Morreu e esta em um lugar Melhor
A Doçura que a Vida Devolve
A vida sempre encontra um jeito de devolver leveza a quem semeia doçura. O que oferecemos ao mundo, de alguma forma, retorna para nós.
Um gesto gentil, uma palavra suave, um olhar acolhedor — tudo isso cria um ciclo onde a ternura se espalha e, no tempo certo, volta como brisa leve, como um abraço inesperado.
Seja doce, mesmo quando o mundo parecer áspero. A suavidade é uma força silenciosa, um jeito bonito de resistir.
A gente pode conduzir um cavalo ao rio, mas não pode obrigá-lo a beber.
(O Fio da Navalha)
quando eu morrer
não
perca
um minuto
chorando por mim.
posso ir embora
mas vou
deixar para trás
todas as minhas
mil & uma
vidas.
– uma garota louca por livros nunca morre.
A Espera como um Jardim Fechado
Dentro de mim, há um jardim que floresce no toque certo, na voz certa, no cheiro certo. Mas não abro meus portões para qualquer um. Já vi mãos impacientes arrancarem pétalas que mereciam ser admiradas. Então, eu espero. E, enquanto espero, meu desejo cresce, se espalha, se fortalece. Porque quando a pessoa certa vier, encontrará em mim um campo inteiro pronto para ser explorado.
Sentada no chão da cozinha,ouvindo Lana Del Rey “ West Coast ” com um cigarro na mão,e milhares de piolas no chão,uma garrafa de Vodka e outra de Whisky,maquiagem escorrida,e suas lagrimas molharam toda a sua roupa,seus pulsos mergulhados em sangue aliviava algo que parecia ser uma dor que nunca acabava.Virou a cabeça pro lado,e viu um retrato,era ela,sorridente em um campo belíssimo,grama verdinha,e um lindo pé de macieira,ela tinha apenas 5 anos na foto,e então ela lembrou do tempo em que era feliz,em que não tinha preocupações,que a única coisa que importava pra ela,era seus estudos,e só fazia brincar e brincar,sem lembrar do ontem nem pensar no amanhã,apenas viver o hoje.
E se você tivesse um amigo que nunca mais fosse ver, o que você diria? E se você pudesse fazer uma última coisa por quem você ama, o que você faria? Diga. Faça. Não espere. Nada dura para sempre.
O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.
Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas nao iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo. Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. (...)
Saí correndo, com o vento batendo no rosto e um sorriso tão grande quanto o vale do Panjsher nos lábios. Sai correndo. (...)
- Por você faria isso mil vezes!
Eu quero um colo, um berço, um braço quente em torno ao meu pescoço, uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. Eu quero um calor no inverno, um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas.
Nada será como antes, mas ainda temos a chance de recomeçar, reinventar tudo o que um dia pensávamos que tivesse se perdido no tempo.
Todos nós viemos do frio
Nós descemos pelos fios
Onde todo mundo se aquece
Em um fogo diferente
Quando algumas vezes nos queimamos
Você pensaria que alguma vez aprenderíamos
Aquele que você ama é aquele
Que poderia te levar mais alto
Você não tem ninguém
Melhor você voltar e encontrá-la
Como crianças escondidas em um armário
Não podem dizer o que acontece do lado de fora
Às vezes estamos tão longe da trilha escolhida
Nós acabaremos tomando uma carona
Por um truque ou alguma palavra engraçada
Uma mão escondida sobre uma manga
Pensar que aquele que você ama
Pode te machucar agora
É um pouco difícil de acreditar
Mas todo mundo, querida, algumas vezes
Morde a mão que alimenta
Quando eu olho em volta
Todo mundo tenta me derrubar
Bem, são eles ou eu, bem, eu não posso ver
Mas não há paz para ser encontrada
Mas se alguém realmente se importa
Bem, eles terão tempo para gastar
Um momento para tentar entender
O desespero de outra pessoa
Lembre-se que ninguém disse que este jogo que chamamos de vida
Seria justo
Colapso
Me deixe ouvir agora
Colapso
Me deixe ouvir agora
Sim
Colapso
Me deixe ouvir agora
Colapso
Me deixe ouvir agora
Se derrube com o seu lado mal
Tudo certo
Eu cheguei a conhecer o frio
Eu penso nele como um lar
Quando não houver suficiente de mim para sair
Eu prefiro ser deixado só
Mas se eu te chamar apenas por hábito eu estou sem amor e
Eu tenho de ter
Você me daria se eu fizesse suas necessidades
Como quando ambos sabíamos que tínhamos
Mas agora o estrago está feito
E estamos de volta correndo
Engraçado como tudo eram rosas
Quando nos abraçávamos às armas
Apenas porque você está vencendo
Não significa que seja o sortudo
Não é estranho como um livro fica mais grosso depois de ser lido várias vezes? Como se cada vez ficasse algo grudado entre suas páginas. Sensações, pensamentos, ruídos, cheiros… E então, quando folheia novamente o livro depois de muitos anos, você descobre a si mesmo ali, um pouco mais novo, um pouco diferente, como se livro tivesse guardado você, como uma flor prensada, estranha e familiar ao mesmo tempo. (No livro Sangue de Tinta)
A aceitação muitas vezes é como um remédio ruim de se tomar, mas quando tomamos, sabemos que vai sarar o mal em nós.
A Arte Secreta de Partir
Não ficaremos presos ao sofrimento para sempre. Haverá um momento em que o cansaço vencerá o choro, em que o silêncio será resposta, e a aceitação, descanso.
Aceitaremos que chegou ao fim. Que nada mais mudará.
Mas não partiremos de qualquer jeito. A despedida precisa de tempo, de rito, de memória.
Então, nos ergueremos. Nos arrumaremos. Sorriremos para que fiquem as melhores lembranças, para que até o perfume da pele se transforme em saudade boa.
Arrumaremos a casa. Veremos os amigos. Daremos abraços longos— daqueles que dizem, sem palavra alguma, que ali, naquele calor, se pudéssemos escolher, ficaríamos para sempre.
E talvez gargalhemos, para que o som ecoe na eternidade.
Antes de partir, a gente se deixa. Porque, embora a decisão já tenha sido tomada, o desejo é ficar.
Ficar no olhar de quem nos viu, no toque de quem nos sentiu, nas memórias de quem nos amou.
E ser lembrada da melhor forma possível.
Sorrindo.
Nos braços da saudade
Acordei no meio da noite, sentindo um silêncio que pesava mais do que a escuridão.
Não era medo – ou talvez fosse, mas de um jeito diferente.
Um medo que não pede socorro, só escuta o eco do que já foi.
Fechei os olhos e vi você.
Seu abraço morava em mim, mesmo sem estar ali.
O tempo, teimoso, levou sua presença, mas não soube apagar o que ficou.
Porque amor de verdade não some, só muda de forma.
Vira cheiro no vento, calor no peito, voz na lembrança.
E mesmo quando a saudade aperta, há um consolo invisível
Que me embala como você fazia.
O passado não volta, mas sussurra.
E toda vez que a noite me encontra, eu escuto.
Fecho os olhos, respiro fundo
E me deixo levar por aquilo que nunca me deixou.
Para ela, que foi meu lar antes mesmo que eu entendesse o que era ter um.
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