Morreu e esta em um lugar Melhor
Lembranças de Um Amor Passageiro.
Um dia tive ao meu lado um grande amor,
tudo era perfeito quando estávamos juntos
viviamos cada momento como se fosse o último,
aproveitarmos a vida juntos era nosso lema.
Curtiamos cada oportunidade dada por
Deus, muitas viagens, festas etc...
mas um dia o sonho acabou, todos as
oportunidades pareciam ter sido dadas,
não havia mais nenhuma, foi quando
a realidade voltou, tudo era muito bom;
nossa vida juntos eram só de momentos
felizes.
Não queria ter acordado daquele sonho
mas a vida é uma caixinha de surpresa
e hoje sinto tua falta. nossos momentos
juntos podem terem acabados, mas nossas
lembraças sempre estarão guardadas em
nossos corações.
Menina Leonina.
Sorriso lindo, encantador.
Olhos brilhantes, um esplendor.
Ela é menina, linda leonina.
Sua presença é marcante, sua partida entristece.
Menina é ela, linda.
Leonina, personalidade forte.
Seu jeito tão lindo, leonino.
Fascina com um simples olhar.
Menina leonina.
AMOR E MEIO
Ai, o amor de sempre.
Os mesmos efeitos colaterais
Os mesmos rompantes tardes.
Um foco que em todos arde
Dor que dói e a gente ver
Uma calmaria assolada
Com os danos à nosso sentido.
Amor, desnecessária espera
E dos mesmos a desesperança.
Aquilo do que se diz:
Quem planta, mal apanha
Ou leva o que não apanhou
Ou não apanhou o que levou.
Amor, essa confusão,
Um chega e sai,
Ao redor das brasas
Um posto de gás incendiado
Das bombas a ameaçar da rua.
E quem assegura que o amor
Repõe danos, que se está assegurado
Quem lucre com seu dissipar.
Ai, o amor elevado sentimento
movimento em trocadilho
A batida dos pratos no apogeu da filarmônica
Desnecessário, mas que, se não fosse
Desmembraria a vida corriqueira
No rumo das manhãs.
Até amanhã, ilusões, até amanhã!
Decepção, depois se vê!
“A educação é o grande motor do desenvolvimento pessoal. É através dela que a filha de um camponês se torna médica, que o filho de um mineiro pode chegar a chefe de mina, que um filho de trabalhadores rurais pode chegar a presidente de uma grande nação.”
Eu sou meio mutante mesmo, mas antes eu me sentia um pouco perdida. Aquilo que eu estava fazendo não combinava com o tipo de música que eu estava querendo cantar. Aquele negócio de você ver o capim crescer na sua casa sem tomar providência nenhuma. Um dia você se dá conta e o capim já virou mato e aí você sente que está emaranhada nele. Então tem que cortar o mato. É difícil mas é bom porque você se deu conta, entende?
Nunca falei o que eu sentia e achei que não conseguiria falar aquelas coisas sem parecer um completo idiota. Mais ou menos como estou fazendo agora. Então escrevi uma carta, e nela dizia que sentia muito.
A vida
A vida é um longo caminho, de viveres e aprenderes (não trata-se de um único viver e muito menos um único aprender). Quero tropeçar sem medo, arriscar sem medo, errar sem medo. A vida é uma dor, um sofrimento, e também momento, e o momento é a felicidade, e o próprio viver. Mesmo que tudo pareça uma passagem, algo tem de ficar, nem que seja recordações.
Na ultima vez que conversamos, e você me deu um abraço, e naquele abraço,
pude sentir sua energia, você tem uma aura com uma energia muito forte,
seu abraço foi para mim como um desfibrilador,
naquele momento meu coração voltou a bater,
ressucitei de meu tumulo de pedra, de onde já não sentia nada,
das feridas que se espalhavam por meu corpo todo, flores nasceram no lugar,
dos meus orgão que foram mutilados, o espaço vazio deixado por eles,
é preenchido por você, meu espírito que estava preso ao que havia sobrado,
habita agora um novo corpo, em minhas veias corre a essencia da esperança,
em minhas mãos o fogo celestial, queima todas as lembranças,
de um passado de derrotas, o vento apaga minhas pegadas,
a chuva que você pos sobre mim com seu sorriso,
lava os ferimentos de minha alma, e faz germinar em mim o sorriso de gratidão.
Antes que você existice em meu caminho, não havia um caminho,
e sem seu sorriso, não havia felicidade.
Minhas pegadas rumam ao seu coração...E as suas?
