Mulher Quente

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A rispidez de carácter nunca se encontrará na mulher cuja prudência foi a única a contrariar-lhe as propensões.

O coração de uma mulher casada é um imobiliário onerado de hipotecas.

Uma mulher de Madagáscar deixa ver sem pensar nisso o que mais se esconde aqui, mas morreria de vergonha antes de mostrar o braço. É claro que três quartos do pudor são uma coisa aprendida.

Duna cálida
e sobre ela uma
pálida mulher

Para a mulher, a pátria é o lar, mas para o homem o lar é a pátria.

O amor de uma mulher é incompatível com o amor da humanidade.

É devassa essa mulher
que seus sonhos expõe
quando abre a vidraça?

Se a minha mulher tiver de ser viúva um dia, preferia que fosse durante a minha vida.

mulher aflita
telefone toca
cafeteira apita

"Não existe uma referência certa de como a vida deve ser, Perry. Não há um mundo ideal que você possa esperar que apareça. O mundo sempre foi o mesmo, depende de você saber o que fará nele."

Inserida por samantalobato

⁠Será uma grandiosa jornada de infiltração nas sub-engrenagens da proto-máquina que programa o sistema vigente mundial.

Inserida por newel67

⁠Eu, como um xistoquentista atuante, possuo um invejável catálogo de alfarrábios e calhamaços históricos, raros, únicos e lendários e em nenhum deles há a referência: "O que está acima?".

Inserida por newel67

Hoje me perguntei:
1- Eu amo mesmo a minha namorada?
2- Será que ela é a mulher que eu quero passar o resto da minha vida?
3- Que razões eu tenho para amá-la?
4- O que ela tem feito por mim?
Bem para responder a essas perguntas não precisei de fazer cálculos, muito menos ir ao Google ou ler a Wikipédia para encontrar as respostas. Só bastou fechar os olhos e reviver tudo o que já vivemos para dizer SIM a todas elas.
Comecei por me responder em ordem decrescente.

4- Ela tem feito muito por mim, apesar da minha teimosia e falta de atenção, ela nunca fica brava, está sempre ao meu lado, me dá forças e me apoia em tudo. Os meus medos desaparecem com os seus carinhos. Quando estou errado, ela encontra sempre um jeito carinhoso e bondoso para chamar-me a razão.

3- Se isto não são razões suficientes para amá-la, respeitá-la e tratá-la como uma princesa, então eu sou um autêntico parvo e cego.

2- Não tenho dúvidas nem medo que ao lado dela serei feliz, pois, por mais problemas que tenhamos, sempre arranjaremos um meio-termo para resolver.

1- Por esta razão, eu não só a amo como estou completamente viciado nela, eu tenho profunda admiração, respeito e fascínio.

Que sortudo eu sou por encontrar a mulher que faz do seu coração o lugar mais seguro para eu viver.

Tu és a mulher que muito fez por mim.
Sempre estiveste ao meu lado, houve vezes em que ninguém estava disponível para me aturar, mas sempre arranjavas formas de me aturar e nunca refreaste a minha punição pelos meus erros.
Mesmo cansada ou com a cabeça quente nunca faltou um conselho bondoso vindo de ti, várias vezes eu te fiz derramar lágrimas, mas mesmo assim continuaste a me amar.
Não escolhi fazer parte da tua vida, pelo contrário foste tu quem fizes-te esta escolha, por isso serei eternamente grato, pós a me existência é fruto da tua benignidade.
Hoje sou um homem que quando passa pelas ruas recebe vários elogios e comentários gratificantes, mas tudo isso é possível porque deste o teu máximo para me tornar num grande homem...
Muito obrigado por tudo MÃE, para sempre serei grato.

Inserida por Gostoso1823

O poeta é o melhor marido que uma mulher pode ter. Pode até faltar comida,mas ele conseguirá transformar a fome em poesia.

Inserida por Gostoso1823

O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo.

Um diplomata é aquele que se lembra sempre do aniversário de uma mulher, mas nunca da sua idade.

Lillian Russell

Nota: A piada costuma ser creditada a Robert Frost, porém, a expressão "lembrar do aniversário de uma mulher e não de sua idade" já estava em circulação desde a década de 1890, sem autoria conhecida. A atriz Lillian Russell foi a primeira que se tem notícia a usar a palavra diplomata com essa expressão.

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Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente.
Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente. Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.

Tati Bernardi

Nota: Trecho da crônica "Toque de recolher" publicada em 20/05/2006 no site Blônicas

Mulher: a mais nua das carnes vivas e aquela cujo brilho é o mais suave.

Uma mulher chamada guitarra

Um dia, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam un mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.

O violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina - viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo - o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.

Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado - contra o peito - lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranquila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seu tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranquila num céu alto? E eu vos responderei: um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.

Vinicius de Moraes
Uma mulher chamada guitarra