Mulheres
Dia das Mulheres, um dia especial, porém, seu dia é todos, inclusive em meus pensamentos você ocupa minutos, horas e diárias frequentes em minha imaginação. Sim, te amo e admiro muito a mulher que você é, parabéns pelo seu dia e por ser o presente de Deus para a minha vida.
Nanda ❤️
Em 2025, foram registrados 1.568 casos de feminicídio no Brasil, além das milhares de mulheres que sofreram agressões físicas e sexuais diariamente. O que há para se comemorar no Dia Internacional da Mulher diante dessa realidade?
Benê Morais
A internet deixou as pessoas iludidas no desnecessário: mulheres são influenciadas em viagens, status, carreira, corpo definido, e perdem o essencial para vida que é focar em casar, ter filhos, manter uma Família; homens estão focando no corpo, carros e motos, status, o Mamom. A Sociedade pensa em bens materiais e carreira ao invés de focar em manter uma Família como prioridade número um.
“Se relacionar com certas mulheres é como amarrar uma pedra na cintura. Se tiver que andar, terá que arrastar o peso da pedra. Se a pedra rolar, ela te arrasta junto. Então, corte a corda e solte a pedra.”
— Urbano Cardoso
A Jornada Coletiva da Alma Feminina
Nós, mulheres, independentemente de raça, credo ou origem, compartilhamos de uma mesma força silenciosa que move o mundo. Diante das mais diversas realidades, quase sempre cabe a nós o papel de equilibrar os pratos do cotidiano: o sustento do lar, as responsabilidades do trabalho, a condução dos filhos e o amparo emocional daqueles que amamos. O cansaço que pesa nos ombros não escolhe cor ou crença; ele é o reflexo de almas dedicadas que se doam por inteiro. No entanto, o verdadeiro progresso espiritual nos ensina que não precisamos carregar o mundo sozinhas. Para continuar iluminando os caminhos ao nosso redor, cada uma de nós precisa aprender a acolher as próprias fragilidades e cuidar da sua própria luz. Diante do Criador, somos todas companheiras da mesma caminhada, unidas pelo mesmo amor e pela mesma capacidade de recomeçar.
Há mulheres que aprenderam a sorrir para o mundo enquanto escondiam o peso que carregavam por dentro. A mente cria forças para sobreviver, mas o coração sempre espera o dia em que não precisará mais fingir que está bem.
-Jouberth Toffoli
Se colocarmos na ponta do lápis as estatísticas, nós, mulheres, estamos entrando em extinção, se morre mais do que nascem. 🇧🇷🤐
As mulheres são tão carentes porque para crescerem tiveram de perder o amor da mãe, e, depois, do pai. Os homens ainda procuram o amor da mãe. As mulheres, o que procuram?
Ninguém sabe a força que uma mulher tem...até o dia que ela precisa demonstrar... mulheres são leoas, vulcões, vendavais ... são o caos ... quando preciso são guerra... no dia a dia são paz...
Mulheres escondem coisas..
guardam segredos..
as vezes mentem..
outrora sao loucas.. santas... ou ate mesmo sarcasticas..
mas nunca deixam de ser mulheres...
ou simplesmente... elas mesmas..
Sou mulher preta e quilombola.
Sou filha do axé, das águas que curam.
Sou herdeira das mulheres que rezavam, dançavam e libertavam o mundo com as mãos e o coração. Em mim, o tambor fala, o vento responde e o fogo me guia. Trago no corpo as marcas da luta e da bênção. Cada cicatriz é memória, cada gesto é herança. Eli Odara Theodoro
MULHERES: Palavras, Frases e Poemas.
No livro da vida humana,
Cada ser traz seu valor;
A mulher tem mil caminhos,
De tristeza e de amor.
Com virtudes e fraquezas,
Ela enfrenta o mundo inteiro,
Pois ninguém nasce perfeito,
Nem vive só por roteiro.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
Há quem guarde a castidade,
Com respeito e discrição;
E há quem caia na luxúria,
Pela força da paixão.
Entre a razão e o desejo,
Cada alma tem dilemas,
Mas o equilíbrio é caminho
Para evitar os problemas.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A caridade é virtude
Que reparte com prazer;
Já a avareza aperta
O coração sem ceder.
Quem ajuda o semelhante
Planta luz por onde passa,
Mas quem vive só para si
Vai colhendo a própria escassez.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A temperança ensina
A comer e a agir com medida;
A gula, quando domina,
Traz excesso à própria vida.