Desculpe-me, não quero invadir seu mundo, apenas quero te dar um pedaço do meu.
Sei que haverá uma nova querra, muito em breve, que provavelmente,
vai me ferir novamente, mas com você sendo minha bandeira e minha espada,
terei força para lutar contra todo o exercito das trevas,
e com você, minhas novas feridas, serão apenas um sinal,
de que a causa da minha batalha, minha bandeira você, será sempre defendida,
até a ultima gota de sangue. Aos seus pés me ponho, para te dar minhas vitórias.
Não se preoculpe se seu coração não estiver comigo, você não me fará sofrer,
simplesmente continuarei aqui caido, em eterno repouso,
com meu corpo em decomposição, tornando-se parte da terra,
até que ele se integre ao solo, e desapareça para sempre,
fazendo com que assim, meu espírito seja libertado.
Não terei nada a perder, pois antes de te conhecer eu já não tinha nada,
e sem você eu continuarei sem nada, com você só tenho a ganhar,
se estiver comigo em meu karma, terei minha fonte de energia,
se não estiver, as lembranças que tenho de você,
darão energia para meu espirito caminhar, após ser libertado de meu corpo.
A vida é um permanente ir-e-vir. Uma estação de onde os trens embarcam e desembarcam em curtos espaços de tempo. É nesse ínfimo intervalo entre a partida e a chegada que algumas pessoas saem da nossa história, enquanto outras entram com a sua meta determinada. Temos a pretensão de impor as nossas vontades e deixamos de entender que as despedidas, como os encontros, são etapas imprescindíveis à abertura e ao fechamento dos ciclos por que temos que passar.
Entre as perdas e os ganhos há uma nesga de sol para enxergarmos o que realmente vale a pena. Se nos alongarmos no luto das perdas, passará despercebido o fio de luz que aponta o novo caminho a seguir. Enquanto não deixarmos no passado o que não pode mais ser, impediremos o futuro de se fazer presente e colocaremos em risco, talvez, a nossa verdadeira felicidade.
Todas as coisas têm o seu prazo de validade, é necessário permitir que vá o que tem que ir para que o novo chegue e diga a que veio. Assim será sempre até que entendamos ser a vida um jogo cujas peças só mudam de lugar enquanto não encontram o encaixe perfeito, por isso não adianta insistir em mantê-las aonde queremos, pois pode não ser esse o lugar dela... e, enquanto ela não sair, não encontraremos aquela que é realmente a que preencherá a lacuna.
Há um desamor nas pessoas, uma enorme falta de tudo; valores, princípios, atitudes, respeito, coerência, seriedade, responsabilidade, caráter, moral... Isso é muito triste!
Não me dou mais por certas mudanças.
Meus dias tem sido iguais,
e é mais um que se vai,
sem nenhuma culpa.
O mesmo sofá,a mesma música,
o mesmo copo,na mesma aspirina.
Meio morta,meio viva....
Ficou parado no tempo,
os momentos que eu queria agora.
O ocasional e o essencial - Martha Medeiros
Uma das razões que torna o escritor Ian McEwan um dos grandes nomes da literatura contemporânea é que ele escreve tão bem que consegue nos capturar para dentro de seus livros. Você não lê: você vive aquilo que está escrito. No seu mais recente lançamento, Na Praia, os personagens Edward e Florence, recém casados, travam uma conversa que definirá o futuro de cada um. É um diálogo difícil, delicado, forte, emocionante, verdadeiro, triste e nenhum destes adjetivos vêm em nosso socorro para ajudar a compreender a cena, não é preciso: a gente está ali com eles, ouvindo tudo, sofrendo junto. Enquanto eles conversavam, escutei não apenas suas vozes, mas o barulho das ondas, a interferência da brisa e a lenta batida do coração de cada um. Quase paramos todos de respirar - o casal e eu.
A questão dolorosa do livro é uma pergunta para a qual dificilmente encontramos resposta: a pessoa que você amou e perdeu no passado era essencial na sua vida?
Uns tiveram muitos amores entre os 16 e os 80 anos, outros tiveram poucos, mas todos nós possuímos um passado, não há quem tenha vivido com o coração desocupado. Os dias que correm, hoje, indicam que nossa vida amorosa irá se intensificar ainda mais, uma vez que as possibilidades de encontro se multiplicam (a Internet fazendo sua parte), os preconceitos diminuem (aumentando a oferta de "composições") e a necessidade de desejar e ser desejado tem se imposto à necessidade de casar e ter filhos. Na prática, estas mudanças já vêm acontecendo. Há diversas formas de se relacionar, e se o número de adeptos de formas menos tradicionais ainda não é volumoso, o respeito por todas elas está, ao menos, quase sedimentado.
