Morreu e esta em um lugar Melhor
"Existe sempre um lugar para se encontrar... um lugar para se amar!..."
Otávio Abadio Bernardes
Itumbiara, 11 de novembro de 2025.
Ele não veio de um lugar que se possa apontar no mapa.
Veio de um lugar que se sente no osso: a certeza de que o amor não é um direito, é uma aposta. E ele, coitado, nunca teve sorte nas apostas.
Ele cresceu ouvindo o barulho das coisas que não foram ditas. O silêncio era a língua materna. E ele aprendeu a falar com as mãos, porque a boca, a boca só servia para o que era útil: pedir, responder, sobreviver.
Não havia sobrenome para carregar. Não havia história para contar. Não havia retrato na parede para lembrar de onde vinha. Então ele fez de si mesmo a própria origem. Construiu-se tijolo por tijolo, músculo por músculo, feito com a fúria de quem não teve colo e decidiu que não precisaria de nenhum.
Mas o corpo, o corpo é mais sábio que a vontade.
O corpo dele lembra o que a mente esqueceu. Lembra o frio, o vazio, o instante em que ele percebeu que o mundo não vinha salvar ninguém. Lembra a sensação de ser pequeno num quarto grande, sem voz, sem vez, sem braços.
Então ele fez dos braços uma fortaleza.
Protegeu-se com cordas, com equipamentos, com a certeza de que a segurança é uma coisa que se constrói. Ele não confiava no amor. Confiava no nó. Confiava na ancoragem. Confiava no que podia ver, tocar, testar.
Até que Ela chegou.
E ela, ela não era um nó. Ela era uma pergunta. Uma pergunta que não tinha resposta técnica. Uma pergunta que pedia algo que ele não sabia dar: a presença sem ação. O silêncio sem solução.
Ele a amava. Amava com uma intensidade que o assustava. Porque amar, para ele, era o prenúncio da perda. Cada vez que ele se entregava, o corpo lembrava: "isso vai acabar. tudo acaba. tudo foi embora."
E ele se preparava para o fim antes mesmo do começo.
Não porque quisesse. Mas porque a vida, a vida lhe ensinou que o amor é uma coisa que se vai. Que o colo que a gente encontra pode ser arrancado. Que a pessoa que a gente ama pode simplesmente... não estar mais.
Então ele segurava com força demais. Segurava como quem segura a própria existência. Porque, para ele, a existência sempre foi uma corda que ele mesmo amarrou. E ele não confiava que outra pessoa pudesse segurar a outra ponta.
Ela pedia que ele soltasse um pouco. Que confiasse. Que se permitisse cair.
Mas ele, coitado, ele olhava para o abismo e via todas as quedas que já teve. Via o instante em que o chão sumiu. Via o silêncio que não respondeu. Via a mão que se soltou.
Ele não podia cair de novo. Não ia sobreviver a outra queda.
Então ele ficou na borda. Ofereceu a mão, mas não deu o salto. Ofereceu a presença, mas não a alma. Ofereceu o corpo, mas não o coração inteiro.
Ela sentia a distância. Ela sentia que ele estava ali, mas não completamente. Que ele a amava, mas com um pé na porta, sempre pronto para ir embora antes que ela fosse.
E ele, ele não sabia que essa distância era a maior das perdas. Que, ao se preparar para a partida, ele já estava partindo.
Ele pensava que amar era proteger-se. Mas amar, amar é desproteger-se. É deixar que o outro veja o que ninguém viu. É confiar que, mesmo vendo tudo, o outro vai ficar.
Ele nunca teve a chance de aprender isso. Ninguém lhe ensinou que o amor pode ser um lugar onde a gente descansa. Para ele, o amor sempre foi um lugar onde a gente se prepara para a despedida.
Mas Ela, ela não era uma despedida. Era uma chegada.
E ele, que nunca chegou em lugar nenhum, precisava aprender a ficar.
... coisas sobre Ele
O tempo passa sem avisar, cada instante é um novo lugar. Faça do hoje a sua canção, guardando esperança no coração.
Um dia tudo vai mudar, e chegar ao seu lugar...
E eu vou lembrar como você se esforçou para ajudar a piorar tudo!
A gloria que almejo é um lugar dentro do teu coração exaltando suas certezas na forma de amar.
Minhas escolhas são prudentes e às vezes solidas, pois meus sentimentos derivam da sua doce atenção.
