Mundo

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Nesse mundo,
assim como é...
todo dia
a palavra perdida
mata a poesia da vida...
ou a poesia encontra
a palavra certa
para sobreviver...


Nesse mundo
árido e ruidoso,
a cada dia morre
uma poesia,
estrangulada
pela palavra errada
fria, vazia, desalmada...


Mas às vezes,
num sopro de lucidez ou milagre,
a poesia se ergue das cinzas,
encontra a palavra exata,
e respira vida...


Nesse mundo imperfeito,
há dias em que as palavras
se perdem
e a poesia se cala,
ferida...


Mas quando uma palavra
encontra o seu lugar
no coração do verso,
a vida volta a pulsar
em forma de poesia...
✍©️@MiriamDaCosta

🗓Brasil, Novembro de 2025 🇧🇷

O mundo inteiro está na Amazônia.
(Os maiores exploradores e depredadores do Meio Ambiente: EUA e China, não!)
Mas todos estão de olho gooordo nas riquezas naturais do Brasil...

A Amazônia virou vitrine e banquete.
O mundo todo se acotovela dentro dela,
políticos, corporações, falsos salvadores,
jornalistas, repórteres, simples curiosos e até caçadores do seu momento famoso entre os "grandes" do Planeta ou diante das câmeras e microfones da imprensa...

*(fora aqueles com a única intenção de afirmar com orgulho durante e depois: "Eu estou aqui!" ou "Eu estive na COP30 Belém!" , com tanto de selfs e publicações nas redes sociais... ( fenômeno/distúrbio social já corriqueiro , infelizmente!)...

Curioso: os grandes predadores da Natureza,
EUA e China, assistem de camarote,
enquanto os abutres rondam nossas florestas
com fome de ouro, petróleo, poder e lucros inimagináveis...

Todos querem um pedaço valioso do Brasil,
mas, ninguém quer defendê-lo de verdade!

A Amazônia respira
(sufocante e mais ainda sufocada...)
sob os olhares estrangeiros
( recheadissimos de cobiça...)...
Sua seiva é desejo,
sua terra, promessa,
suas águas, ambição...

Os dois grandes impérios,
distantes e silenciosos,
observam de longe
(mas com o interesse dentro)
o verde amazônico pulsar
rios de vantagens e lucros...

E o Brasil, entre orações, promessas,
lutas, resistências, explorações, manifestações,
descasos, envenenamentos, desastres ambientais e contratos que ultrapassam o imaginário coletivo...
tenta, ou melhor, deveria proteger
o que ainda é seu , que além do inestimável patrimônio mineral...
é inefavelmente, o pulmão vivo da Terra
e o coração pulsante da Vida do Planeta...

Mas...mas... mas...
Eles defendem,
não a Natureza,
e sim, o lucro deles!

Eles estão preocupados,
não com a crise climática,
e sim, com o abastecimento de matérias primas para as indústrias deles!

E eu, simplesmente,
escrivo toda essa hipocrisia
que observo ...
sem nada mais poder fazer
contra a ganância desses "poderosos"...
escrivo esperando que me leiam e
reflitam ...
Mas ... mas...mas...
Não sigo utopias de que tudo vai mudar...
que vamos conseguir salvar o planeta
e etc e tal...
Não sou pessimista!
É a realidade que é pessimamente e desumanamente irracional ...
E isso sim que é PÉSSIMO à 360°.
✍©️@MiriamDaCosta
📸 #Amazônia #Pinterest

#COP30 #COP30Belém #Brasil
#CriseClimática #CriseAmbiental

Eu gostaria que nas praças
de todas as cidades do mundo
houvesse altares e monumentos
ao artista e ao poeta desconhecido,
e não ao soldado desconhecido...


Eu desejaria ver, nas praças do mundo,
não a glória fria dos soldados anônimos,
mas altares acesos em honra
dos artistas que salvaram nossas almas
e dos poetas que suturaram
as feridas invisíveis da humanidade...


Que cada cidade erguesse monumentos
a esses seres que não matam,
mas devolvem fôlego, sentido
e luz...


