Mundo

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Não vim ao mundo para apenas passar por ele; vim para ser abrigo.

Sobrevivendo em um mundo superficial

Perder é do mundo; herdar a perda é da cascata.

A ausência fabricada por filtros é lida como ausência do mundo: uma fraude sem fraudador.

Em um mundo como o nosso, onde se propaga o autoritarismo, irritar o ignorante é um forte indício que estamos no caminho certo.

A grandiosidade da música está em transitar pelas fronteiras entre a irrealidade e o mundo das possibilidades.

Sobreviver neste mundo louco e abraçar loucas ideias é o que dá sentido à jornada.

No silêncio, existe um mundo inteiro que se permite escutar a si mesmo.

No contemporâneo, o mundo digital é a fronteira do conhecimento da extensão rural [...].


(Zuin; Redin, 2026, p. 59)

Todos os dias mostramos nossos talentos únicos para o mundo. Nossa luta é linda e eterna.
Debbie Villela

Se minha insistência operasse em sentido inverso, o mundo não avançaria nem recuaria: estacionaria num empate de alta precisão técnica.

O mundo real é uma eterna fantasia; permaneça autêntico, acordado ou a sonhar.

O mundo não é unilateral; personalizá-lo à nossa imagem é negar sua pluralidade.

Este mundo muito me intriga:
o simples vira complexo e o dificultoso, às vezes, fazemos involuntariamente.

Essa Tal Modernidade

O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.

A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.

A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.

Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.

No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.

Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.

Na lógica do mundo, o ser humano vale menos por sua essência e mais pela utilidade que aparenta aos olhos alheios.

Que as fantasias sigam sendo sonhos, porque o mundo real é só uma fantasia disfarçada.

Neste mundo truculento, a sutileza e a simplicidade são extremamente raras.

O mundo das tecnologias digitais, mais amplamente aceita pelos jovens também no mundo rural, os reposicionaram na escala do equilíbrio entre a disputa de opiniões entre pais e filhos.


(Redin, 2019, p. 59)

O mundo digital também inseriu as famílias rurais como agentes críticos de sua realidade no campo.


(Zuin; Redin, 2026, p. 63-64)