A pulsação acelerada e um tanto melódica que exala do meu coração é a declaração quê meu ser encontrou para o seu coração entender minhas intenções.
A Rosa do Deserto
Existe um lugar no deserto onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo dourado vermelho refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto onde o amor de longe está perto
Se banhando nas águas do lago me chamando de seu namorado
Eu vou caminhar no deserto quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundado na areia
Quente e bela da minha sereia
O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos meus suprimentos
Uma garrafa grande de água
Mas eu vou caminhar o deserto procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desatina por nada
Existe um lugar no deserto
onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo vermelho dourado
refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto
onde o amor será descoberto
Se banhando nas águas do lago
me chamando de seu namorado
Eu vou caminhar o deserto
quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundando na areia
Quente e bela é a minha sereia
O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos suprimentos
Uma garrafa grande de água
Mas eu vou caminhar o deserto
procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desanima por nada
E quando eu tiver encontrado
se banhando nas águas do lago
quero provar seu abraço apertado
me chamando de seu namorado
me senti protegido e amado
ao saber que existe aqui dentro
no calor desses meus pensamentos
uma linda Rosa do Deserto
se banhando nas águas do lago
Há pessoas que passam a vida procurando um lugar. Outras descobrem que o lugar sempre esteve procurando por elas.
Pesadelos não são apenas sonhos desagradáveis — são lembranças que não encontraram um lugar habitável na memória. Permanecem deslocadas, sem forma, sem repouso, e por isso retornam na noite, quando a vigilância cede. Não buscam assustar, mas ser reconhecidas. E, enquanto não encontram linguagem ou sentido, insistem — não como ficção, mas como aquilo que ainda não foi integrado à própria história, como parte inevitável dos erros e acertos que constituem o ser.
Saudade da gente
Eu estou com saudades da gente.
Não de um lugar,
nem de um momento específico.
Estou com saudade daquilo que acontece quando estamos juntos.
Das conversas que começam sem intenção e,
quando percebemos, já tomaram conta do tempo.
Das risadas inesperadas
e daquele jeito que só nós entendemos.
Tenho saudade de nós
até quando ainda estamos aqui,
imagina!
Porque existe uma diferença
entre estar perto de alguém
e estar verdadeiramente junto.
Amo nossa sintonia,
nossa cumplicidade,
A versão de nós
que aparece quando esquecemos o resto do mundo.
É uma saudade que pede presença.
Não é aquela saudade de voltar ao passado.
É a que quer simplesmente
mais um pouco daquilo
que é nosso.
Eu estou com saudades da gente...
Daquilo que somos
quando somos nós dois.
"Cultive o seu interior não para atrair borboletas, mas para ter um lugar onde você goste de caminhar sozinho quando o jardim do mundo estiver em inverno."
Felicidade
É um lugar que existe
Escondido
Fica muito além
de simplesmente longe
É lá que se encontra cada laço
Cada passo e cada compromisso
Em toda direção oposta
De cada Estrada que seguimos
Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas.
Mas quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham
Apagadas, elas caem
No clarear do dia
Não há Paraísos
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-Flores, estrelas
Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais do que pode pensar
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!
O Paraíso continua lá
No voar da abelha
No cair da folha
Na dor da saudade
No desembaraço
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem Papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Entre a gente
Só há a morte
A fluir dos cortes
de sorte
Que a felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Lá dentro da gente
Escondido
Atrás do mal
Tão bem guardado
Nesse coração endurecido
O lugar mais mais fácil
Que Deus encontrou pra guardar
Por isso
Tão difícil de achar.
Edson Ricardo Paiva.
Quando você estiver um pouco perdido, em um lugar que ainda não sente seu. Quando seu único refúgio é roubado, você é abandonado por todos, (família, amigos, até um amor), e a solidão parece insuportável. Mas então, você sumiu prá todos, a profissão que você construiu com esforço torna-se seu renascimento. Enquanto ninguém via o quanto você batalhou, seu trabalho falou por você. Longe de casa, sozinho, você se reencontrou. Por isso, Chore em silêncio, depois trabalhe. Não perca tempo discutindo, apenas trabalhe. Não espere nada de ninguém, foque no seu trabalho. Surpreenda a si mesmo com sua própria força – trabalhe. Enquanto outros falam, você constrói. No silêncio do seu esforço, nasce a sua vitória. Trabalhe. E não se esqueça...
D'us é bom!
Alexandre Sefardi
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