Este entre-e-sai de homens e mulheres na vida uns dos outros dinamiza as relações, incrementa biografias, dá uma sensação de estarmos aproveitando bem o nosso tempo. E o amor não está excluído da festa, pode marcar presença forte em quaisquer dos novos padrões de comportamento. Mas este barulho todo não oculta nosso questionamento mais secreto: haverá alguém que, entre todos os que cruzaram nosso caminho, poderia ter nos transformado, nos acrescido, nos desviado desta eterna experimentação e justificado nossa existência de uma forma mais intensa? Terá esta pessoa cruzado por nós e a perdemos por causa de uma frase mal colocada, por uma palavra dita com agressividade, por uma precipitação, por um medo ou um equívoco?
Não é uma resposta que chegue cedo para todos. Sorte de quem já a tem. Em Na Praia, Ian McEwan não oferece um final infeliz a seus personagens, mas não os priva de uma dúvida comum a todos: que destino teríamos se um amor vivido errado tivesse sido vivido certo. Como assumir este amor sem sofrer as influências da época, da sociedade e da nossa própria imaturidade. Como valorizar o que se tem no momento em que se tem, e não depois. Como livrar-se do fantasma do "se eu tivesse dito, se eu tivesse feito, se eu...".
O maravilhoso mundo das relações amorosas progride, se reinventa, se liberta das convenções, se movimenta para um lado e para o outro, mas seguimos mantendo a íntima esperança de que, entre todos os "muitos" que nos fizeram felizes, possamos reconhecer aquele "um" que calaria todas as nossas perguntas.
A cada um de nos é dado um fardo. E ainda que pareça muito pesado, lembrem-se que Deus nao da a ninguém uma carga maior do que a nossa capacidade de suportar. Portanto, quando o seu fardo parecer grande demais, olhe para tras e veja
que existem fardos muito maior que o seu! (Priscilla Rodighiero)
- Um sujeito encontra um velho amigo - que vive tentando acertar na vida, sem resultado. "Vou ter que dar uns trocados para ele", pensa. Acontece que, naquela noite, descobre que seu velho amigo esta rico, e veio pagar todas as dividas que havia contraído no decorrer dos anos.
Vão até um bar que costumavam freqüentar juntos, e ele paga a bebida de todos. Quando lhe indagam a razão de tanto êxito, responde que até dias atrás estava vivendo o Outro.
- O que é o Outro? - perguntam.
- O Outro é aquele que me ensinaram a ser, mas que não sou eu. O Outro acredita que a obrigação do homem é passar a vida inteira pensando em como juntar dinheiro para não morrer de fome quando ficar velho. Tanto pensa, e tanto faz planos, que só descobre que está vivo quando seus dias na Terra estão quase terminando. Mas aí é tarde demais.
- E você, quem é?
- Eu sou o que qualquer um de nós é, se escutar seu coração. Uma pessoa que se deslumbra diante do mistério da vida, que está aberta aos milagres, que sente alegria e entusiasmo pelo que faz. Só que o Outro, com medo de decepcionar-se, não me deixava agir.
- Mas existe sofrimento - dizem as pessoas no bar.
- Existem derrotas. Mas ninguém escapa delas. Por isso, é melhor perder alguns combates na luta por seus sonhos que ser derrotado sem sequer saber porque você está lutando.
- Só isto? - perguntam as pessoas no bar.
- Sim. Quando descobri isto, acordei decidido a ser o que realmente sempre desejei. O Outro ficou ali, no meu quarto, me olhando, mas não o deixei mais entrar - embora tenha procurado me assustar algumas vezes, me alertando para os riscos de não pensar no futuro.
"A partir do momento em que expulsei o Outro da minha vida, a energia Divina operou seus milagres."
Quando os filhos crescem.
Há um momento na vida dos pais em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro. É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa. Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família. Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico. É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria. Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição. A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica. Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito. É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela. Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas. Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos para estar conosco. Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa. A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos. No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios. Em essência, as crianças aprendem o que vivem.
Aprendi com o tempo que...
Às vezes é preciso esquecer um pouco a pressa e prestar mais atenção em todas as direções ao longo do caminho...
A pressa cega os olhos.
E deixamos de observar tantas coisas boas e belas que acontecem ao nosso redor.
Às vezes, o que precisamos está tão próximo...
Passamos, olhamos, mas não enxergamos!
Mas não basta apenas olhar.
É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração!
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