Mundo
Somos seres ocasionalmente divinos, que acreditam que o nosso tempo no mundo é limitado sem que nunca alguém tenha confirmado.
Muitas vezes abrimos a janela da nossa vida para o mundo que nos rodeia e, num instante somos odiados por muitos por se aperceberem que temos uma vida pautada pela honestidade.
Gastamos tempo para nos identificarmos com o mundo, mas, o mundo não nos reconhece como seres ligados a si, por isso, morremos em busca do meio em que pertencemos.
Deixamos o mundo invadir a nossa vida por excesso de confiança e logo de seguida, descobrimos que somos seres abandonados dentro do nosso próprio eu.
O dia em que nascemos, deveria ser acompanhado da certeza que existiriam seres no mundo dispostos a nos ajudarem a caminhar pelas calçadas da vida.
Somos marcados por desejos infinitos, mas, a nossa vida no mundo, não nos permite realizá-los a todos, por pura indecisão de nossa parte.
Não somos vítimas da vida, apenas sentimos o dessabor por termos aderido vir ao mundo, sem conhecemos a sua verdadeira essência.
Não renunciamos a nossa existência, com medo de nunca mais voltarmos a conhecer o mundo tal como ele nos parece ser hoje.
Vivemos no mundo em busca de felicidade, mas, no nosso dia a dia caminhamos pela vida como meros peregrinos em busca de prazer sem sentido.
O difícil no mundo não consiste em vivermos, consiste antes, em sabermos quem somos e, qual é o fundamento da nossa existência.
Os passos dados com honestidade, num mundo onde todos gladeiam contra todos, muitas vezes parece não se justificar, mas, a nossa persistência no bem fazer, nos torna diferentes entre os diferentes.
O mundo que se fecha em nós, nunca esteve aberto nas nossas cabeças, pois, somos a realidade do mundo que exteriorizamos e que todas as outras pessoas pouco ou nada conhecem.
A pandemia que assola o mundo, tem servido de barómetro para avaliar a capacidade dos Governos agirem com eficácia em favor do povo que neles confiaram.
A certeza de continuidade do mundo pós-Covid passa hoje, pela troca de vida por vida, que numa linguagem aberta, significa que alguns serão sacrificados para que o mundo continue a existir.
Somos responsáveis pelo mundo, mas, não queremos nos responsabilizar pelas mudanças que impomos ao universo, quando nós nem sequer aceitamos alterar alguns dos nossos comportamentos na terra.
A maior de todas alegrias da nossa vida, passa por vivermos preenchidos em nós, quando o mundo que nos rodeia nos aprecia, não pelo que temos, mas, pelo que somos.
