Mundo

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Há homens que não querem apenas viver no mundo. Querem possuí-lo.


O primeiro erro de quem deseja governar o mundo é não compreender que o mundo não é um trono, é um organismo. Não é um objecto de comando, mas uma soma viva de vontades, culturas, interesses, medos e resistências.


Quem tenta governar tudo, precisa controlar tudo. E para controlar tudo, precisa destruir o que não controla. Assim começam as ruínas. A história ensina que o desejo de domínio absoluto sempre terminou em cinzas.


O mundo não se curva; ele absorve, desgasta e, por fim, derruba. Basta lembrar o colapso do projecto imperial de Adolf Hitler ou o império expansionista de Napoleão Bonaparte ambos tentaram moldar o mundo à sua imagem e encontraram a resistência da própria realidade.


Governar o mundo exige eliminar diferenças. Eliminar diferenças exige violência. Violência constante gera medo. E o medo nunca constrói, apenas adia o colapso. Quem tenta governar tudo acaba por destruir o próprio espaço que deseja comandar. Porque o mundo não é um território. É um equilíbrio frágil.

No fim das contas, todo mundo só quer alguém que fique sem precisar ser convencido.

O bem e o mal não se mostram nas perguntas, mas nas respostas que você oferece ao mundo.


Renê Fernandes Dantas.

É simples salvar o mundo lá fora.
O verdadeiro ato de coragem é salvar a si mesmo todos os dias,
mesmo quando ninguém percebe a batalha que travamos dentro de nós.


Renê Fernandes Dantas

Sinto que o mundo está apodrecendo a cada dia... É só notícias ruins, maldade, covardia e hipocrisia que chega a dar nojo de pertencer a raça humana. Acho que o mundo deveria ser formatado, cortar todas as ervas daninhas pela raiz.

Feliz é quem faz vínculos com gente simples, que trata todo mundo bem, que não se importa com status. Gente leve, que torce e vibra por você sem esperar nada em troca.

A feliz notícia de que Ele ressuscitou não muda o mundo contemporâneo. Mas a Páscoa nos dá o poder espiritual para fazer o trabalho, aceitar a disciplina, e fazer o sacrifício.

Não podemos negociar nada com Deus, porque o Senhor não faz acordos com o mundo; Ele Abre as Portas da Eternidade aos que O buscam com amor, humildade e verdade no coração.

Das TradiçõesReligiosas


Demétrio Sena - Magé


Tanto faz para nós, que o mundo esteja em conflito, que o próximo passe fome, adoeça e morra sem dignidade? Não importa nada, se nós cometemos feminicídio; perseguimos os religiosos de outras vertentes e os não religiosos? "E daí" se apoiamos genocídio, pedimos até que outro país ataque o nosso e odiamos quem pensa diferente de nós? É isso mesmo? Pouco importa que misturemos nossa religião com política raivosa; com o vale tudo pelo poder (do minúsculo ao maior), para massacrarmos as minorias, os que têm menos, e quem é invisibilizado pela sociedade que também nos rodeia?
O que fazemos de perverso no dia a dia não conta? O importante, mesmo, é que nós comamos panelas de canjica e peixe na sexta-feira santa e caminhões de chocolates no domingo de Páscoa, depois de termos malhado o nosso semelhante, Judas, no sábado de aleluia? "Será que ouvi um aleluia"? Essa é a nossa religiosidade, o resumo da nossa crença em um homem que foi puro amor, humildade, paz, perdão, acolhimento e aceitação plena do ser humano? Desculpe se atrapalho seu ritual; seu cardápio; sua firula. Mas precisava mesmo refletir com você sobre questões tão óbvias da religiosidade.
Se a quaresma, "sexta santa", Páscoa, Corpus Christi, Natal, missas, cultos e rituais não nos tornam melhores, temos que rever a nós mesmos. Repensar nossos atos e sentimentos, desatrelados de obrigações institucionais que nos engessam sem atingir a alma, o caráter, a sensibilidade. O próximo é a razão e o princípio das nossas empreitadas ditas espirituais. Desconheço um religioso consciente de que o próximo é quem está próximo e distante; quem é igual e diferente; professa ou não a mesma fé ou nem acredita em nada.
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Comece com atitudes pequenas e de repente você estará transformando o mundo.

Hoje é o seu dia, mulher!
Ser feito de luz
que brilha por onde passa
que espalha amor pelo mundo
que floresce
que é fértil
que é doçura
que é vida na sua forma mais pura!

