Mulheres de Valor

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Incoerentemente entre as mulheres mais jovens e humildes, metem para si mesmo que a pretensa estabilidade conjugal de uma aventura, virá através da maternidade. O que não é verdade, na maioria das vezes o homem ao primeiro sinal de criança, desaparece e o inocente fruto da incoerência ilusória da menina, ficará na conta da família até ter idade suficiente para o provável, revoltante e irresponsável abandono.

Dia 8 de Março, parabéns a todas mulheres naturais do mundo e as outras, por serem filhos, delas.

Em 2025, foram registrados 1.568 casos de feminicídio no Brasil, além das milhares de mulheres que sofreram agressões físicas e sexuais diariamente. O que há para se comemorar no Dia Internacional da Mulher diante dessa realidade?


Benê Morais

A DAMA ALVA DAS SOMBRAS: O ETERNO ENIGMA DE ELIZABETH BÁTHORY.
Houve mulheres que atravessaram a História como rainhas.
Outras, como mártires.
E algumas poucas caminharam entre ambas as condições, envoltas por um nevoeiro tão espesso que jamais permitiu distinguir onde terminava a vítima e onde começava o monstro.
Elizabeth Báthory foi uma delas.
Nascida entre os salões aristocráticos da Hungria do século XVI, veio ao mundo cercada por brasões, riquezas e privilégios. Contudo, por trás da magnificência dos castelos, existia uma menina frágil, de tez quase translúcida, olhar distante e alma marcada por sofrimentos precoces. Relatos históricos mencionam enfermidades, convulsões e crises que a acompanhavam desde a infância, como se seu espírito já pressentisse uma existência destinada à tormenta.
Era uma dessas figuras cuja beleza parecia não pertencer inteiramente à Terra.
Sua pele possuía a alvura das primeiras neves do inverno.
Seus cabelos lembravam fios de ouro envelhecidos pela luz dos crepúsculos.
E seus olhos, segundo os cronistas, carregavam aquela estranha tristeza encontrada apenas nas pessoas que jamais conheceram verdadeira paz.
Ao contemplá-la, talvez alguém visse uma princesa.
Ao observá-la mais atentamente, perceberia uma sombra.
Elizabeth cresceu entre guerras, intrigas políticas e uma nobreza que transformava crueldade em demonstração de poder. Casou-se muito jovem com Ferenc Nádasdy, um dos mais temidos guerreiros da Hungria, e passou a habitar os austeros castelos erguidos entre montanhas cobertas de névoa. Enquanto o marido combatia exércitos distantes, ela permanecia cercada por corredores silenciosos, tapeçarias escuras e invernos intermináveis.
Foi ali que nasceu a lenda.
Ou talvez a tragédia.
Ou ambas.
Dizem que a solidão começou a consumi-la como um fogo invisível.
Dizem que o sofrimento tornou-se companhia.
Dizem que a dor, quando permanece tempo demais no coração humano, pode assumir formas monstruosas.
Mas também dizem que seus inimigos eram numerosos.
Que sua fortuna despertava cobiça.
Que sua condição de mulher poderosa em um mundo dominado por homens a transformava em alvo conveniente.
E é precisamente nesse ponto que a História se desfaz em bruma.
Durante séculos, narraram que ela torturava jovens donzelas.
Que castigos inimagináveis aconteciam nos aposentos de seu castelo.
Que centenas de vidas teriam desaparecido sob sua autoridade.
Que rios de sangue teriam corrido entre aquelas pedras ancestrais.
Porém, estudiosos modernos observam que muitas acusações foram baseadas em rumores, testemunhos indiretos e interesses políticos. Alguns pesquisadores sustentam que ela pode ter sido vítima de uma campanha destinada a enfraquecer sua influência e tomar seus bens. A própria narrativa dos famosos banhos de sangue parece ter surgido muito tempo depois dos acontecimentos, alimentada por lendas e imaginação popular.
E assim Elizabeth permanece.
Não como uma mulher.
Mas como um enigma.
Uma figura suspensa entre a realidade e o pesadelo.
Uma aparição que atravessa os séculos vestida de branco.
Às vezes parece uma criatura devorada pela própria escuridão.
Outras vezes, uma alma condenada injustamente pela crueldade dos homens e pelas conveniências da política.
Talvez jamais saibamos.
Talvez a verdade tenha morrido muito antes dela.
Em 1614, confinada dentro de seu próprio castelo, distante do mundo e dos tribunais da posteridade, Elizabeth encontrou o fim de sua jornada terrena. Não houve absolvição. Não houve condenação definitiva. Apenas silêncio.
E o silêncio, por vezes, é o mais profundo dos túmulos.
Hoje, quando o vento percorre as ruínas de Čachtice e a névoa cobre as antigas muralhas, parece ainda existir uma presença vagando entre aquelas pedras.
Não a da assassina.
Não a da inocente.
Mas a da eterna incógnita.
A mulher cuja beleza tornou-se lenda.
Cuja dor transformou-se em mito.
Cuja história foi escrita com a tinta ambígua dos séculos.
Benfeitora ou maligna?
Anjo ferido ou espectro cruel?
A resposta talvez pertença apenas às sombras.
E nelas permanecerá para sempre.
Autor: Marcelo caetano Monteiro.