Eu gostaria que, nas praças do mundo,
houvesse um altar quieto
para o artista desconhecido,
um monumento doce
para o poeta que escreveu e viveu
no escuro dos palcos
das bibliotecas e livrarias
e nunca foi aplaudido...


E que, no lugar do soldado sem nome,
cabesse a memória daqueles
que sustentam a vida
com beleza, palavra,
silêncio, alma e coração...
✍©️@MiriamDaCosta

Eu defino esse mundo de "ILHA" :
estamos cercados de golpes e fraudes
por todos os lados.
✍©️@MiriamDaCosta

Entre as palavras e o mundo
que as recebe
há sempre um abismo...


Um rio escuro, fundo, largo,
onde poucos ousam entrar,
e menos ainda conseguem nadar
sem se afogar nas próprias sombras...


Interpretar virou um esforço raro,
um músculo atrofiado
num tempo em que tudo
precisa ser rápido, raso e imediato...


Separar fato de opinião
tornou-se um labirinto estranho,
onde muitos tropeçam,
confundindo seus medos e traumas
com verdades
e suas certezas frágeis
com argumentos...


Há gatilhos emocionais pendurados
como armadilhas invisíveis
em cada palavra que se lê ou escuta...
Eles disparam antes do entendimento,
empurrando a razão para fora do caminho...


A polarização cavou trincheiras profundas,
pontos cegos viraram muralhas,
e qualquer nuance é assassinada
antes mesmo de nascer...


O TDAH coletivo,
fabricado pelo excesso de telas,
transformou mentes em páginas
que vivem sendo atualizadas
e nunca realmente lidas...


O viés narcisista ampliou seu império,
ou seja:
se não reflete o meu mundo,
se não confirma meu umbigo,
não serve, não presta, não existe...


A lógica perdeu espaço,
o pensamento analítico
virou peça de museu,
onde poucos o visitam...


E assim,
falar e escrever,
esse direito tão humano
e tão legítimo,
não garante mais compreensão...


Porque entre a boca e o ouvido,
entre a mão e os olhos,
há um rio imenso e profundo...
E nem todos sabem nadar.


Entre a fala e a escritura
há a audição e a leitura...
E nem todos sabem ouvir e ler.


✍©️ @MiriamDaCosta

Deixo ao mundo a incubência
de entender à si mesmo
e de gritar ao vento
a sua ignorância...
enquanto isso ,
vou escrevendo com a alma
e com a minha ignorância
do viver,
do amar,
do pensar
e do sonhar
que o tempo
ainda me concede...
✍©️@MiriamDaCosta

* Rio de Janeiro (a Cidade "Maravilhosa" )
e o seu maior Réveillon do mundo e as suas menores prioridades sociais.


Enquanto o Réveillon da cidade do Rio de Janeiro é oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo, a chamada “cidade maravilhosa”
segue convivendo com altíssimos índices
de precariedade em áreas essenciais
como segurança pública, saúde e educação.


Soma-se a isso a recorrência de acidentes ambientais, muitos evitáveis, que resultam
em mortes e na perda de moradias, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.


O título internacional rende visibilidade, turismo e manchetes festivas. Mas recordes não curam doentes, não educam crianças, não previnem deslizamentos, nem protegem vidas.


Há uma contradição gritante entre o espetáculo celebrado por algumas horas e a dura realidade enfrentada diariamente pela maioria dos cariocas.


Não se trata de demonizar a cultura, a festa ou o direito ao lazer coletivo. Carnaval e Réveillon fazem parte da identidade cultural da cidade e do país.


O problema central está na priorização orçamentária e no uso político do espetáculo como instrumento de distração social.


Gastam-se cifras exorbitantes em eventos pontuais, altamente visíveis, enquanto serviços públicos básicos permanecem cronicamente subfinanciados.


A pergunta que precisa ser feita , e que costuma incomodar, é simples e necessária:


-Não seria mais sensato que parte significativa dessas verbas fosse investida, de forma contínua, nos setores que realmente sustentam a vida cotidiana da população?


1° Educação de qualidade não gera aplausos imediatos, mas constrói futuro.


2° Prevenção ambiental não rende selfies, mas evita tragédias.


3° Saúde pública estruturada não vira atração turística, mas salva vidas.


