Msgs de Fortes Sentimento
Dostoievski, Tolstoi, Tchekhov, Bulgakov, Turgueniev, Puschkin, Soljenitsin... O que tem na água dos russos?
O Mito Grego
A mitologia grega, é uma forma de interpretar o mundo, uma forma de pensamento e não um delírio Pré-filosófico. A mitologia grega é uma interpretação seríssima, importantíssima e belíssima que parte da arte como mediação e , não da verdade. Então, como sei que nunca vou saber como o tempo é, tenho clareza que a vida é muito superior a mim. A relação do homem com o mundo é uma relação de submissão, a vida como esse jogo de forças intensivas-infinito, é muito superior ao homem. O que o homem precisa fazer, é criar uma interpretação sobre o mundo, mas ele jamais possui a intenção de conhecer o mundo, e isso era quase uma heresia, ( heresia é uma coisa meio cristã), era quase uma afronta.
Então, o que homens poderiam fazer, perspectivas de interpretação do mundo utilizando os Mitos. É muito possível imaginar que os gregos não acreditavam verdadeiramente no Mito e, nem deixavam de acreditar. Pois era a única coisa que possuía para relacionar com o mundo, então o mito era uma realidade .Como sei que nunca vou saber como o mundo é, porque sou apenas um ser humano, eu crio coisas que faça com que eu entenda o mundo. Segundo os Mitosde criação gregos, no início dos tempos só existiam o Caos, um vazio sem forma do tamanho do universo do qual se originou Gaia ( terra),Tártaro ( submundo) e Eros, que era o amor e mais belo de todos os deuses.
Do Caos saíram Érebo, a escuridão do submundo e Nyx que era a noite. Da união de ambos , nasceu o dia e Gaia deu luz a Urano ( céu estrelado) e com ele teve diversos filhos entre os quais Oceano( mar), Cronos( tempo, mais jovem e terrível de seus filhos).Chronos sob ordem Gaia, castra Urano e se casa com sua filha Réia, com quem tem filhos e mais tarde se revoltam contra ele e assumem o poder. Estes novos deuses dividem entre eles a autoridade. Zeus fica com o céu, Posseidon com os mares e Hades com o submundo
Pêndulo de Foucault
A vida e o jogo de forças infinitas, que denota a superioridade energética mundana. Mitologias, e não só a grega, mas também a romana, a nórdica por exemplo, e a razão do porquê que essas histórias foram criadas, para explicar o universo e tudo que nos envolve é ponta pé inicial para construção de uma dialética se uma premissa radical. Uma das formas que o homem encontrou para explicar o mundo.
Outra característica do mito é a de apresentar-se como uma verdade que não precisa ser provada e que não admite contestação. A sua aceitação decorre da fé e da crença. Não é uma aceitação racional, fundamentada em provas e raciocínios.
Interessante, que vejo-me numa posição de que pra mim é único caminho assombrosamente de explicar todo o indecifrável, e continuarmos nos melhores mistérios cosmológicos.
Daí vem aquela frase de Nietzsche: as pessoas não querem acreditar nas verdades, para que suas ilusões não sejam perdidas.
Assassinato da Saudade
Saudade
A gente
Não mata
Saudade
A gente
Engarrafa
E guarda
Saudade
É coisa boa
Que fica lá
Quietinha
Bem guardada
Onde deve
Ficá
Quem Sou
Quem eu sou de verdade, que será o verdadeiramente eu, quando todos os outros que eu acho que me julgam pelo que eu devo ser, tiverem desaparecido ?
Se em determinado instante
De um mero dia qualquer
Dentro da velocidade discreta
Da minha breve vida inquieta
Eu aprender,
Tornar-me-ei poeta.
O fracasso é por vezes uma zona de conforto, todo esforço intenso gera cansaço. O que gera estresse é o esforço sem sentido.
Felicidade é um instante da vida que gostaríamos de repetir. É estar em sintonia com seus valores, decisões e atitudes, com o que você pensa, fala e faz. É onde o amor vale mais que a própria vitória .
