Morreu e esta em um lugar Melhor

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Às vezes buscamos tanto o que é inalcançável, e ele pode estar na distância de um abraço.

Nem sempre haverá reciprocidade, mas isso não pode mudar um gesto de amor para com o próximo

A maior alegria de um pai é ouvir do seu filho um eu te amo.

Eu quero um jardim florido, com um dia ensolarado; eu quero uma noite linda, mas com um céu todo estrelado, ah, eu quero, ah, eu quero! Sou um poeta apaixonado.

Que o amor não vire um fogo, mas que seja sempre um amor suave, e que nunca queime.

⁠Existe algo mais superficial do que um sorriso em uma selfie? Evidente que não! Como não há nada mais deprimente do que a felicidade falseada.

⁠Eu sonho com um dia em que os entes queridos não tenham necessidades de buscar suas realizações distante uns dos outros, onde o estar próximo seja o maior bem que possamos preservar, pois assim poderíamos garantir o maior proveito da convivência efêmera que a vida nos permite.

Escolher é sempre tocar o invisível. Não se trata apenas de optar entre um caminho e outro, mas de aceitar que, ao avançar, algo fica para trás. É como colher uma flor e, ao mesmo tempo, renunciar ao jardim inteiro. Há doçura nisso, mas também uma pontada de dor.

A angústia nasce nesse intervalo: no espaço em que os possíveis se multiplicam, mas só um deles se torna destino. A angústia não é inimiga — é sinal de abundância. Só sofre quem percebe que poderia ser muitos, e, no entanto, precisa se limitar a um.

Com o tempo aprendi que as escolhas não são decisões definitivas, mas conversas íntimas com a vida. Algumas falam alto, exigem coragem; outras sussurram tão baixinho que, se não estou atento, passam despercebidas. E mesmo assim, todas me transformam.

Escolher é também confiar: no acaso, no tempo, no mistério. Porque não há como saber aonde cada decisão levará. Há apenas o coração que pulsa e, nele, um delicado chamado que me pede para seguir.

E talvez seja isso o mais belo: perceber que não há escolha perfeita, mas há escolhas que me aproximam de quem realmente sou. A angústia, então, deixa de ser peso e se torna claridade: uma luz suave que me lembra que viver é, antes de tudo, arriscar.

Encontro no sorriso das crianças
Um sinal de esperança.

"Assim como a noite cede ao esplendor da manhã, a ignorância humana cederá, um dia, à luz da verdade."

Um dia você descobre
que a vida não foi à toa
e que, apesar de não ser tão boa
não há dor que não se cure
não há dor que pra sempre dure
e que, infelizmente
não existe dor que não doa
o que existe realmente
é dor que se sente à toa
tem a dor que te consome
e a dor que sem pena te rói
mas a dor menos amena
é a dor que apesar de ser dor
você nunca sabe onde dói.

Hoje
Sem saber por quê
Fui lembrar
De um tempo que ficou pra trás
E vi alguém
Alguém que eu já não sou mais
Porquanto,
A despedida é uma constância
Só que quase que despercebida
E as fases da vida, tem prazo de validade
De vez em quando
Quase vemos isso, qual criança
A se rir de um medo bobo que não finda
Pra no fim da vida ter segredo
A saber-se o mesmo ainda... e ninguém vê
Pois, se conhecimento é uma conquista
A lista do que não sabemos permanece vasta
E é preciso ser um grande tolo pra pensar vencer
Vida, doce vida
Passa tão depressa
Quanto um lindo verso de lua cheia
O dia vem, pouca gente viu a lua
e o luar... ninguém
A gente segue, abandonando
Um medo ou outro ao longo do caminho
Como quem se despede de velha amizade
Mas que ainda existirão
Um dia após o fim da eternidade
Há um tempo a despir-se também
De todo e qualquer orgulho
Como espelho que se parte
Agora partimos
Sem fazer barulho, alarde ou ruido
Nem querer se fazer ouvido
Pois, quanto mais a gente cresce
Mais a gente se apequena
de tanto pensar, se pensa
E vê que não vale a pena.

Edson Ricardo Paiva.

Disse -lhe um velho sábio: três coisas não deveis esquecer em toda sua trajetória de vida:

1 - Quem tu foste?
2 - Quem tu és?
3 - Quem tu poderás vir ser ainda?

A escolha do que comer é de cada um!
Estou feliz com a minha! Sinto compaixão pelos animais independente de permissão para comê-los, e sinto que é um bom sentimento, escolhi essa vida pra mim. Consigo sentir isso por qualquer pessoa e espécie desta Terra, me sinto bem, aliás muito bem cheio de amor.

" Pode notar, tem momentos que o próprio universo pede um pouco da nossa bagunça. "

NO INVERNO DA ALMA, O COBERTOR DA CARIDADE.
Há um frio que não pertence às estações.
Ele nasce quando o tempo se inclina sobre os ombros
e deposita ali a poeira das décadas.
Não é o vento que corta.
É a memória que sopra.
Sou como uma catedral antiga esquecida na névoa,
colunas erguidas pela esperança,
vitrais rachados pelo silêncio.
O eco que habita meu interior
não é o da multidão,
mas o da própria consciência
que se interroga diante do abismo.
Envelhecer é assistir à própria sombra alongar-se
sobre o chão das perdas.
É aprender que a carne se cansa,
mas o espírito insiste em vigiar.
É carregar no peito uma biblioteca de dias
que ninguém mais consulta.
E, contudo, há um pensamento
que me cobre.
Quando penso em ti,
não como figura distante,
mas como símbolo de ternura concebida,
sinto um calor austero,
uma chama discreta
que não consome,
apenas preserva.
Tu te tornas o cobertor da caridade
não porque salves o inverno,
mas porque o atravessas comigo
na imaginação que ainda respira.
A caridade mais alta não é a esmola do gesto.
É a permanência da presença
mesmo quando o mundo se ausenta.
É a capacidade de aquecer outro
com a simples recordação do que poderia ser belo.
Meu frio não é revolta.
É lucidez.
É o entendimento de que tudo passa,
exceto aquilo que se gravou
na camada mais funda do ser.
Se sou velho,
sou também arquivo.
Se sou fraco,
sou ainda sensível ao toque invisível
do pensamento que conforta.
E assim permaneço,
no inverno que me constitui,
envolto na ideia de ti
como quem segura a última brasa
numa noite interminável.
Porque há pensamentos
que não salvam o mundo,
mas impedem que o mundo nos apague.
E enquanto houver esse lume silencioso
ardendo na penumbra da consciência,
nem o frio mais severo
será capaz de extinguir
a dignidade de sentir.

