Mundos Diferentes
Eu pareço tão diferente no espelho
Devo ter sido ferida pelo mundo
Meu nome parece desconhecido
Mas espero que ele chegue até você depois do amanhecer
As vezes sinto que as cicatrizes que carrego me fazem ver o mundo sob um ângulo diferente e que tudo faz mais sentido, mas ao mesmo tempo vejo que nada sei e que as cicatrizes só me mostram que nada aprendi e tão pouco aprenderei porque o objetivo não é entender mas sim o caminhar.
O mundo é uma pequena concha de retalhos que, costurada, se torna densa e peculiar. É diferente, mas o diferente vira aconchego, e nessa concha não podemos entrar se não for pela borda que costuramos eternamente.
Novos tempos...
mudanças...
a realidade é outra!
Está tudo diferente!
O mundo ficou estranho!
Tentar sobreviver
virou um objetivo!
Sempre sofri por ser diferente, a romântica, a chorona, a melosa. Em um mundo onde dinheiro e corpo é tudo, eu me destaco, sabe por quê? Porque no fundo o que todo mundo quer é alguém pra amar. Eles procuram tanto pela liberdade que acabam infelizes com suas vidinhas egoístas. A verdadeira liberdade está no amor, e em mais nada.
Amar, Gostar, Simpatizar, Estimar, Bem querer....
São coisas diferentes. Se você ama todo mundo, você não ama ninguém!
Amigo, Colega, Conhecido....
São coisas diferentes. Se todo mundo é seu amigo, você não tem amigo!
Não revele suas conquistas, sonhos, dores ou alegrias. Vivemos um mundo diferente onde o silêncio pode fazer a diferença positivamente.
#bysissym
A vida do outro vista pela sua ótica sempre será diferente do que realmente é. Todo mundo tem uma visão distorcida da realidade alheia. Só conhece a verdade quem vive, não quem observa ou até mesmo participa. Cada um é que sabe dos seus próprios sentimentos.
Nós ficamos diferentes quando fazemos a diferença, não seja todos seja você mesmo o mundo está cheio de cópias seja o autêntico/a
“Todo mundo diz ser a favor de mudanças. Mas, cada vez que alguém faz algo diferente, sempre aparece alguém disposto a “lembrá-lo” como as coisas devem ser.” – Mônica Fuchshuber
Cada ser humano habita um mundo diferente, mesmo caminhando sobre a mesma terra.
Há aqueles que enxergam apenas a superfície das coisas: o que podem tocar, possuir, controlar. Outros percebem camadas invisíveis símbolos, padrões, energia, intenção. E existem os que atravessam o véu e compreendem que a realidade externa é apenas reflexo do estado interno da consciência.
Ninguém vê o mundo como ele é. Vê como consegue.
A consciência de cada indivíduo determina o tamanho da sua prisão… ou da sua liberdade.
Por isso, impor uma verdade ao outro é, muitas vezes, apenas a manifestação do próprio ego disfarçado de razão. É acreditar que a própria experiência limitada define a totalidade da existência. É querer transformar percepção em lei universal.
O inconsciente sempre tenta converter.
O consciente apenas observa.
Não buscar seguidores cegos, mas seres capazes de iluminar a si mesmos. Porque luz não é concordância. Luz é percepção.
Cada pessoa desperta no tempo que suporta despertar.
Alguns ainda precisam da ilusão para continuar existindo.
Outros já não conseguem mais dormir diante da verdade que sentiram dentro de si.
Sabedoria não é convencer.
É compreender que cada mente interpreta a realidade conforme seus medos, desejos, traumas e limites internos.
A verdadeira expansão da consciência começa quando o indivíduo abandona a necessidade de estar certo… e passa a buscar apenas enxergar além.
Venho de uma época diferente.
Demasiadamente distante daquilo que o mundo se tornou.
Onde as coisas eram um tanto menos fragmentadas.
Não no sentido literal.
Mas há algo em minha essência
que nunca pertenceu completamente a este tempo.
E talvez seja por isso
que eu tenha buscado refúgio
nas ruínas silenciosas do passado.
Onde ainda havia silêncio na contemplação.
Nas marcas deixadas pelo tempo sobre as páginas.
E em diálogos que existiam apenas para serem sentidos.
Às vezes sinto
como se estivéssemos nos afastando
daquilo que nos torna humanos.
Não pela tecnologia.
Nem pela globalização.
Mas pela incapacidade
de manter vínculos reais.
E enquanto o mundo corre desesperadamente
em direção ao excesso e à distração,
minha alma ainda anseia
por profundidade.
De forma silenciosa.
Quase hermética.
Talvez seja por isso
que eu admire tanto aquilo que resiste ao tempo.
As palavras escritas à mão.
Os sentimentos que permanecem em silêncio.
E as raras pessoas
que ainda sabem sentir
em um mundo anestesiado por estímulos.
Porque no fim,
como escreveu Shakespeare,
“somos feitos da mesma matéria dos sonhos”.
E talvez o maior erro deste tempo
tenha sido transformar sonhos em consumo,
e almas em vitrines.
"Num mundo onde todos querem ser tão iguais, seja diferente; - o sucesso se faz entre minorias!"
Haredita Angel
07.08.2009
