Motivação
Acredito que nunca estarei completamente satisfeita com a política, nem me passa na mente isso!
As mudanças em si, necessitam do descontentamento para os feitos progressivos.
O contentamento, como a fé cega em algo qualquer, só é um caminho viável, para nunca se ir adiante.
É natural, pessoas extraordinárias acreditar em coisas extraordinárias, como é comum pessoas medíocres achar que tudo é medíocre igual a elas.
Acredito que todos nascemos vitoriosos, e com o título de mais aptos entre milhares (a ciência não discorda disso, de acordo com a corrida dos embriões), então para o que crê na psique, eu diria que muito provavelmente estamos em uma grande corrida ao longo da vida, buscando levar nossa identidade ou alma, a romper as barreiras e nascer para a eternidade(Aeon).
O problema da depressão não é o que os outros acreditam ou não.
O grande problema da depressão, é o portador dela também não acreditar que está doente.
Acredite, a autoflagelação não é a resposta, ela gera mais perguntas. Quando a depressão sussurra que ferir-me me libertaria, cada corte na pele trouxe apenas interrogações sobre minha sanidade e limites. Vi que a dor física não silencia o tormento interno, ao contrário, escancara novas fraturas emocionais que não sei como curar.
O problema da depressão não é o que os outros acreditam ou não. O grande problema da depressão é o portador dela também não acreditar que está doente. O efeito mais cruel do meu estado anímico é convencer-me de que essa tristeza é minha essência permanente, não uma condição médica que pode ser tratada. Em meio a tantas vozes que subestimam minha dor, a pior crítica é a que
ecoa dentro de mim, me dizendo que não mereço ajuda, que esse peso é justo preço por existir.
Reconstruir-me foi o mais doloroso dos trabalhos. Após o AVC, era como montar um quebra-cabeça… sem saber se todas as peças ainda existiam. Cada palavra reaprendida, cada passo ensaiado, foi uma batalha contra a fratura da minha identidade. E essa reconstrução… não era só do corpo, mas da alma: repostar a autoimagem onde antes… só havia ruínas.
Acredito no amanhã, mas não sei se meus pés aguentam o caminho. A esperança é um fio de sol atrás das nuvens pesadas, mas meu corpo, feito de barro molhado, afunda a cada passo. O futuro canta ao longe, como uma melodia leve, mas dentro de mim, só o silêncio das cordas frouxas
de um instrumento que esqueceu como vibrar.
- Eu também.
Ele fixou-lhe o olhar. Parecia não acreditar no que acabara de ouvir. Ela dissera isso mesmo ou será que estava sonhando? Seu coração estava acelerado. Suas mãos transpiravam. Ele precisava confirmar. Mas e se ela não dissesse novamente? E se tudo aquilo realmente fosse fruto de sua imaginação? Já fazia algum tempo que esperava aquele momento... Preferiu não arriscar... Ela dissera, dissera sim. Isso que importava. Tudo bem que faltavam ali mais duas palavrinhas, mas ouvir as duas primeiras já era um bom começo. Aliás, significava que já tinham ultrapassado o tão temível começo...
Como ele não reagia, ela decidiu abraçá-lo. Primeiro contornou-lhe os traços, como se quisesse decorá-los, e deu-lhe um beijo bem na ponta do nariz. Ele sorriu. Ela sorriu e o aconchegou bem próximo ao coração. Ela sabia que faltavam ali duas palavrinhas, mas sabia também que o tempo a faria terminar a frase. Era isso que importava. Ela havia recomeçado.
Se você encontrou alguém que te protege, te defende, acredita cegamente em você, e não abandona o barco, mesmo que ele esteja afundando, ou depois de ter afundado, não "impitime" essa pessoa da sua vida!
A vida sabe exatamente quantos “nãos” são necessários para que você realmente valorize a conquista do que lhe está destinado!
É mesmo muito fácil se conquistar votos nesse País. Arroz, e às vezes, feijão, para se garantir as eleições, e caviar, para se garantir as votações na Câmara e no Senado. No fundo, ambos os "mortos de fome" são todos iguais: só pensam no próprio "estômago", de avestruz.
Trabalhe no que você é apaixonada(o), porque ainda assim haverão dias nos quais você vai desejar jogar tudo para o alto.
Se o que você fizer for sua paixão, esses dias passam.
Alguém disse que não seria fácil,
e eu acreditei.
Outras pessoas disseram ser impossível, eu as ignorei.
MochilAR
Eu amo o Brasil, eu amo o meu trabalho, e eu amo muito mais a minha família e meus amigos. Mas infelizmente eu vivo em um País no qual esse amor não é correspondido a contento em razão dos inúmeros problemas sociais, frutos principalmente de um câncer chamado corrupção, tão antigo quanto endêmico e letal.
E enquanto esse filme se repete a todo o tempo, independentemente de trocas de governos, legítimos ou não, nós brasileiros, embora “donos” de um dos mais belos países do mundo, morremos à míngua, por asfixia, todos os dias e noites, por falta de segurança, nas filas de hospitais públicos, de fome, de ignorância, e a cova para a nossa esperança também já nos espera.
Foi exatamente nesse ponto que a Europa entrou em minha vida.
Não, eu não gostaria de viver em outro país senão o Brasil, mas eu gostaria muito de viver em um país no qual, por exemplo, ricos, pobres, negros, homossexuais, mulheres e portadores de necessidade especiais compartilhassem o mesmo vagão de metrô, sem que isso fosse considerado anormal. E assim como cada conterrâneo meu tem a sua “válvula de escape” para continuar nesse relacionamento doentio, eu também encontrei a minha: Viajar, sobretudo para lugares nos quais eu respire sem a obrigação de carregar nas costas um balão de oxigênio.
Daí são vários meses de trabalho duro, inúmeros feriados não aproveitados junto à família e amigos para ir ali, a alguns milhares de quilômetros do Brasil, só para passar, a pé, em uma faixa de pedestre sem ter que apontar o dedo do meio ao motorista que não para, e ser mais mal educada que ele, só para ver pessoas com livros nas mãos em qualquer parte da cidade, nas praças, nos parques, nos ônibus, trens, só para pagar 30 euros, de avião, para ir de um continente a outro, só para me distanciar um pouco, por pouco tempo, de números tais como “cinquenta e oito vítimas de homicídio a cada oito horas no Brasil”, que para mim são mais que estatísticas, é oxigênio jogado fora do cilindro. E quando ele está vazio, eu tenho mesmo que viajar para reabastecê-lo.
Não, a Europa não é um paraíso. Também tem inúmeros problemas sociais, tais como desemprego, mendigos, em alguns lugares, xenofobia, em outros, ainda homofobia, mas, por enquanto e enquanto um político brasileiro, nos moldes como são sempre os nossos, for impedido de ter acesso e meter a mão ao quinhão que não lhe compete por lá, será possível caminhar pela Europa, a pé, com uma mochila nas costas, e não com um cilindro de oxigênio, vazio.
Sinceramente eu não acredito que tenha alguém realmente confortável em ter voltado à idade mínima, mínima de bom senso.
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