ANJO SEM ASAS DORMIU EM MINHA CASA.
Um anjo sem asas dormiu em minha casa.
Não trouxe claridade. Trouxe consciência.
Entrou como entra a ideia amarga que não pede licença.
Sentou-se no chão frio da sala antiga e ali permaneceu, como se o próprio existir fosse um fardo demasiado grave para qualquer criatura alada.
Não possuía asas porque compreendera o peso da Vontade que governa os seres.
Essa força obscura que impele ao desejo incessante.
Que promete satisfação e entrega apenas breves suspensões do sofrer.
Ele sabia.
E por saber, tornara-se grave.
Dormiu encostado à parede onde a tinta descasca como a esperança quando se descobre ilusória.
Seu rosto tinha a palidez das madrugadas em que o pensamento não encontra repouso.
Era belo como um lamento.
A casa inteira silenciou-se.
O relógio pareceu envergonhar-se de contar o tempo.
As sombras alongaram-se como espectros convocados por uma consciência demasiado lúcida.
Aproximei-me dele.
Seu sono não era descanso. Era desistência temporária do combate interior.
Respirava como quem tolera a própria existência.
Compreendi então que toda alegria é negativa.
Não é presença de algo. É apenas ausência momentânea da dor.
Um intervalo microscópico entre duas inquietações.
O anjo, ainda que adormecido, ensinava-me sem palavras.
Mostrava que o querer é a raiz da inquietude.
Que desejar é cavar abismos sob os próprios pés.
E que o mundo não foi feito para satisfazer, mas para reiterar a falta.
No entanto havia ternura em sua decadência.
Uma ternura trágica e quase litúrgica.
Como se dissesse que, apesar do absurdo, resta a compaixão.
Não a compaixão sentimental.
Mas a que nasce do reconhecimento de que todos somos arrastados pela mesma força cega.
Sofremos não por exceção, mas por estrutura.
Na madrugada mais densa, toquei-lhe os cabelos.
E senti que o verdadeiro voo não é subir aos céus.
É calar o querer.
É diminuir a tirania dos impulsos.
Quando o dia insinuou-se pelas frestas da janela, ele já não estava.
Não deixou perfume nem luz.
Deixou lucidez.
Desde então minha casa tornou-se uma espécie de cripta interior.
E toda vez que a solidão pesa como chumbo na alma, recordo que um anjo sem asas dormiu aqui.
Ele não veio salvar-me.
Veio ensinar-me que a consciência é o mais lúgubre dos dons.
E que amar, neste mundo, é aceitar o outro como companheiro de um sofrimento que não escolhemos, mas que nos constitui.
Se desejares, posso aprofundar ainda mais a atmosfera fúnebre ou conduzi-la a um desfecho metafísico de resignação.

" Nunca penses que para tal tarefas fácil exista somente um idiota! "

"Livre-se do que não é seu de fato" é um convite ao desapego profundo, sugerindo que abandonemos cargas emocionais, expectativas alheias, crenças limitantes e bens materiais que não agregam valor real à nossa essência. Essa prática de "limpeza" interna e externa permite abrir espaço para o novo, trazendo uma vida mais leve e autêntica.

Aqui estão os aspectos fundamentais para realizar esse desapego:
1. Desapego Emocional e Mental
Expectativas dos Outros: Liberte-se da necessidade de satisfazer as expectativas de amigos, família ou sociedade. Viva segundo seus próprios valores, não os impostos por terceiros.
Velhas Dores e Rancor: Deixe ir a bagagem tóxica, como mágoas passadas, culpa e decepções. Essas emoções pesam e impedem a caminhada.
Necessidade de Controle: Acreditar que podemos controlar tudo é um erro. Aceitar o que não depende de você traz paz interior.

2. Desapego Material e de Hábitos
Coisas Materiais: Doe ou venda objetos que não utiliza mais. O acúmulo desnecessário gera desordem física e mental.
Hábitos Limitantes: Abandone rotinas ou vícios que não servem mais ao seu propósito de crescimento pessoal.

3. Mudança de Mentalidade (Mindset)
Ação > Informação: O conhecimento só tem valor se aplicado. Livre-se da mania de acumular dicas de desenvolvimento pessoal sem colocá-las em prática.
Aprender a Dizer "Não": Colocar as necessidades dos outros acima das suas pode sabotar seu crescimento. Aprender a dizer não é um ato de autovalorização.
Foque no Presente: Deixe ir o passado e o excesso de preocupação com o futuro para viver com mais clareza e leveza.

Ao soltar o que faz mal e não te pertence, você abre espaço para o que realmente lhe faz bem, tornando-se mais fiel a si mesmo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

"A rosa floresce para todos que a contemplam, porém somente se realiza quando encontra um coração que a escolha não pela aparência, mas pela essência."