FILHAS ANÔNIMAS DA DOR.

Ó mulheres ocultas pelas brumas de séculos impiedosos,
vossas almas percorreram a terra como sombras que carregam o peso, de injustiças que a História jamais ousou nomear.
Sois o sal das lágrimas que nenhuma crônica registrou,
a argamassa silenciosa que ergueu civilizações inteiras
sobre vossos corpos exauridos e vossos espíritos oprimidos.

Filhas da caça às bruxas, marcadas pelo fogo que não purifica, mas que consome o indefeso.
Em cada madrugada de auréola acinzentada, uma de vós era levada para interrogatórios despóticos, acusada por línguas cruéis que temiam a vossa lucidez.
Ó mulheres caladas pela tirania,
vossos gritos ecoam ainda hoje nas fendas do tempo, onde a opressão deixou cicatrizes que nem o esquecimento cura.

Filhas escravizadas, arrancadas de vossa terra natal, como raízes mutiladas que ainda pulsavam vida.
Vossos nomes foram dissolvidos entre correntes, vossos sonhos esmagados por açoites, vossos úteros transformados em campos de tormento.
Mas mesmo naquele abismo sem alvorecer, carregastes a centelha indômita da dignidade, e com ela preservastes a essência do ser
nas noites mais densas da crueldade humana.

Filhas do luto materno, a quem a morte visitou repetidas vezes
como um hóspede voraz que nunca se dá por satisfeito.
Vossos braços, outrora depositários de promessas,
ergueram ao céu corpos frágeis que não resistiram às intempéries e às pestes do século.
E ainda assim permanecestes de pé, envoltas numa resignação que roça o sagrado, como guardiãs da dor mais antiga que existe:
a dor de amar o que se perde.

Ó mulheres anônimas, vosso sofrimento não foi vã litania.
Vós sois o subterrâneo moral da humanidade, o testemunho de que a grandeza por vezes se oculta naquele que mais padeceu.
A cada uma de vós dedico esta ode, este cântico sombrio que resgata a dignidade que vos foi arrancada por eras insensíveis.

Que vossas sombras se tornem luz para os vindouros,
e que da vossa dor antiga brote a lembrança de que nenhuma alma destinada ao bem sucumbe para sempre.
Porque na memória profunda das eras mora a força que transcende, e nela repousa a luminosa supremacia da nossa perpétua vida.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

Os homens deveriam aprender tudo sobre os desejos e os corações das mulheres educadas, antes de conquistá-las para o seu prazer.

A internet deixou as pessoas iludidas no desnecessário: mulheres são influenciadas em viagens, status, carreira, corpo definido, e perdem o essencial para vida que é focar em casar, ter filhos, manter uma Família; homens estão focando no corpo, carros e motos, status, o Mamom. A Sociedade pensa em bens materiais e carreira ao invés de focar em manter uma Família como prioridade número um.

