Morte de uma Filha
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
Ameaçar alguém de morte é crime no Brasil.
A conduta é enquadrada no Artigo 147 do Código Penal, que tipifica o crime de ameaça e se aplica a intimidações feitas por palavras, escritos, gestos ou qualquer outro meio.
Fonte: Jusbrasil
PS: Faça um (BO) na Internet ou Pessoalmente na Delegacia.
Não estamos preparados nem para a vida e nem para a morte. Apenas vamos nos adequando aos acontecimentos que vem ao nosso encontro diariamente.
O problema não é a morte, mas a dor
A dor de quem fica
A dor de quem vai
A dúvida que nos consome
A saudade que acompanha quem ficou.
Quem se foi, daqui não mais será
Donde está, colhe seus frutos
Mas quem ficou,
A falta machuca
A saudade espanca
A negação maltrata
Por fim, o fim chegou
Levando um personagem
Deixando um quadro escrito a giz
O tempo dá conta do resto
Mas o que de fato ficou?
O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?
Ninguém está preparado para a morte de quem ama, porque algumas presenças parecem eternas até o dia em que se tornam saudade.
Carta Aberta
A morte é algo que existe desde a criação do Todo, do Cosmo e do Universo.
Para nós, pobres criaturas chamadas humanos, ela é uma das experiências mais difíceis de suportar. Perder alguém é perder uma parte de nós mesmos. E quando essa perda é a de uma mãe, até mesmo aqueles que pareciam fortes como rochas descobrem que a vida possui ferramentas capazes de abrir fendas naquilo que julgávamos inquebrável.
As rochas suportam tempestades, ventos e séculos. Mas a dor cria trincas silenciosas. E quando estamos sozinhos diante de nós mesmos, dentro do profundo abismo da alma, ouvimos o eco dessas rachaduras se abrindo. O ranger da alma se torna um grito. Um grito que nasce nas profundezas do ser. E então desabamos.
Hoje vivo um desses dias.
A tempestade, o caos, o Cosmo, a morte e a dor me oferecem uma nova visão do mundo. Existe um Arquiteto do Universo, e existe o próprio Universo, que escreve todos os dias a história de cada criatura. É Ele quem sopra o ar da vida sobre a Terra. É Ele quem condensa existências inteiras nesta grande esfera azul chamada planeta Terra. E quando chega o momento, conduz nossa alma e nosso coração para lugares de paz e conforto.
Hoje, minha mãe se torna um ser encantado.
Retorna àquilo que é mais antigo que nós. Retorna ao mistério que foi criado pelo Arquiteto do Universo e moldado pelo próprio Cosmo. A morte não apenas leva; ela transforma. Ela transforma em encantamento aquilo que um dia me trouxe ao mundo.
Aquela que me gerou em seu ventre.
Aquela que me amou.
Aquela que me protegeu.
Aquela que durante nove meses foi meu abrigo contra o frio, contra o calor e contra todas as tempestades que existiam do lado de fora.
Naquele tempo eu não escutava sua voz, mas sentia seu coração.
Hoje, o meu coração bate mais forte pela perda. Bate mais forte pela dor. Bate mais forte pela ausência de não poder ouvir novamente aquilo que me acompanhou desde antes do nascimento.
Mas talvez o amor seja maior que a morte.
Talvez os corações que verdadeiramente se amam nunca deixem de conversar.
Talvez, quando o silêncio da noite tocar minha alma, eu ainda encontre sua presença escondida entre as estrelas, entre o vento e entre os mistérios do Universo.
E enquanto eu viver, uma parte dela continuará vivendo comigo.
Porque mães não desaparecem.
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
Não há doença sem cura, porta que não se abra e problemas sem solução. Até pra morte existe uma saída que é Cristo. Por isso nunca viva pela razão deste mundo, mas se agarre 100% na fé em DEUS com exclusividade,
pois hoje você pode estar em festa, mas amanhã você poderá precisar!
"O sucesso material é legítimo, mas não define uma vida. Diante da morte, os patrimônios perdem o sentido. Permanecem apenas o bem praticado, o exemplo deixado e o amor compartilhado. A morte zera os bens; a memória eterniza os legados."