4° Segurança pensada para além da repressão não estampa capas internacionais, mas garante dignidade.


O risco de se vangloriar apenas dos grandes eventos é cair na velha lógica do “pão e circo”, onde o brilho do espetáculo anestesia a crítica e normaliza o abandono.


Uma cidade não pode medir sua grandeza apenas pelo tamanho de suas festas,
mas pela capacidade de cuidar de seu povo todos os dias do ano.


Talvez o verdadeiro recorde que o Rio de Janeiro devesse almejar não seja o de maior Réveillon do mundo, mas o de uma cidade que investe com responsabilidade, justiça social e visão de futuro, onde celebrar não seja uma fuga da realidade, mas consequência de uma vida digna.


O meu maior desejo para os cariocas
(e também para todos os brasileiros)
é a conscientização a respeito.


Saúde e Serenidade!
✍©️ @MiriamDaCosta

EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA!!!


Cientistas e pesquisadores renomadíssimos do mundo das galáxias
e de outros mundos
possíveis e imagináveis...
acabam de declarar a existência de petróleo
⛽⛽⛽ em todos os sistemas estelares conhecidos ...


Diante dessa descoberta “inesperada”,
os EUA, com seus fiéis aliados
(União Europeia, Israel e quem mais aparecer pelo caminho...),
já se prontificaram a levar até esses espaços siderais:


a “defesa da democracia alienígena”,


o “combate ao tráfico de partículas estelares”,


a “proteção da liberdade intergaláctica”,


e, claro, a prisão e o devido processo de seus líderes, presidentes e entidades cósmicas suspeitas...


E, para garantir a ordem universal,
auto-proclamaram-se, com a habitual modéstia,
administradores oficiais desses territórios espaciais...


Porque, afinal,
onde há petróleo,
há missão civilizatória Made in USA. 🚀⛽


✍©️@MiriamDaCosta

A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.


Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.


Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.


A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.


E o que dizer?


Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.


Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.


Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.


Talvez a frase mais honesta seja esta:


Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.


✍©️@MiriamDaCosta

Às vezes é urgente
desligar-se do mundo
e de suas loucuras tóxicas
que escorrem pelas veias do cotidiano.


É preciso uma desintoxicação radical
do mal entranhado
nessa realidade coletiva adoecida
em que somos constrangidos em sobreviver.


Ser loucamente são
não é escolha estética,
é prioridade vital,
para não adoecer
da insanidade generalizada
que grita, contamina
e se normaliza.


Se o mundo padece
de uma doença profunda
em tudo e por tudo,
que nos salvemos, então,
com a ousadia
de uma sanidade fora do padrão.


A poesia, a arte, a música,
a natureza
(esses bálsamos indomáveis)
ainda nos mantêm vivos
onde tudo insiste em apodrecer.
✍©️@MiriamDaCosta

Num mundo tão obeso de nada,
onde as pessoas são anoréxicas de sentido
e bulímicas de insanidades e descontroles,


vou usando a minha caneta emagrecedora,
tentando equilibrar
o peso
e o sentido das palavras
nos surtos poéticos e filosóficos
do meu âmago.
✍©️@MiriamDaCosta

Assim, ela externou o seu desejo mais profundo:


— Deem-me um mundo de caneta e papel,
onde eu possa escrever,
e vos darei um universo de palavras.


Riram. Risos fáceis, largos,
e alguém, com gosto de deboche
na boca, interrogou:


— E que diabos fazemos com palavras?
Os risos cresceram, ecoaram como pedras ocas.


Até que ela respondeu:


— Eu sei!
São só palavras.
Mas quando ditas com alma,
tocam fundo,
como vento na chama.
São só palavras,
mas bordam silêncios,
desatam nós antigos,
selam destinos sem retorno.
São só palavras,
mas algumas ficam,
e viram abrigo
no peito que abriga.


“São só palavras”,
dizem os distraídos
ou os insensíveis.
Mas quem sente o peso delas
sabe do que são feitas:
de lume,
de lâmina,
e de laços infinitos.


São só palavras,
e ainda assim estremecem
como o toque súbito
de uma lembrança
na pele arrepiada da memória.
Carregam silêncios ancestrais,
promessas nunca ditas,
e às vezes,
orações disfarçadas de verso.