O Inesgotável
Se
Demasiado
Pesada
É
A realidade
Fantasia
E
Glamourisa
Caligrafia
De estética
Própria
Transita
Universo
Inimaginável
Posso ser
Abstrato
Subsídio
Nunca
Sarcasmo e Arvore
Com dificuldade
Ergo-me
Na saudade do amigo
Que
Se perdeu na eterna saudade
Daquele espelho
Me olhando
Tomo o café da manhã
À minha e à sua vontade
O gigantesco abismo
Goza a delícia de ser
Lábios roxos
Assim passeio por ele
Sem sua infantilidade
Onde a cobra fuma
Seu moderado cigarro
Admirando seu ventre
Trazendo o sol batido de vento
Enquanto o mar tece a trama
Imóveis na solidão
Juntos a novos anjos cativos
Na luta de classes
Honorárias prisioneiras
Mulheres
Que o simples toque pode romper
Por um momento
Todos e infinitos talentos em seu seio
Maior que a força contida no ato
Na móvel linha do horizonte
A vida é difícil, pois somos um ser social, que não nasce e nem vive só.
A realidade nossa é uma e do nosso meio é outra, perdeu-se a noção da virtude, do certo e errado e da ética.
Como recuperar os valores das pessoas?
Alguns acham que um diploma é um, senão o maior deles. Aumentou o número de diplomados, mas não melhorou a relação Humana.
Mandalas & Tapetes Burgueses
Melancolia
De fado
Português
Regado à vinho
E
Dissolução do fermentado
Pagando os pecados
Com o suor do cansaço
Metabolizados
No calor do fígado
Tristeza
De nobreza
Sem causa
Escutar
De coisas
Não ditas
"Minha casa minha vida
Sua casa é meu problema"
De certeza
Somente
A presença
De sua
Ausência
Passeando
Meus
Anseios
Desajeitados
Nas ladeiras em ruas
De muita pedra
Nos vales profanos
Da dissonância
Esculpidos em vales
Da tradição
A ambição do pecado
Fermentado em vinho
E a solução
É dissolução
Sem solução
Em ruas
De Tradição
Metanol
Na penumbra úmida do boteco, dois corpos se inclam sobre o bar. Eles vão para o interior rural, dizem. O suor da estrada ainda não secou em suas roupas, e o pó do caminho parece misturar-se ao vapor que sobe dos copos. Entre eles, eu. Estranhos unidos pelo acaso e pelo simples ato de parar.
De um canto, o rádio de pilha cospe notícias graves: metanol. A palavra soa técnica, fria, um veneno químico que invade a alegria, que não transforma o gole de café em um risco calculado.
Ciberespaço
Um útero de fios
Onde gestamos ausências
Senso
De perda
Que não pesa em gramas,
Mas em bytes de memória
Apagados em baixa resolução
Menores
Ecos do cotidiano:
O atrito da xícara no pires,
A hesitação antes de responder,
A textura do ar antes da chuva
Detalhes da rotina diária
Sendo eliminados
Por algoritmos de eficiência.
Exoesqueletos da estupidez
Vestimos interfaces intuitivas
Que pensam por nós,
Enquanto nossos músculos mentais
Atrofiam em elegantes casulos de titânio
Configuração
Um ritual sagrado:
Parâmetros biomecânicos ajustados,
Parâmetros biológicos monitorados,
Sincronização cerebral forçada
Como metrônomo para uma orquestra de neurônios cansados
Blockchain mental
Registros imutáveis de pensamentos editados,
Correntes de hashes ligando verdades revisionadas.
Atividade cerebral em ruptura
Onda delta contra firewall,
Sonhos comprimidos em pacotes de dados,
Sinais de erro brotando como flores de lótus em telas azuis
Enquanto isso
(O pronome mais humano que restou)
Ainda faz sentido.
O último suspiro orgânico
Antes do login definitivo
Criptografia da alma
Senhas de existência
Trocadas a cada aurora digital
Lacunas
Entre um ping e outro,
Surge o vácuo que canta
Em frequências não traduzíveis
Arquivos corrompidos
De emoções não indexadas:
A saudade que o sistema operacional
Identifica como "erro 404: afeto não encontrado"
Nuvens de pensamento
Sincronizadas até a última nêvoa,
Mas o backup dos instintos
Foi perdido na migração
E o corpo?
Pergunta o hardware ao firmware,
Enquanto a carne, esquecida,
Ainda treme de frio
Na sala de servidores climatizada.
Até que em um loop inesperado
Um bug no paraíso lógico
O sistema encontra um glitch
Chamado poesia:
Dados que não se encaixam,
Verdades que não verificam,
E um verso antigo
Que ressoa como eco de um mundo
Que insistimos em apagar,
Mas que teima em renascer
Como raiz sob o asfalto digital
Porque ainda faz sentido
Enquanto houver um refresh
Que não apague por completo
A sombra do que fomos
Antes de nos tornarmos
O sono é apenas a morte sendo tímida e, ao dormirmos, nosso inconsciente está desprevenido. Como é bela a decepção que nos liberta dos apegos.
