Mulher Criança
Não me alegra vitória da seleção. Me alegra ver homem chorar por criança de 5 anos estuprada no Brasil. A gritaria do jogo só escancara: estamos vazios e longe de Deus.
#DespertaTuQueDormes
Deus é uma criança birrenta com poderes infinitos: cria o brinquedo, se irrita com ele e quebra tudo quando não é obedecido.
Se você é religioso desde criança, isso não é uma escolha, mas resultado de doutrinação cultural. Apenas o ateísmo ou o agnosticismo podem ser considerados escolhas reais, pois exigem o abandono da religião!
A criança não é um adulto defeituoso; é uma pessoa em formação, cuja educação precisa respeitar o tempo, a experiência e as características próprias de seu desenvolvimento.
Uma vez uma criança chegou pro seu papai e perguntou…
- Papai ? Deus me ama ?
seu pai respondeu …
- Claro filha.
- Mas como ele me ama se eu não posso vê-lo ? ele nem me abraça , nem beija minha testa como você faz papai… Disse a menina.
- Sabe filha, agente não pode vê-lo mas ele existe dentro de nós. Quando você era apenas um bebê, ainda na barriga da sua mamãe, você não podia nos ver, nem nos sentir, mas mesmo assim a gente te abraçava , beijava e já amávamos você, mesmo assim é Deus.
Paralelo à liberdade
(Mauro 1Evaristo)
É muito mais fácil odiar que amar,
Amor é criança pedir a camisa do Neymar
Ódio é multidão irascível insana
Sujando a história democrática corintiana.
Ódio não existe ou permite razão
Daí todo o que odeia ser sem noção,
O amor é paralelo à liberdade
Só ama quem tem responsabilidade.
Ódio é doentio, divide qualquer nação,
Quem odeia perde o rumo e razão
Ignora causa, fato e efeito,
Quem odeia despreza ter coração,
Mas o Amor engrandece qualquer sujeito,
Quem odeia só vê o reflexo no espelho.
feradapoesia.blogspot.com
Qual é a sua caixa?
Imagine que você está dentro de uma caixa.
Talvez, quando criança, você já tenha entrado em uma caixa de papelão para brincar de se esconder. Naquela época, era apenas uma brincadeira. Você entrava, se escondia e esperava que alguém viesse te encontrar. O mundo parecia simples o suficiente para que você acreditasse que, em algum momento, alguém abriria aquela caixa e te tiraria de lá.
Agora, imagine que você cresceu, mas ninguém voltou para te encontrar.
O tempo passou. Você deixou de ser criança, amadureceu, aprendeu algumas coisas sobre a vida e se tornou alguém diferente de quem era quando entrou naquela caixa. Você cresceu por dentro, seus pensamentos se expandiram, seus sonhos mudaram e suas necessidades já não são as mesmas. Mas, apesar de todas essas transformações, você continua ali, no mesmo lugar em que se escondeu quando ainda não sabia muito sobre o mundo.
E é aí que o problema começa.
Quanto mais você cresce, menor a caixa parece. O espaço que antes era suficiente começa a apertar. Aquilo que um dia parecia confortável passa a sufocar. As paredes, que antes não representavam ameaça alguma, agora parecem se aproximar cada vez mais, limitando seus movimentos, dificultando sua respiração e tornando cada dia um pouco mais difícil de suportar.
Mas por que você simplesmente não sai?
Talvez porque, quando entrou, só tenha aprendido a se esconder. Talvez porque nunca tenham te ensinado que você poderia sair por conta própria. Você entrou esperando que alguém viesse te encontrar, que alguém percebesse sua ausência, abrisse a caixa e te conduzisse para fora. E, enquanto esse alguém não chega, você continua esperando.
Os dias passam. Depois, os meses. Talvez os anos.
E você permanece ali, esperando ser encontrado, sem perceber que a vida continua acontecendo do lado de fora. Enquanto isso, a caixa se torna cada vez mais apertada, não necessariamente porque suas paredes mudaram, mas porque você já não é a mesma pessoa que era quando entrou.
Talvez o mais doloroso não seja estar dentro da caixa, mas perceber quanto tempo você passou esperando por alguém que nunca veio. E, pior ainda, perceber que talvez você nem saiba por onde começar a sair, porque passou tanto tempo esperando ser salvo que nunca aprendeu a procurar uma saída.
Agora, pare por um instante e pense: qual é a sua caixa?
Talvez seja um relacionamento no qual você já não se reconhece. Um ambiente familiar que limita quem você é. Uma versão antiga de si mesmo à qual continua tentando corresponder. Um medo que te impede de experimentar o novo. Uma situação que já não te faz bem, mas da qual você não consegue se desvencilhar. Ou, quem sabe, uma vida que um dia fez sentido, mas que já não comporta a pessoa que você se tornou.
