Morreu e esta em um lugar Melhor
CANTOS DA CAATINGA
No sertão quando amanhece,
Tudo ganha novo ardor,
Cada ave faz um verso
Ao divino Criador.
Na caatinga a esperança,
Vence o tempo e o dissabor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Asa-Branca levanta
Num gracioso esplendor,
Levando paz em suas asas
Mesmo em tempo de calor.
Quando canta lá distante,
Renasce em mim o valor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Cancão, inteligente,
Defensor do seu redor,
Com coragem anuncia
Que a vida tem seu vigor.
Seu chamado desafia
Toda sombra e todo horror.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Patativa, rainha,
Do mais puro cantador,
Transformando o chão rachado
Num jardim cheio de flor.
Sua voz parece prece,
Cheia de fé e de amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Galo-de-Campina,
Vestido de muita cor,
Leva encanto ao sertanejo
Com seu belo esplendor.
Cada nota que derrama
É perfume em meu redor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sofrê faz seu lamento,
Que parece um trovador,
Misturando a saudade
Com um gesto acolhedor.
Sua voz consola a alma
Com divino resplendor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Rolinha faz seu ninho
Com trabalho e com amor,
Ensinando à humanidade
O caminho do labor.
Sua paz anuncia sempre
Um futuro promissor.
Seus cantos aliviam minha dor.
Bem-te-vi anuncia cedo
Mais um dia promissor,
Despertando o sertanejo
Para o campo e seu labor.
Seu aviso traz esperança
Ao pequeno agricultor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sabiá da Caatinga
É poeta e trovador,
Faz do galho seu palco,
Da manhã seu esplendor.
Quem escuta sua cantiga
Sente Deus por onde for.
Seus cantos aliviam minha dor.
Cada ave é um tesouro
Que nos deu o Criador,
Guardião da natureza,
Do sertão encantador.
Preservemos essa vida
Com respeito e muito amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DA CAATINGA
No coração do Nordeste
Nasceu um novo esplendor,
República da Caatinga,
De coragem e de valor.
Onde a honra faz morada,
E a fé floresce em flor.
Nação de bravos guerreiros.
Sua bandeira tremula
Com orgulho e tradição;
Azul do céu que protege,
Branco da paz em união,
Laranja é força e coragem,
Que aquece cada coração.
Nação de bravos guerreiros.
São nove Estados unidos
Num destino verdadeiro,
Como nove sentinelas
Guardando o chão caatingueiro;
Cada povo é uma estrela,
Cada filho um guerreiro.
Nação de bravos guerreiros.
No alto brilhou no infinito
Uma nova constelação;
Nove estrelas reluzentes
Desenhando a região,
Fez do céu da Caatinga
Seu eterno pavilhão.
Nação de bravos guerreiros.
À esquerda vive o sertão,
Mandacaru altaneiro;
O sol poente se despede
Pintando o chão por inteiro,
Mostrando que a resistência
É o brasão do sertanejo.
Nação de bravos guerreiros.
À direita canta o mar
Com seu azul cristalino;
Coqueirais fazem reverência
Ao nascer do sol divino,
E as ondas beijam a praia
Num espetáculo genuíno.
Nação de bravos guerreiros.
Do couro nasce a coragem,
Do barro nasce a missão;
Da seca brota esperança,
Da chuva a celebração;
Cada espinho é uma escola,
Cada luta uma lição.
Nação de bravos guerreiros.
O vaqueiro e o jangadeiro,
Cada qual no seu labor,
Um domina a terra firme,
Outro enfrenta o mar bravio;
Ambos levam no semblante
A grandeza do valor.
Nação de bravos guerreiros.
A sanfona abre caminhos,
O aboio encontra o mar;
O coco dança com o vento,
O xaxado faz lembrar
Que a cultura desta terra
Nunca deixa de cantar.
Nação de bravos guerreiros.
Que esta pátria imaginada
Seja exemplo de união,
Onde o povo seja livre,
Respeitando o irmão;
Sob as nove estrelas brilhe
Uma eterna construção.
Nação de bravos guerreiros.
AMIZADE: Moeda Universal.
