Mulher Triste
AOS POUCOS
Aos poucos ela foi ficando diferente, fria, distante.
Aos poucos ela aprendeu a se amar mais, deixar de lado quem nunca esteve com ela.
Aos poucos ela aprendeu a viver sem esperar muito das pessoas.
Aos poucos ela teve medo, mas continuou a caminhar.
Aos poucos ela quis desistir de si mesma, mas viu que não iria resolver.
Aos poucos ela quis se perder no mundo, mas viu que não pertencia a ele.
Aos poucos ela foi se desfazendo e se refazendo novamente no dia seguinte.
Aos poucos levaram dela o que ela tinha de mais importante, a fé de que as pessoas são boas.
Aos poucos ela viu o amor se tornar algo frio.
Aos poucos ela quis deixar de se importar.
Aos poucos ela olhava e se desfazia em prantos.
Mas foi aos poucos que a vida começou a retribuir em flores o que o tempo levou embora.
E aos poucos estamos indo embora, uma viagem sem volta.
E aos poucos ela quer colher todas as flores que puder.
Texto: @ericacbribeiro
Só mais um grito
Ela grita por socorro
Para teu olhar eu corro,
Mas como não tenho,
Aos cortes recorro,
Nessa dor eu morro.
Junto dessa dor,
Sentimento esclarecedor,
Tudo que sente é tristeza
Incerteza.
A morte chegando,
Seu coração não mais palpitando.
Naquela dor, novamente calvagando.
Dores não citadas,
Poesias não pautadas,
Guardo essa dor que a mim foi dada.
Só mais um grito por socorro
Como eu disse, aos cortes recorro,
Nos braços da vida eu escorro.
Ela veio com uma sutileza e delicadeza que eu nem anotei chegando, agora estou preso em sua armadilha torturante e sem conseguir ver a saída ela me consome gradativamente e cada minuto que passa fico sem força para luta me sinto em uma areia movediça, me deixa angustia.
Ela ainda tem medo de amar, pois, o coração dela ainda está calejado, sufocado… Em cacos.
Ela tem deixado de acreditar no amor, por medo de sofrer mais uma vez, por medo de mergulhar mais uma vez em pessoas rasas e vazias.
Ela sempre foi intensa, sempre foi uma poesia difícil de ser lida e muitas vezes mal interpretada.
Ela acredita que não exista mais quem a entenda.
Ela perdeu a esperança no amor, no amar
Nota sobre ela:
Ela está cansada de carregar fardos árduos na vida. Cansada de acreditar nas pessoas. De depositar confiança em que não merece se quer sua atenção!
Nota sobre ela:
Ela sempre foi do tipo que guardava sua dor no bolso para cuidar do outro. Mais quando precisava estava sozinha sem ninguém para lhe ouvir, para lhe trazer calma. Ela tem se visto sozinha.
Ela disse que não poderia mais viver
Mas não sabia ela que já tinha morrido sem perceber...
Com um abraço apertado e um sorrido de lado
Falei bem baixo em seu ouvido sem ela perceber
"Me desculpa,mas quem ama um dia tem que esquecê..."
Ela está com um pé lá e outro aqui. Se alguma coisa sair do controle ela pode dizer “Eu já sabia. Isso não me surpreende mais”.
"Brincamos de faz de conta, esquecemos de quem é a conta, somamos coisas ruins a ela, tiramos as boas e no fim… Ah, resta um, EU!"
Ouvindo nossa música, sinto que ela já não soa como antes. Nosso cantinho já não é mais o mesmo. Meu coração está aflito, pois ele sente o mesmo. Me diga meu anjo, o que está acontecendo com o nosso sentimento...Porque me sinto assim, tão triste, me diz, diz algo por favor. Diga algo, mesmo que seja para por um fim ao nosso relacionamento. Pois assim, terei alguma certeza... Sei que vai doer, mais sei também que algum dia, eu ei de te esquecer!
Independentemente de quantos livros a pessoa leia, sempre existem muitos mais que ela não leu, o que é triste. Quem ama ler nunca tem tempo o bastante, mesmo que queira poder ler todas as boas histórias que existem no mundo.
E sempre na calada da noite, ela se deitava e pensava em seu passado.
E sempre na calada da noite, ela sonhava que um dia estaria novamente em seus braços.
E sempre na calada da noite, ela esperava que todos concordariam que pior do que um amor não correspondido, é um amor não permitido.
As mesmas decepções
Com o mesmo tipo de gente
Destrói-me o coração
Saber que ela era tão inocente
Acolhia as lagrimas no travesseiro
Sempre pelo mesmo motivo
Do amor não ser correspondido
Pobre coração iludido
Ter lembranças
Traz-lhe arrependimento
Por ter tido esperanças
E ter vivido aqueles momentos
Agora só restou-lhe a alma.
E com dor lembro-me
De como era feliz antes de amar
Depois que amou, só soube chorar
E ontem fui ver o caixão
Em que a pobre alma abitava
Com o coração entre as mãos
E não me importo, se foi suicídio ou não.