São só palavras,
mas movem marés interiores,
resgatam alguém do abismo
ou empurram, sem aviso.
Frágeis como sopro,
constroem catedrais
dentro de quem ouve.


São só palavras,
e mesmo sem cor ou matéria,
pincelam a alma de quem as recebe:
ferem ou curam,
prendem ou libertam.


São só palavras…
e por serem só isso,
tudo nelas é possível.


Entre olhares cabisbaixos e curiosos,
os risos cessaram.
E deram lugar a uma campanha improvável
de arrecadação de canetas e cadernos,
nunca antes vista na pequena aldeia.


Já se falava em mutirão, em paredes,
em mesas, em um espaço onde os escritos
pudessem respirar e ser lidos em voz alta.


Porque, afinal, quando alguém compreende
o peso das palavras, o mundo começa
a pedir caneta e papel..
✍©️@MiriamDaCosta

O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.


O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.


O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.


Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”


✍©️@MiriamDaCosta

Eu nunca perdi
esse vício indomável, quase insano,
de acreditar na poesia do viver
no mundo que insiste em ser árido.

Sou um tsunami de sentimentos e emoções,
uma força que não se contém,
um transbordamento constante
de tudo o que sinto e penso
e parece não caber em mim.

Sigo
encravada nos versos da vida
como raiz que rasga a pedra do âmago,
como onda que inunda a praia d'alma,
como quem foi escolhida pela palavra
nua e crua, não para sobreviver,
mas para permanecer viva
e vibrar vida vestida de versos.
✍©️@MiriamDaCosta

Cansada deste mundo
que mastiga inocências
e cospe barbaridades,
venho ao teu corpo líquido
confessar meus sonhos
como quem derrama vinho
num altar de sal...


Tu falas de dentro
das entranhas abissais,
voz grave,
útero e túmulo,
e eu me desarmo...


Não quero respostas.
Não quero lógica.
Quero apenas
a tua língua de espuma
lavando minhas certezas
e incertezas...


Fico imóvel,
olhos cravados
no teu infinito móvel,
e minha alma,
aberta como ferida salgada,
transborda versos
que ardem...


Há promessas que queimam.
Há mensagens que açoitam.
Há calmarias que mentem.
Essa ausência
é faca enterrada na areia
e essa distância
é maré que não pede licença...


O vento me atravessa,
eu o abraço,
eu beijo o ir e vir
das ondas
nesse meu verbo
na carne da maresia,
e parto...


Mas quem parte
quando o mar
já aprendeu o teu nome?
Eu te deixo,
sem nunca te deixar
e carrego o Oceano
na curva do meu peito.
✍©️@MiriamDaCosta

É preciso muita calma
e alguma destreza
para manter-se são neste mundo…


e muita Alma
para viver a Natureza
no mais profundo.
✍©️MiriamDaCosta

Se o mundo está a ferro e fogo,
eu não tenho culpa disso.
Pela minha paz eu rogo,
esse é o meu compromisso.
Na poesia eu me afogo
e distante fico do rebuliço.
✍©️@MiriamDaCosta

Em pleno 2026 o fantasma do 11 Setembro 2001 volta a assombrar o mundo ...

A politica terrorista de (atacar e matar todo líder) de Trump, ditada por Netanyahu,
saiu pela culatra.

Eles pensaram que( atacando o Irã) estavam decapitando um regime.

O Ocidente está celebrando um "sucesso tático" enquanto caminha, sem perceber, para um pesadelo estratégico.

Os EUA, Israel e seus aliados da UE
acabaram de trocar um adversário previsível por uma insurgência global imprevisível de vingança arcaicamente inspirada.

Isto não é o fim de nada!
É o começo de um capítulo muito mais sombrio e ameaçador
para os envolvidos e não.
✍©️@MiriamDaCosta

Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...


de excessos,
de ruídos,
de mentiras mal recicladas...


um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre...


Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência...


O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência...


E eu,
catadora de sentidos,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de Humanidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Sou poetisa do tudo
e pensadora do nada
neste mundo de excessos
de uma humanidade em carências.
✍©️@MiriamDaCosta