No mercado desta vida há tesouro sem cifrão; vale mais um bom amigo que um cofre cheio na mão. Quem reparte o seu afeto nunca vive nos conflitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Quando a estrada se escurece e a esperança quer partir, surge uma mão estendida para o outro prosseguir. É Deus agindo em silêncio por gestos tão benditos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Há quem chegue sem alarde, sem promessa ou condição; traz no peito a boa palavra e o conforto ao coração. Transforma dor em coragem com abraços infinitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
O impossível se encolhe quando um amigo intervém; o peso torna-se leve quando alguém diz: "Eu também." Dois ombros vencem montanhas nos momentos mais aflitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Não se compra em feira alguma, nem se vende por favor; é tesouro cultivado com respeito e com amor. Quanto mais dela se oferta, mais se colhem bons frutos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
É remédio para a alma, é farol na escuridão; é a ponte que Deus constrói entre um peito e outro irmão. Quem semeia amizades colhe dias mais bonitos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Nem o ouro, nem a prata, nem palácio ou posição superam o privilégio de um amigo de coração. Pois a maior das fortunas vive em gestos tão benditos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
Que jamais nos falte a graça de estender a nossa mão, de enxergar no semelhante um irmão da criação. Porque o céu recompensa os corações mais contritos.
A Amizade é a moeda dos verdadeiros ricos.
LARVARUNCA
No terreiro da existência,
Vi um caso singular;
O varão perdeu o leme,
Deixou outro governar.
Quem já foi dono da casa
Nem se atreve a opinar.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Ela escolhe a roupa dele,
O destino e o caminhar;
Marca a hora, muda os planos,
Diz se pode ou não falar.
Ele apenas balança a cabeça,
Sem coragem de negar.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Se ela compra, ele paga;
Se ela vende, é sem consultar.
Ela muda os móveis todos,
Sem sequer lhe perguntar.
E o coitado só responde:
"Se você quiser, pode deixar."
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
No passeio ou na cozinha,
No descanso ou no labor,
Ela dita as regras todas
Com firmeza e com vigor.
Ele segue obedecendo,
Sem mostrar qualquer valor.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Mas cordel também ensina
Com respeito e sensatez:
Todo lar floresce mais
Quando existe altivez.
Diálogo, amor e acordo
Valem muito mais que a vez.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Homem e mulher unidos,
Cada qual no seu lugar,
Dividindo os desafios,
Aprendendo a dialogar.
Quem governa junto a casa
Faz o amor sempre reinar.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
GRITO DO SILÊNCIO
No silêncio mora um grito
Que ninguém pode calar;
Ecoa além dos séculos,
Sem jamais se revelar.
Há mistérios escondidos
Que insistem em nos chamar.
Não há papiro que conte,
Nem pintura ancestral;
Mas existem tantos sinais
De presença imortal.
Vestígios que desafiam
O saber racional.
Há pegadas sem caminho,
Há muralhas sem pedreiro,
Há um mapa sem legenda,
Há um rumo verdadeiro.
Quem contempla tais mistérios
Fica mudo o mundo inteiro.
Descobertas escondidas
Dormem sob a própria luz;
Mãos humanas as ocultam,
Mas a verdade conduz.
Quem procura com justiça
Nunca perde a sua cruz.
Olhos veem o fenômeno,
Mas recusam explicar;
Cada nova observação
Faz a dúvida aumentar.
Há respostas escondidas
Que não querem revelar.
Explica o não do porquê
ou o porquê do não.
Há montanhas de perguntas
Sem resposta conclusiva;
Toda porta que se abre
Traz outra perspectiva.
O mistério alimentando
Nossa busca incessiva.
Há quem diga ser lenda,
Há quem jure ser verdade;
Uns chamam coincidência,
Outros, curiosidade.
Mas o tempo segue firme
Desafiando a humanidade.
Nem todo fato se escreve
Nos anais da tradição;
Nem toda história vivida
Cabe numa explicação.
Há segredos preservados
Pela própria criação.
O silêncio também fala
Para quem sabe escutar;
Nem tudo cabe na ciência,
Nem se pode imaginar.
Há verdades que esperam
Seu momento de brilhar.
Explica o não do porquê
ou o porquê do não.
Talvez um dia os mistérios
Saiam todos do esconder;
Ou talvez permaneçam
Sem ninguém compreender.
Pois nem tudo que existe
Foi nos dado conhecer.
Sigo ouvindo esse silêncio
Que parece até falar;
Cada dúvida desperta
Nova vontade de buscar.
Quem pergunta cresce sempre,
Quem procura vai achar.
E enquanto houver mistérios
Entre o céu, a terra e o chão,
Seguirei fazendo versos
Com respeito e reflexão.
Pois o grito do silêncio
Também mora em cada irmão.
Explica o não do porquê
ou o porquê do não.
VIVER EM MUTAÇÃO
A vida é feito um rio,
Que não para de correr,
Vai mudando suas águas
Sem deixar de ser viver;
E o homem muda com o tempo,
Sem saber o que vai ser.