Teste de Geografia


Dizias que o mundo era pequeno demais, traçavas fronteiras no mapa do lençol, medias a distância entre o nunca e o jamais, buscando o caminho pra um resto de sol.


Pediste que eu fosse o teu norte fiel, a rosa-dos-ventos de um cais sem navio, mas perdi o sentido, rasguei o papel, e o nosso Equador tornou-se vazio.


I
Onde fica o relevo do teu abraço?
Em que latitude se esconde o teu riso?
Pois sinto um abismo em cada passo, nesse hemisfério que não é o paraíso.
II
Qual a demografia da tua saudade?
Quantas ausências habitam o teu peito?
Se o amor é um solo de pouca fertilidade, onde o silêncio se torna direito.


No fim, a prova não teve nota ou glória, apenas a erosão de um tempo que passou.
Ficou a geologia de uma velha história:
Onde havia um vulcão, hoje a cinza restou.


O mapa dobrou-se, a bússola quebrou, e a conclusão do teste é um tanto amarga:
Quem muito se isola, continente virou, levando o oceano como única carga.


© *Paulino Florda*, No labirinto dos açoites, 2026

A Gaiola, Afinal, Sou Eu




Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.

Negue para o mundo,
mas quando seus olhos encontram os meus… não negue nada.


Guarde segredos para as ruas,
para os nomes que você esquece nas esquinas,
para as bocas que provaram de você
sem entender o perigo do seu gosto.


Mas para mim…
deixe cair as máscaras,
como roupa esquecida no chão de um quarto silencioso.


Ainda sinto você
no limite da memória dos meus lábios,
um gosto doce demais para ser inocente,
um gosto que começa como vinho jovem
e termina profundo, quase amargo,
daqueles que a gente bebe devagar
só para prolongar o erro.


Maldito seja seu sobrenome
que encaixa tão bem no meu.
Maldito seja o jeito
que sua boca aprende a minha
como se já soubesse o caminho.


Há algo em nós que não pede licença
Não pede promessa
Não pede futuro


Só pede mais um instante


Mais um toque lento,
mais um segredo sussurrado
como quem acende um fósforo
sabendo que pode incendiar tudo.


Somos assim
um vício servido em taça cheia,
corpo envelhecendo em desejo,
cada encontro mais denso,
mais perigoso,
mais impossível de negar.


E mesmo sabendo
que outros sabores virão…

O maior desafio é admitir que não é o mundo que nos inferioriza, mas nós mesmos que nos recusamos a enxergar nossas limitações.

Existe uma linha silenciosa entre sentir e se perder. Entre ouvir o mundo e permitir que ele te defina.
Durante muito tempo, você pode até acreditar que ser afetada é apenas sensibilidade — e, de fato, é. Mas há um ponto em que o que vem de fora deixa de tocar e começa a ocupar. E quando uma crítica tem o poder de te desmontar, ou um elogio te leva a um lugar que nem você sustenta sozinha, algo dentro de você já não te pertence por inteiro.
É sutil. Quase imperceptível. Mas perigoso.
Porque, aos poucos, você começa a se moldar pelo olhar alheio, a medir o próprio valor pela reação dos outros, a se reconhecer mais no reflexo do que na essência. E então, sem perceber, entrega a própria mente nas mãos de quem nem sempre entende o peso das palavras que carrega.
Sentir é humano, mas se perder não pode ser rotina. Nem toda crítica é verdade, nem todo elogio é medida. O que vem de fora pode atravessar, mas não pode permanecer sem que você permita.
Existe uma força silenciosa em se pertencer. Em saber quem você é, mesmo quando o mundo te aplaude ou te questiona. Em não se inflar com o reconhecimento, nem se despedaçar com a rejeição.
Porque, no fim, liberdade é isso: não se tornar refém de vozes passageiras. É voltar para si, todas as vezes, e ainda assim, permanecer inteira.

Em um mundo onde o respeito é deixado de lado, faça-se o diferenciado

Por que as coisas no mundo não deram certo? Por causa das pessoas!
Por que as coisas no mundo deram certo?
Por causa das pessoas!

​Fiz um acordo com o espelho:
o mundo pode até me esquecer,
mas eu me levo pela mão
até o fim da estrada.
Desistir de mim nunca foi uma opção.⁠

O mundo com os iludidos onde infla-se por causa da incoerência tolice e estupidez dos bilhões de incautos…