Morreu e esta em um lugar Melhor
Escrevo no Nada
Ah… escrevo no nada.
Talvez porque o nada seja o único lugar onde minhas palavras ainda encontram espaço para existir. Escrevo sem saber se alguém se importa com aquilo que deixo no papel, se alguém algum dia vai parar diante destas linhas e perceber que, entre uma palavra e outra, existe um homem tentando contar aquilo que durante muito tempo não conseguiu dizer.
Apoio em linhas retas todos os meus sentimentos tortos.
E talvez seja isso que chamamos de escrever: tentar organizar no papel aquilo que dentro de nós jamais conheceu ordem. Dar nome ao que doeu. Dar voz ao que ficou calado. Dar um lugar para aquilo que carregamos durante anos sem saber onde colocar.
Falo de palavras que escondem sofrimentos.
Porque nem toda palavra revela. Algumas protegem. Algumas disfarçam. Algumas são apenas cortinas colocadas diante de feridas que ainda não aprendemos a mostrar.
Falo da morte que não tive.
E essa talvez seja uma das frases mais difíceis que já escrevi.
Porque existem mortes que não levam o corpo. Existem despedidas que nos deixam vivos. Existem momentos em que continuamos respirando, caminhando, trabalhando, sorrindo, conversando com as pessoas, enquanto alguma coisa dentro de nós ficou para trás.
Eu não morri.
Mas talvez algumas partes de mim tenham conhecido a morte.
Falo da dor da ausência.
Da cadeira que continua no mesmo lugar quando alguém já não está. Da voz que a memória insiste em repetir. Do abraço que os braços ainda sabem dar, embora já não exista ninguém diante deles para recebê-lo.
Falo…
E paro.
Porque há sentimentos que chegam até a garganta e se recusam a virar palavras.
Há histórias que desejam desesperadamente ser contadas, mas passaram tanto tempo escondidas que aprenderam a ter medo da própria voz.
A minha é uma delas.
Uma história que precisa ser ouvida.
Precisa ser lida.
Não porque seja maior do que a história de ninguém, mas porque foi vivida. E tudo aquilo que verdadeiramente foi vivido merece, pelo menos uma vez, não morrer em silêncio.
Talvez eu tenha passado uma vida inteira querendo ser ouvido, quando também precisava aprender a ouvir.
Ouvir os meus próprios silêncios.
Ouvir aquilo que minhas lágrimas tentaram dizer.
Ouvir o homem que ficou escondido atrás das obrigações, dos sorrisos, das despedidas, das perdas e dos anos.
Talvez eu escreva porque finalmente comecei a escutar aquele que durante tanto tempo deixei sozinho dentro de mim.
Por isso escrevo.
Mesmo quando ninguém lê.
Mesmo quando ninguém pergunta.
Mesmo quando parece que minhas palavras estão sendo lançadas contra uma imensidão indiferente.
Eu escrevo porque algumas histórias não nascem para fazer barulho.
Nascem simplesmente porque não querem morrer.
E então volto para o papel.
Olho novamente para essas linhas retas.
Coloco nelas meus sentimentos tortos, minhas ausências, minhas perguntas, minhas lembranças, meus mortos, meus vivos, aquilo que perdi e aquilo que ainda procuro.
Falo de tudo.
Falo de mim.
Falo daquilo que deveria ter ouvido quando ainda havia tempo.
E, depois de tantas palavras, olho para a página e tenho a estranha sensação de que continuo sem ter dito aquilo que realmente queria dizer.
Então penso:
escrevi tanto…
e talvez ainda não tenha escrito nada.
O único lugar ou circunstâncias onde a sensualidade e a sedução não é pecado é dentro do matrimônio e com o cônjuge.
Era muito comum encontrar cristãos, sempre que se encontravam em qualquer lugar, em vez de conversar, caiam de joelhos em oração.
Você ainda pode caminhar ao lado de quem escolheu outro lugar para congregar. O amor não muda de endereço quando alguém muda de igreja.
O olhar da mulher de Ló apenas denunciou o que o coração escondia: ela ainda amava o lugar do qual Deus a estava libertando.
A boca apenas revela o que já habita o coração. Quando Deus ocupa esse lugar, falar d'Ele deixa de ser obrigação e passa a ser consequência.
Meu coração é o primeiro lugar onde o Evangelho precisa ser pregado. Porque o maior obstáculo à santidade sempre começa em mim.
A verdade tem sido silenciada todos os dias, dando lugar a uma era de falsidade sem precedentes. A mentira infiltrou-se no cotidiano — da política à ciência, da religião ao jornalismo —, atingindo toda a sociedade. Isso é a 'operação do erro' descrita pelo apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2.11-12, um sinal claro que antecede o retorno do Senhor.
No Gênesis, a sentença divina condenou a serpente ao pó — o lugar da mais profunda humilhação. Espiritualmente, esse pó se traduz na densa poeira da nossa própria rebeldia, que ainda hoje pavimenta o caminho para o avanço das potestades. Afinal, longe da graça divina, a cultura e a mente humana tornam-se o próprio território dessas forças. Ao buscar uma autonomia ilusória longe do Criador, o ser humano gera um vácuo existencial que se torna o habitat perfeito para a proliferação do mal.
A cruz não é apenas o lugar onde Deus resolveu o problema do pecado; é o lugar onde Deus revelou, de forma definitiva, quem Ele sempre foi: amor que se entrega sem deixar de ser justiça. Em Jesus, Deus entrou na nossa dor, assumiu a nossa condição e carregou sobre Si tudo aquilo que nos afastava da vida. Na cruz, o perdão deixou de ser um discurso e tornou-se um acontecimento; a reconciliação deixou de ser uma esperança distante e passou a ser um convite presente. Quem crê em Cristo descobre que a cruz não anuncia condenação, mas graça; não celebra a culpa, mas a libertação; e aponta para a ressurreição como a vitória da vida sobre toda forma de morte.
Ouça-me: não há lugar no universo, nem mesmo nos porões mais profundos do seu coração, onde você possa se esconder do Deus Santo. Ele conhece cada intenção secreta, pois os olhos do Todo-Poderoso sondam todas as coisas. Nenhuma criatura está oculta diante de Sua majestade terrível e soberana.
O lugar mais quente no inferno é reservado para aqueles que permanecem neutros em tempos de grande conflito moral.
Entidade fantasmagórico espectral
Não existe o lixo, existem coisas fora de lugar. O mundo pede que o coloquemos na ordem correta. A felicidade está em enxergarmos o conjunto que surge se nos detemos nas pequenas unidades. Alguém que eu não posso ver sorriu para mim atrás dos livros da estante.
Atravessar o inferno é doloroso, mas fortalece como nenhum outro lugar; quando você conhece o caminho da saída, nada mais é capaz de te abalar.
Tudo aquilo que pode ocupar o lugar de Deus é menor do que Deus. Tudo aquilo que podemos perder não pode ser a nossa esperança eterna.
Somente Jesus, que é eterno, pode nos conduzir àquilo que também é eterno: a vida com Deus para sempre.
o raio pode sim cair no mesmo lugar; mas nunca deixe ele fazer o mesmo estrago que fez da primeira vez.
O escuro é o lugar onde se encontram as lembranças.
Pois os olhos se tornam cegos e as memórias vivas como guia.
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