Ontem fui uma semente,
Hoje sou árvore a crescer,
Amanhã serei talvez
Outra forma de florescer;
Pois quem pensa que é o mesmo
Não conhece o próprio ser.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Cada dor deixa uma marca,
Cada amor traz transformação,
Cada queda nos ensina
A buscar nova direção;
E a vida vai esculpindo
Nosso ser e coração.
Muda o corpo, muda a mente,
Muda o jeito de pensar,
Muda o sonho, muda o medo,
Muda o jeito de sonhar;
E até aquilo que amamos
Pode um dia se transformar.
Há um Eu que vai partindo,
Sem fazer despedimento,
Outro Eu chega ligeiro,
Carregado de momento;
Somos obras inacabadas
Nas oficinas do tempo.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Não devemos ter receio
Da mudança natural,
Pois a vida é movimento,
Nunca fica sempre igual;
Até pedra vira areia
Sob a força temporal.
Quem aceita a mutação
Aprende a se reinventar,
Troca o medo pelo sonho,
Deixa a vida lhe ensinar;
Pois mudar não é perder-se,
É uma forma de encontrar.
Eu já fui tantos de mim,
Que nem posso enumerar;
Cada fase foi um passo
Que me fez aqui chegar.
E o futuro é uma pergunta
Que ainda vou responder.
Se amanhã nascer um homem
Diferente do que sou,
Não direi que perdi a vida,
Direi: a vida me mudou.
Pois enquanto houver caminho,
Meu destino não parou.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Assim sigo nesta estrada,
Entre o ontem e o depois,
Reinventando meus caminhos,
Descobrindo novos nós;
Sou mudança, sou memória,
Sou futuro dentro de nós.
E se alguém me perguntar
Quem sou eu neste momento,
Responderei simplesmente:
Sou mutação e movimento.
Um ser que nasce a cada dia
Das mudanças do tempo.
ENCANTO DE CRIANÇA
Criança é feito encanto,
É estrela a cintilar,
É um mundo de descobertas
Que começa a despertar;
É semente pequenina
Que aprende a vida a amar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Primeiro vem o nascimento,
Com seu choro e seu olhar,
Depois vem o colo amigo,
Onde aprende a descansar;
E, entre braços e carinhos,
Começa a se aventurar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Depois começa a engatinhar,
Logo aprende a caminhar,
Dá tropeços, cai no chão,
Mas insiste em levantar;
Cada passo pequenino
É uma forma de sonhar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Vem a fase das perguntas,
Do brinquedo e da invenção,
Do desenho colorido,
Da primeira imaginação;
A criança faz do mundo
Um brinquedo de emoção.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Depois chega a adolescência,
Com conflitos e mudanças,
Novos sonhos, novos medos,
Despedidas e esperanças;
Vai deixando a meninice,
Mas conserva as lembranças.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
E o menino vira homem,
A menina vira mulher,
Cada qual seguindo a estrada
Do destino que escolher;
Mas quem guarda a sua infância
Nunca deixa de viver.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Pois existe uma criança
Que o tempo não faz morrer;
Ela mora nos bons homens,
Nos que sabem compreender,
Nos que têm mãos para o abraço
E um coração para acolher.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Homem bom brinca com filhos,
Sabe rir e sabe amar;
Não tem vergonha da infância
Que insiste em lhe acompanhar.
Quem conserva a alma criança
Nunca deixa de sonhar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Ser adulto não é nunca
Ter vontade de brincar;
É saber que a vida é séria,
Mas também sabe encantar.
É guardar dentro do peito
Um menino a caminhar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Crescer não significa
A infância abandonar;
É levar dentro da alma
Tudo aquilo que ensinar:
Que o amor, quando é verdadeiro,
Tem o dom de transformar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
E se o tempo envelhecer
O rosto, o corpo e a mão,
Que jamais envelheça
A ternura do coração;
Pois criança que permanece
É eterna inspiração.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
Que venham com seus brinquedos,
Com seus sonhos e alegria;
Que venham com seus sorrisos,
Sua doce fantasia;
Pois onde existe criança,
Renova-se a poesia.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
E quando a vida passar
E a velhice enfim chegar,
Que eu ainda tenha dentro
Uma criança a me ensinar:
Que nascer é começar,
E viver é se encantar.
Que venham a mim todas as crianças,
pois meu reino está a esperar.
PROFESSOR DE POETA
No sertão nasceu um mestre
Que ensinava sem cartilha,
Com a viola e a palavra
Fez da rima uma família;
E mostrou que a poesia
Também nasce na partilha.
Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.
Patativa do Assaré,
Ave sábia do sertão,
Transformou sua poesia
Em denúncia e oração;
Fez do verso uma ferramenta
De cultura e reflexão.
Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.
Seu cantar veio da roça,
Da enxada e do terreiro,
Da pobreza, da esperança,
Do vaqueiro e do roceiro;
E ensinou que o pensamento
Não precisa de dinheiro.
Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.
Em “Cante Lá, Que Eu Canto Cá”,
fez do canto profissão,
mostrando que cada terra
tem seu modo e tradição;
E que a voz de quem trabalha
também merece atenção.
Quando falou do “Caboclo Roceiro”,
deu ao campo dignidade,
fez da vida do agricultor
um retrato da verdade;
E levou para a poesia
a voz da comunidade.
Em “Triste Partida”,
fez a dor se levantar,
retratando o nordestino
obrigado a migrar;
E fez muita gente longe
do sertão se emocionar.
Não é apenas um poeta
que o tempo pode guardar;
Patativa é professor
que continua a ensinar:
quem conhece sua obra
tem mais força pra pensar.
Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.
Os poetas o admiram
pela força do seu dizer,
pela forma tão simples
de fazer o povo entender;
pois sabia transformar
o sofrer em aprender.
Negreiros Neto assim diz,
com respeito e clareza:
“O poeta é um título
da mais alta nobreza,
dado ao matuto analfabeto
e aos doutores da letra.”
Patativa nos mostrou
que a escola pode ensinar,
mas também existe a vida
com seus modos de educar;
e o poeta que a observa
tem lições pra revelar.
Foi professor de poetas,
sem cobrar mensalidade;
sua sala era o mundo,
seu diploma, a humildade;
seu quadro era o sertão,
sua matéria, a verdade.
Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.
Hoje, quando um poeta
pega a pena para escrever,
leva um pouco de Patativa
sem sequer perceber;
pois quem bebe dessa fonte
aprende também a viver.
Patativa, velho mestre,
teu legado é imortal;
tua poesia permanece
feito estrela no quintal;
Nordeste que vira verso,
sertão que vira jornal.
E aos doutores da palavra,
aos poetas do sertão,
fica viva a grande lição
do mestre da inspiração:
a maior sabedoria
é ter voz e coração.
Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.
Se Patativa foi mestre,
nós seguimos a lição:
fazer da poesia ponte,
da palavra, comunhão;
e colocar nosso verso
a serviço da nação.
Pensamentos em Queda Livre: The Abyss of the Mentis
Mentis 0 - Folha seca
Um tempinho atrás, Folhas secas caíram do céu, essas folhas olhavam para mim, com um sorriso esquisito.
Mas se a realidade permaneceu, o que surgiu aqui?, Ambição, Tragédia, Medos dos que viviam aqui.
Algo foi criado aqui...
Toda palavra é um input.
Nem todo input constitui uma instrução executável.
Um input torna-se código ativo quando é referenciado por crenças,
emoções, memórias, decisões ou comportamentos.
Existe um relógio quebrado que, por engano, marca a hora certa duas vezes ao dia. De longe parece falha, um erro mecânico. Mas quem observa com atenção percebe que, mesmo parado, ele continua fazendo parte de um ciclo maior, o próprio tempo que segue girando sem depender dele.
A vida costuma parecer assim: pedaços soltos, decisões sem lógica aparente, dias que não se encaixam em nenhum plano visível. Perdas que não fazem sentido, encontros que parecem acaso, caminhos que se cruzam sem explicação clara. Só que, por trás dessa bagunça toda, existe uma engrenagem silenciosa trabalhando.
Pense numa colcha de retalhos: cada pedaço, sozinho, parece aleatório, sem harmonia, sem propósito. Mas quando a costura termina, revela-se um desenho completo, feito exatamente daquilo que parecia erro.
O caos, na verdade, é apenas ordem que ainda não terminou de se revelar. Cada dor, cada espera, cada dúvida sem resposta, está costurando algo maior do que conseguimos enxergar no momento presente.
Talvez o segredo não seja entender tudo agora, mas confiar que existe um propósito silencioso organizando cada fragmento solto da nossa história, mesmo quando parece que nada, absolutamente nada, faz sentido.
"Mais vale um esforço imperfeito em busca de conteúdo, do que o orgulho de uma mente brilhante que escolheu viver no vazio."
"A opinião do mundo é um eco vazio que bate na janela. Quem conhece a própria essência não se perde no barulho de fora."
A nossa vida
É tipo um jogo
Se eu perder
Eu recomeço de novo
O zero é nosso marco
Que foi marcada
Ao marco das lágrimas
Do que adianta sorrir
Se a alma
anda marcada
Uma piada engraçada
Mal sabe eles
A situação que eu tava.
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