A maioria das mulheres que se envolve com homens comprometidos não acorda de manhã pensando: "Hoje vou destruir uma família." Elas acordam acreditando na história de um homem "sofrido", "incompreendido" ou "solitário" que encontrou nela a "salvação." E como se ele fosse a Rapunzel presa no alto de um castelo esperando um príncipe para salva -la em um cavalo branco.


O que eu quero dizer é que: "Ele se vende como uma Rapunzel de terno e gravata, jogando as tranças da vitimização para que outra mulher suba e o resgate de uma relação que ele jura ser uma prisão. O que ela não percebe é que a porta da torre sempre esteve aberta ele só prefere o drama do 'resgate' à desonestidade da partida. Ele não quer sair com a verdade; ele quer sair como a vítima salva."

O que o redpill busca nas mulheres, só uma criança possui.

Com o tempo descobri que as mulheres não necessitam ser entendidas, e sim amadas.

Todas as mulheres tem sua beleza peculiar, a de quem amamos deve ser a mais cultuada de todas.

Sem as mulheres os homens jamais saberiam equilibrar a força física com o amor protetor. É que a capacidade de amar de uma mulher vai além dos limites que a maioria dos homens conhece.

Mulheres que amei, sacanas, amigas, apaixonadas, volúvel, sincera e vadias, amadas e amantes, lindas e belas, sinceras e desonestas, vulgares e apreciadas com moderação, queridas ao extremo e odiadas antes da cama, e rainha após a luxuria, eternas e passageiras, mas todas com o maior conceito que possa ter esse ser. A você mulher do sorriso fácil e do choro comovente, das lagrimas falsas, que causaram calor e dor, mas que no dia a dia me fizeram tão bem que não consegui esquecer nenhuma de vocês.
(Saul Beleza)

Seja fiel ao seu chamado para ser um homem. Mulheres reais sempre ficarão aliviadas e gratas, quando os homens estão dispostos a serem homens.

O inferno estará povoado por uma multidão de almas moralistas, homens e mulheres que evitaram todo tipo de vícios, cujos lábios jamais proferiram uma profanidade e cujos corpos foram outrora sepultados nas águas do batismo. Por quê? Porque a religiosidade externa anestesia a alma. Adornos morais jamais farão alguém nascer de novo.

Homens regenerados não buscam manipular ou dominar as mulheres; eles nelas reconhecem a imagem sagrada do Criador, agindo para amá-las, honrá-las e protegê-las.

“Se relacionar com certas mulheres é como amarrar uma pedra na cintura. Se tiver que andar, terá que arrastar o peso da pedra. Se a pedra rolar, ela te arrasta junto. Então, corte a corda e solte a pedra.”

— Urbano Cardoso

A Jornada Coletiva da Alma Feminina


Nós, mulheres, independentemente de raça, credo ou origem, compartilhamos de uma mesma força silenciosa que move o mundo. Diante das mais diversas realidades, quase sempre cabe a nós o papel de equilibrar os pratos do cotidiano: o sustento do lar, as responsabilidades do trabalho, a condução dos filhos e o amparo emocional daqueles que amamos. O cansaço que pesa nos ombros não escolhe cor ou crença; ele é o reflexo de almas dedicadas que se doam por inteiro. No entanto, o verdadeiro progresso espiritual nos ensina que não precisamos carregar o mundo sozinhas. Para continuar iluminando os caminhos ao nosso redor, cada uma de nós precisa aprender a acolher as próprias fragilidades e cuidar da sua própria luz. Diante do Criador, somos todas companheiras da mesma caminhada, unidas pelo mesmo amor e pela mesma capacidade de recomeçar.

⁠Poetisa

Dizem que mulheres
que escrevem poesia
de verdade não se identificam
mais como poetisas,
Eu que não tenho
compromisso com a realidade
permito-me escrever poesia
para fugir da grosseria,
e sempre que eu quiser
me identificarei como poetisa
todas as vezes que for renascer
nesta vida onde muitos
deixaram perder o sentido de viver.

As leis são necessárias, mas educar afetivamente homens e mulheres para a convivência não violenta é a urgência da Nação. Para melhorar a convivência é preciso mudar a cultura, e isso começa pelo pensamento!