O bom senso é companheiro
Da saúde e da prudência,
Pois o exagero constante
Rouba a paz e a consciência.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A paciência é abrigo
Nos momentos de aflição;
Já a ira descontrolada
Fere a mente e o coração.
Quem espera com calma e fé
Vence a luta com brandura,
Mas quem se entrega à raiva
Perde a força da ternura.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A bondade é luz acesa
No caminho de alguém;
A inveja, quando cresce,
Faz sofrer quem a contém.
Quem celebra a vitória alheia
Mostra grandeza e valor,
Mas quem vive comparando
Esquece o próprio fulgor.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A humildade é bonita,
Não precisa se exibir;
Já a vaidade excessiva
Quer sempre se distinguir.
Quem conhece o próprio limite
Anda firme sem soberba,
Mas quem vive só de aparências
Muitas vezes se desorienta.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A fidelidade sustenta
A confiança e a união;
A traição, quando aparece,
Traz ferida ao coração.
Quem cultiva lealdade
Constrói laços verdadeiros,
Mas quem quebra a confiança
Afasta os bons companheiros.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A amabilidade encanta
Pelo jeito de tratar;
A aspereza machuca
Sem precisar nem gritar.
Quem fala com gentileza
Faz o ambiente florir,
Mas a dureza constante
Pode afastar e ferir.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
Há mulher trabalhadora,
Que enfrenta o dia a lutar;
E há quem ceda à preguiça,
Deixando o tempo passar.
O esforço abre caminhos
Para o sonho florescer,
Mas a falta de vontade
Pode impedir de crescer.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
Assim segue a caminhada,
Com virtudes e imperfeições;
Toda mulher traz em si
Lutas, sonhos e emoções.
Não se deve generalizar
Nem julgar por um só tema,
Pois cada alma tem sua história,
E muitas são verdadeiros poemas.
Existem mulheres que são palavras, outras são frases e umas são poemas.
A DAMA ALVA DAS SOMBRAS: O ETERNO ENIGMA DE ELIZABETH BÁTHORY.
Houve mulheres que atravessaram a História como rainhas.
Outras, como mártires.
E algumas poucas caminharam entre ambas as condições, envoltas por um nevoeiro tão espesso que jamais permitiu distinguir onde terminava a vítima e onde começava o monstro.
Elizabeth Báthory foi uma delas.
Nascida entre os salões aristocráticos da Hungria do século XVI, veio ao mundo cercada por brasões, riquezas e privilégios. Contudo, por trás da magnificência dos castelos, existia uma menina frágil, de tez quase translúcida, olhar distante e alma marcada por sofrimentos precoces. Relatos históricos mencionam enfermidades, convulsões e crises que a acompanhavam desde a infância, como se seu espírito já pressentisse uma existência destinada à tormenta.
Era uma dessas figuras cuja beleza parecia não pertencer inteiramente à Terra.
Sua pele possuía a alvura das primeiras neves do inverno.
Seus cabelos lembravam fios de ouro envelhecidos pela luz dos crepúsculos.
E seus olhos, segundo os cronistas, carregavam aquela estranha tristeza encontrada apenas nas pessoas que jamais conheceram verdadeira paz.
Ao contemplá-la, talvez alguém visse uma princesa.
Ao observá-la mais atentamente, perceberia uma sombra.
Elizabeth cresceu entre guerras, intrigas políticas e uma nobreza que transformava crueldade em demonstração de poder. Casou-se muito jovem com Ferenc Nádasdy, um dos mais temidos guerreiros da Hungria, e passou a habitar os austeros castelos erguidos entre montanhas cobertas de névoa. Enquanto o marido combatia exércitos distantes, ela permanecia cercada por corredores silenciosos, tapeçarias escuras e invernos intermináveis.
Foi ali que nasceu a lenda.
Ou talvez a tragédia.
Ou ambas.
Dizem que a solidão começou a consumi-la como um fogo invisível.
Dizem que o sofrimento tornou-se companhia.
Dizem que a dor, quando permanece tempo demais no coração humano, pode assumir formas monstruosas.
Mas também dizem que seus inimigos eram numerosos.
Que sua fortuna despertava cobiça.
Que sua condição de mulher poderosa em um mundo dominado por homens a transformava em alvo conveniente.
E é precisamente nesse ponto que a História se desfaz em bruma.