Quantas vezes permanecemos em lugares que já não nos cabem simplesmente porque foram os primeiros lugares que conhecemos? Quantas vezes confundimos familiaridade com segurança e acabamos permanecendo em situações que nos machucam apenas porque não sabemos o que existe do outro lado?
E há uma pergunta ainda mais difícil: há quanto tempo você está dentro da sua caixa, esperando que alguém perceba o seu sufocamento e venha te salvar?
É importante reconhecer que sair nem sempre é simples. Não basta ouvir que precisamos mudar para que, de repente, encontremos forças, coragem ou condições para fazer isso. Existem medos, dependências, limitações e feridas que tornam o caminho para fora muito mais complicado do que parece para quem observa de longe.
Às vezes, a caixa é tudo o que conhecemos. Mesmo quando nos machuca, o desconhecido pode parecer assustador demais. E, diante da incerteza, permanecer onde estamos pode parecer menos doloroso do que arriscar uma mudança cuja consequência não conseguimos prever.
Por isso, não se trata de culpar quem ainda está dentro da caixa. Tampouco de fingir que todas as pessoas possuem as mesmas condições para sair dela. Existem situações em que precisamos de apoio, acolhimento, recursos e ajuda para encontrar uma passagem que, sozinhos, talvez não conseguíssemos enxergar.
Mas existe uma diferença entre reconhecer que precisamos de ajuda e acreditar que somente outra pessoa pode nos tirar de onde estamos.
Talvez essa seja uma das lições mais difíceis da vida: compreender que nem sempre alguém virá nos encontrar. Nem sempre alguém perceberá o que estamos vivendo, compreenderá a dimensão da nossa dor ou saberá exatamente do que precisamos. Às vezes, as pessoas simplesmente não percebem. Outras vezes, não sabem como ajudar. E, em determinadas situações, por mais que desejem nos ajudar, elas não podem fazer por nós aquilo que precisamos construir dentro de nós mesmos.
Isso não significa que devemos enfrentar tudo sozinhos, nem que pedir ajuda seja sinal de fraqueza. Significa apenas que não podemos depender exclusivamente de sermos encontrados para começar a procurar uma saída.
Talvez você não consiga sair da caixa hoje. Talvez ainda não saiba como abrir suas paredes, romper seus limites ou dar o primeiro passo em direção ao desconhecido. Mas reconhecer que está ali já pode ser o começo de alguma coisa. Porque é difícil procurar uma saída quando sequer percebemos que estamos presos.
E, depois de perceber, talvez seja necessário aprender o que ninguém nos ensinou: que podemos tentar, que podemos pedir ajuda, que podemos errar no caminho e que não precisamos ter todas as respostas antes de começar a mudar.
Afinal, não é sobre caixas.
É sobre os lugares, os momentos, os padrões e as situações em que permanecemos mesmo depois de deixarem de nos caber. É sobre as versões de nós mesmos que continuamos tentando sustentar, os medos que nos mantêm paralisados e as esperanças que depositamos em pessoas que talvez nunca venham.
É sobre entender que crescer também significa reconhecer quando precisamos deixar para trás aquilo que já não acompanha quem nos tornamos. E que, às vezes, a saída não aparece porque continuamos olhando para a mesma parede, esperando que alguém a derrube por nós.
Talvez seja necessário olhar para cima. Procurar uma fresta. Experimentar uma abertura. Pedir uma mão. Ou simplesmente admitir, pela primeira vez, que não queremos mais permanecer ali.
Porque, quando você cresce, nem sempre é o mundo que se torna pequeno. Às vezes, é o lugar onde você insiste em permanecer que já não comporta a pessoa que você se tornou.
E talvez a pergunta mais importante não seja por que ninguém veio te tirar da caixa, mas o que você pode fazer agora que finalmente percebeu que está dentro dela.
Se você já reconheceu a sua caixa, mas ainda não sabe como sair, o que te resta fazer?
Talvez a resposta não esteja em esperar que alguém venha te salvar, nem em exigir de si mesmo uma força que ainda não possui. Talvez esteja em começar a aprender aquilo que nunca te ensinaram: como encontrar uma saída, mesmo sem saber exatamente o que existe do outro lado.
**E se a saída não for esperar que alguém nos salve, mas aprender aquilo que nunca nos ensinaram: como sair?**
Desde criança, as trevas já eram parte de mim, e o rock corria em minhas veias, sendo tão vital quanto o sangue. O obscuro sempre me atraiu, e a noite sempre foi a minha parte preferida do dia, especialmente a madrugada. Desde sempre sou atraída pela escuridão, porque sou parte dela.
