Muros
Que suas lutas, aflições e erros não formem muros ao seu redor, impedindo que novas oportunidades possam surgir ao longo de sua jornada... Mas que tornem-se pontes!
Lembranças Póstumas de um amor que surgiu atrás dos muros.
Apesar da distância do caminho, ainda me recordo dos encontros, do seu sorriso.
Dos poemas declamados, dos beijos dados e roubados.
Ainda me lembro, dos passeios ao sol, da garganta seca, da baixa umidade.
Ainda lembro do quarto do hotel, do lençol desarrumado sobre a cama, seu olhar sacana.
Ainda lembro da gota de suor escorrendo por suas vértebras em direção ao paraíso.
Sorrisos, gargalhadas, passeios nos parques, ahh, mãos dadas.
Ar condicionado, passeio de carro, amigos, piadas, beijos , você toda assanhada, descabelada.
Pois é, ainda me lembro de tudo.
Os únicos muros
a serem construídos
são as barragens
dos rios da ignorância...
Que se rompam
as correntes do medo
que se desfaçam
os grilhões da mentira...
A verdadeira fortaleza
é feita de livros
de olhos
que ousam ver
e de vozes
que não se calam...
Pois
só floresce o futuro
quando a mente
se abre
como terra fértil
depois da chuva...
✍©️@MiriamDaCosta
Dúvidas
Às vezes, construímos muros e esquecemos por onde sair — ou talvez não queiramos lembrar.
Nessas horas, chuvas de dúvidas persistem e trazem pensamentos tempestuosos.
São esses pensamentos que oscilam a paz do ser humano.
A cada esquina, ruas se formam, e nós continuamos aqui, vivos, em nuvens de interrogações que cobrem a nossa mente.
Somos tendenciosos a criar muros para nos proteger de coisas ou de algo, em vez de gastarmos tempo construindo pontes. Precisamos melhorar a nossa visão e enxergar que, diante de nós, existem possibilidades de encontrarmos do outro lado coisas que os muros nos vedaram de ver.
É tempo de construir pontes que nos motivarão a chegarmos do outro lado e descobrir coisas novas.
Jeito Incomum ( Narcélio Brito )
A noite está comum... cheia de muros que não se deitam,
Cheia de pontes que se estreitam,
E eu aqui com esse meu jeito incomum de ver as coisas.
Deitado numa ponte iluminada, esperando a lua aparecer.
Oh, noite, me traz um sinal de paz,
Enquanto o tempo corre e se desfaz.
Nesse meu jeito incomum de sentir,
Vejo o mundo inteiro dentro de mim
Os carros passam como rios de luz,
Levando pressa, uma saudade que reluz.
Cada farol é um sonho que se vai,
E a solidão na brisa suave cai.
Talvez o meu comum seja enxergar mais além,
A poesia escondida que a cidade tem.
Um pensamento solto que flutua no ar,
Só esperando a lua pra poder brilhar.
Oh, noite, me traz um sinal de paz,
Enquanto o tempo corre e se desfaz.
Nesse meu jeito incomum de sentir,
Vejo o mundo inteiro dentro de mim.
“Quando corações nobres se unem em fraternidade, transformam muros em pontes e constroem um futuro para todos.
Temos um ao Outro
O mundo às vezes parece um gigante
Com muros altos, a cada instante
Dizem que sonhos são só pra sonhar
E que é loucura tentar alcançar
Mas para o impossível, temos um ao outro
Nossa força é um tesouro
Juntos, a gente pode mais
Deixando o medo para trás
Teu riso afasta a nuvem escura
Tua mão na minha é a força mais pura
Quando eu tropeço, você me levanta
Com teu abraço, a alma descansa
Pois para o impossível, temos um ao outro
Nossa força é um tesouro
Juntos, a gente pode mais
Deixando o medo para trás
Que venham ventos, que venham tempestades
Enfrentaremos as adversidades
Nossa aliança é o nosso abrigo
Eu tenho você, e você me tem contigo
Sim, para o impossível, temos um ao outro
Nossa força é um tesouro
Juntos, a gente pode mais
Nenhuma fronteira me limita, porque já aprendi a derrubar os muros que eu mesma levantei dentro de mim.
Marcilene Dumont
Na terra onde nasceram profetas,
o chão ainda se cobre de sangue.
Muros se erguem, crianças choram,
e a esperança se esconde nas ruínas.
Homens armados chamam-se guardiões,
outros, combatentes da liberdade.
Mas no olhar do povo comum,
só há medo, perda e saudade.
Ajuda humanitária é barrada,
como se pão fosse ameaça.
E cada bomba que cai do céu
desfaz lares, apaga abraços.
Jesus disse: “A paz esteja convosco”,
o Islã responde: “Assalamu alaykum”.
Palavras que deveriam unir,
mas que se perdem no som dos tiros.
O verdadeiro terror não tem bandeira,
não veste uniforme, não fala uma língua só.
Ele mora no ódio que divide,
na indiferença que deixa o fraco só.