Durante séculos, narraram que ela torturava jovens donzelas.
Que castigos inimagináveis aconteciam nos aposentos de seu castelo.
Que centenas de vidas teriam desaparecido sob sua autoridade.
Que rios de sangue teriam corrido entre aquelas pedras ancestrais.
Porém, estudiosos modernos observam que muitas acusações foram baseadas em rumores, testemunhos indiretos e interesses políticos. Alguns pesquisadores sustentam que ela pode ter sido vítima de uma campanha destinada a enfraquecer sua influência e tomar seus bens. A própria narrativa dos famosos banhos de sangue parece ter surgido muito tempo depois dos acontecimentos, alimentada por lendas e imaginação popular.
E assim Elizabeth permanece.
Não como uma mulher.
Mas como um enigma.
Uma figura suspensa entre a realidade e o pesadelo.
Uma aparição que atravessa os séculos vestida de branco.
Às vezes parece uma criatura devorada pela própria escuridão.
Outras vezes, uma alma condenada injustamente pela crueldade dos homens e pelas conveniências da política.
Talvez jamais saibamos.
Talvez a verdade tenha morrido muito antes dela.
Em 1614, confinada dentro de seu próprio castelo, distante do mundo e dos tribunais da posteridade, Elizabeth encontrou o fim de sua jornada terrena. Não houve absolvição. Não houve condenação definitiva. Apenas silêncio.
E o silêncio, por vezes, é o mais profundo dos túmulos.
Hoje, quando o vento percorre as ruínas de Čachtice e a névoa cobre as antigas muralhas, parece ainda existir uma presença vagando entre aquelas pedras.
Não a da assassina.
Não a da inocente.
Mas a da eterna incógnita.
A mulher cuja beleza tornou-se lenda.
Cuja dor transformou-se em mito.
Cuja história foi escrita com a tinta ambígua dos séculos.
Benfeitora ou maligna?
Anjo ferido ou espectro cruel?
A resposta talvez pertença apenas às sombras.
E nelas permanecerá para sempre.
Autor: Marcelo caetano Monteiro.
FILHAS ANÔNIMAS DA DOR.
Ó mulheres ocultas pelas brumas de séculos impiedosos,
vossas almas percorreram a terra como sombras que carregam o peso, de injustiças que a História jamais ousou nomear.
Sois o sal das lágrimas que nenhuma crônica registrou,
a argamassa silenciosa que ergueu civilizações inteiras
sobre vossos corpos exauridos e vossos espíritos oprimidos.
Filhas da caça às bruxas, marcadas pelo fogo que não purifica, mas que consome o indefeso.
Em cada madrugada de auréola acinzentada, uma de vós era levada para interrogatórios despóticos, acusada por línguas cruéis que temiam a vossa lucidez.
Ó mulheres caladas pela tirania,
vossos gritos ecoam ainda hoje nas fendas do tempo, onde a opressão deixou cicatrizes que nem o esquecimento cura.
Filhas escravizadas, arrancadas de vossa terra natal, como raízes mutiladas que ainda pulsavam vida.
Vossos nomes foram dissolvidos entre correntes, vossos sonhos esmagados por açoites, vossos úteros transformados em campos de tormento.
Mas mesmo naquele abismo sem alvorecer, carregastes a centelha indômita da dignidade, e com ela preservastes a essência do ser
nas noites mais densas da crueldade humana.
Filhas do luto materno, a quem a morte visitou repetidas vezes
como um hóspede voraz que nunca se dá por satisfeito.
Vossos braços, outrora depositários de promessas,
ergueram ao céu corpos frágeis que não resistiram às intempéries e às pestes do século.
E ainda assim permanecestes de pé, envoltas numa resignação que roça o sagrado, como guardiãs da dor mais antiga que existe:
a dor de amar o que se perde.
Ó mulheres anônimas, vosso sofrimento não foi vã litania.
Vós sois o subterrâneo moral da humanidade, o testemunho de que a grandeza por vezes se oculta naquele que mais padeceu.
A cada uma de vós dedico esta ode, este cântico sombrio que resgata a dignidade que vos foi arrancada por eras insensíveis.
Que vossas sombras se tornem luz para os vindouros,
e que da vossa dor antiga brote a lembrança de que nenhuma alma destinada ao bem sucumbe para sempre.
Porque na memória profunda das eras mora a força que transcende, e nela repousa a luminosa supremacia da nossa perpétua vida.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
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