Sou noturna, apaixonada pela melancolia e pelos vampiros das séries de TV, principalmente por seu emocional complexo e tristeza existencial, onde sempre me vi, quase como olhar em um espelho. Nunca fui sol, mas sim lua. Nunca me encaixei nas expectativas que traiam quem sou. Para ser eu mesma, paguei um alto preço, mas muito mais caro seria me anular para pertencer ao vazio das superficialidades e falsidade social.
- Marcela Lobato
Desde criança adoro a cor amarela que desabrocham nas plantas e nas flores, parece mesmo que me fortalecem a esperança. A cor que mais me acalma a mente e o meu espirito, é o azul. O azul do céu de brigadeiro e do mar sereno em dias ensolarados. Acho que o azul me reporta a feliz e conformada finitude. Entre as atitudes mas sem qualquer garantia de edificar.
"O sucesso é uma criança que você cuida até começar a andar sozinho, e depois, você cuida para ele não te abandonar."
"Em cada adulto se esconde uma criança, uma criança eterna, algo que está sempre em devir, nunca está completo e pede cuidado incessante."
- C. G. Jung
* 7 COISAS QUE APRENDEMOS COM AS CRIANÇAS E QUE PRECISAMOS RESGATAR PARA NOSSA CRIANÇA INTERIOR...
O que pode ser aprendido e resgatado?
1. A capacidade de chorar quando dói. E pronto.
2. Brigar com o outro, mas depois voltar a brincar.
3. Ser feliz com o que é simples.
4. Mais importante que coisas, uma criança valoriza presença e carinho. Um afago, um colo e uma conversa leve valem mais que um presente caro.
5. A criança consegue ser mais inclusiva que os adultos. Ainda que ela perceba as diferenças, não carrega o peso que a gente aprende a colocar nelas. Uma criança negra, uma branca e uma indígena se reconhecem sem problema algum. O preconceito é aprendido com os adultos, infelizmente.
6. A criança é um ser aberto ao aprendizado. Tropeça, chora, tenta de novo. E segue aberta.
7. Ser criança é sonhar. Na infância, sonhar é fantasiar, depois vai ganhando o sentido de esperança. Pense como se torna pobre a vida de um adulto que não acredita nos seus sonhos, que não sabe esperançar.
Já ouvi gente demais e já me ouvi o suficiente para conseguir enxergar, aqui ou ali, um tanto de crianças presas em corpos adultos cansados, feridos e solitários.
Crianças que precisam ser acolhidas, amadas, ouvidas, reconhecidas, reeducadas... a fim de que a gente possa viver, na vida adulta, o melhor do significado de ser criança. Tudo o que vivemos na infância precisa ser interpretado para a consciência e traduzido em movimentos de vida para a vida.
Para muitos não foi fácil... Ainda assim, precisamos ser o próprio pai e a própria mãe dessa menina ou desse menino sofrido, que talvez tenha até perdido parte da infância.
Resgatá-la é necessário. Para viver com mais leveza. Para lutar sem se afogar nas lutas. Para amar e ser amado.
Aliás, talvez amar seja isso:
O abraço de dois adultos que reconhecem a criança ferida, solitária e cansada, um do outro,
mutuamente.
S.A.
.............................
* por Samuel Andrade
Psicanalista, esp. em psicologia social e antropologia. Doutorando em psicanálise. Teólogo e educador.
Sono profundo e tranquilo de uma criança amada sobre um colo que passa muita confiança,
cujo coração serve como um abrigo que é cheio de amor e uma abundância imprescindível de carinho, respeito, consolo e bons sentimentos,
uma prova do zelo do Senhor desde um simples momento que com certeza ficará guardado na mente,
parte de um mútuo contentamento, um laço singular que ficará cada vez mais forte com passar do tempo.
O Timbre Afinado da Emoção
No seu lindo canto, ouço a pureza de uma doce criança; na sua aparência delicada, vejo a delicadeza de uma rosa. Entretanto, isso não quer dizer que ela seja fraca, pois, mesmo entre as rochas, floresce — tipo uma mulher quando canta rock.
Assim, a sua intensidade se revela a cada nota — aquelas presentes na sonoridade forte de uma música intensa — que consomem a sua mente e se vestem das suas emoções, então, as expressa na sua voz de uma maneira profunda e sincera.
Interpretação simples, de fato, inspiradora: a bela mostra de um timbre afinado e emotivo. Muito mais do que uma beleza sonora, uma entrega satisfatória entre cordas vocais e espírito, numa ocasião transformadora regrada à emoção e ao ritmo.
"Lembra aquela criança que fazia qualquer conselho entrar por um ouvido e sair pelo outro: se tornou um adulto."
"Uma criança não precisa de motivação para brincar, mas um adulto precisa de sonhos para ser feliz."
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