
sonhos intensos de elucidação
no meu selvagem coração).
Esplende a Aurora Boreal
desabrocha a Dwarf Fireweed,
Ouço a música celestial
misteriosa do Hemisfério Norte
Tenho confissões de amor
que penso que nunca vou te falar,
Melhor deixar assim mesmo
continuo embalando o segredo
Ao menos tenho o quê com
as estrelas conversar
enquanto o amor em ti não falar
Podemos até juntos não ficar,
mas os meus sonetos nunca
você e nem ninguém irão olvidar.
olhos nos olhos
lenços nas mãos
girando hipnóticos
a música tocando
a Cueca Chuquisaqueña
todos aos poucos parando
assim somos o mundo
todo ali e habitantes
do encanto mais lindo que vivi
Agradecer com música
e espírito de festa
nesta linda Santa Lucia
tudo o quê a Calabash dá.
Ter alma de Bambu
no meio da tempestade,
que enverga e não quebra;
eu tenho que aprender.
Não de um jeito qualquer,
desejo estar pronta
para quando o amor vier.
Não estar nenhum
pouco distraída para não
deixar escapar do coração.
A ventania balança forte
o 'shack-shack' do lindo
Flamboyant que responde
com musica que anima a manhã
O mar quebra com energia
e daqui a pouco dele virá
uma nova corrente que trará
a merecida calmaria
Em São Cristóvão e Névis
tem de sobra poesia
para inspirar e fazer companhia
Para que a rotina não distraia
o destino do nosso amor
para que ele venha e se cumpra.
Schottische
Decifrarmos silêncios
mergulhando no olhar
deixando a música tocar.
Dançar Schottische
e nos permitir flutuar
sem muito pensar.
Permitirmos por um
segundo nos divertir
e o ritmo nos conduzir.
Girar como fôssemos
o centro do mundo,
e admitir o quão é profundo.
(O quê é importante mora aqui).
Melodia llanera cantada
para todo o continente,
que em sinal de gratidão
devemos honrar quem
sempre cuidou da gente.
A ironia do destino acena,
que cada um não tema,
e levante uma bandeira
de honra e defesa
para mudar o destino
que foi pelo rumo
que não deveria ter ido.
Entregue nas mãos de Deus,
mas não deixe de fazer
a sua parte pela História,
Ele sempre contempla
por quem busca a glória,
por isso peça que se abra
as portas das cadeias
para a sacrificada tropa.
O vento fazendo música
com as águas do mar,
O vento trazendo o desejo
com a vontade de beijar,
O vento carregando a onda
sobeja retocando na areia,
A carícia em rebento
percorrendo a alisar,
A música que eu compûs,
e você ainda não ouviu;
A poesia misteriosa nasceu
de uma conversa que surgiu.
Sim, deste contentamento
da onda do mar beijando
as areias e tocando a canção
do vento - divino carrilhão;
São letras de chamamento
convite para tocar as estrelas
Nas noites de plena excitação.
Sim, do apelo poético ondino
da rosa a desabrochar no verão,
Provoquei-te a curiosidade menina
a olhar este rimário de dama despida,
Como se olha através da fechadura
A cada verso de paixão uma loucura:
- Escrevo para você cair em tentação.
Ouço o sussurro do rebojo,
Danço a música do vento,
Assim distraio a tua falta,
Não perco a minh' alma.
Rabisco o meu caderno,
Escrevo o nosso enredo,
Respeito o valor do tempo
Resistindo a dor e o medo.
Nunca mais me distanciarei,
Rejeitarei os oceanos,
Sigo os teus passos ciganos,
Confesso, eu me apaixonei!
Como divindade, escrevo,
Nestas linhas não me nego,
Para todas elas, eu me entrego,
O amor é realmente cego...
Amo-te imensamente,
Confesso, és desconhecido,
... admito! Grito!
Viver livre de ti, eu não consigo!
Ao ouvir a música do vento,
Percebi os teus olhos zelosos,
Deparei-me com os teus passos
- macios
O balançar das amendoeiras
- doces ritmos
Fizeram-me contemplar:
os nossos instintos.
Ao sentir a tua presença,
Senti-me protegida,
Amparada, e tua amada,
A minha alma afagada,
- terna -
E feminina,
Distante das angústias,
Rendida por tuas ternuras.
Ao cair da noitinha,
À beira mar,
Sereno luar,
Amando a tua presença,
- vigilante
Aprendi o que é amar.
Passam muitas coisas
aqui nessa rua
musicada pelos
pássaros até quando
desfrutamos das
mais frias temperaturas:
o tempo, o vento,
o pão quente, o queijo,
os doces, as verduras
e as amáveis frutas.
Por aqui até mesmo
nós passamos por nós,
as nossas visitas
e quem a gente
nem faz idéia,
mas passeamos.
Porém, por nós passam
os pensamentos,
e por mim os versos,
as poesias e os sonetos.
Iluminada por essa dádiva
que é o teu amor,
A espera me faz pantera,
A música mantém
o jardim sempre em flor...
Convidada à flutuação
do meu corpo colado
ao teu e os meus
pés sobre os teus
e a música das estrelas
a nos rodopiar,
é uma indomável
e sublime premonição.
No meio desta savana
temperada a dançar
sob a luz da querida Lua,
o meu afeto de namorada
para você vou devotar,
e à ele tu se renderá;
amor insubstituível amor
a nossa hora chegará.
Os raios amáveis da Lua
que passam as folhas
das suntuosas árvores
desenhando sobre nós
rendas que nos enfeitam
para esta festa
que na minha intuição
já tem acontecido
por antecipação
nestes olhos cansados
desta distância
que se enchem de brilho
quando você ouve
ou alguém fala no meu nome.
Quem dera dominar
a arte da música,
para me salvar
de um mundo
que só se sabe gritar.
Sei, a poesia salva
mesmo silenciosa,
mas não é a todos
que de fato ela toca.
Ah, se eu soubesse
tocar no meio desta
humana tempestade,
onde uns depreciam
a própria liberdade.
Sei, a poesia me leva
para onde talvez
nunca vou estar:
lá nos raios de luar.
As minhas veias
são as ondas do mar,
e estão as sereias
que fazem você
o tempo todo pelo
meu nome clamar.
Ah, nesta onda ruim
não vou mergulhar!
O tempo vai melhorar
e o céu se abrirá
ao nosso amor que virá.
Quem deseja
o livramento,
Não discute,
não guerreia,
Canta doce
a melodia
pela libertação,
Sigo em poesia
e na oração,
Para livrar-te
da injusta prisão.
Os meus versos
são livres
Nas estrofes
atormentadas,
De ti e dos outros
as notícias estão
silenciadas.
E mesmo se eu
quisesse calar:
Não posso
me silenciar!
São 41 dias
e mil agonias
Ninguém
sabe o quê
de ti fizeram
E aonde
você foi parar.
