Morreu e esta em um lugar Melhor
ENTRE CÉU E INFERNO
O inferno muitas vezes aparenta
Como um paraíso com seus encantos
O inferno pode estar dentro da gente
Quando nos perdemos de Deus!
Pessoas surgem em nossas vidas
Cheias de interesses e boas intenções
E quando sentimos a armadilha
Muitas vezes a dor não escapa...
E vem decepções e tristezas
Por confiarmos nas artimanhas
De quem se apresenta como anjo
Mas no fundo é o próprio demônio!
Mas existem pessoas do bem
Levando sempre boas palavras
Aliviando e iluminando caminhos.
Ainda existem pessoas de Deus
Que lutam por um mundo melhor
Onde a verdade surge das ações
Presenteando a vida com amor.
Vivemos entre o céu e o inferno
E para não cairmos nos laços cruéis
Precisamos sentir que mesmo na dor
Enxergar mesmo nas tribulações
Devemos ter fe em Nosso Senhor!
Que através de nossas orações
Mudamos o curso de nossa história
Nos livrando de todos os males
E tentações que nos fazem sofrer
E até mesmo corpo e alma morrer...
Mas Deus não quer nosso sofrimento
Não deseja nossas lágrimas e lamentos
Pois somente através do Senhor
Alcançamos
uma vida plena e de amor!
QUERO UM ABRAÇO
Quero um abraço
Assim tão gostoso
Envolvendo meu corpo.
Quero um abraço
Que me aqueça
Assim como laço
Pra que eu não esqueça.
Quero um abraço
Sentimento quente
De quem é presente
Em todos momentos.
Quero um abraço
De forma envolvente
Sentir calor de gente
Eterno nos braços
De um carinho
Tão importante
Que se chama abraço...
Quero um abraço!
João Batista Barbosa.
Todos temos um espinho na carne, algo que não desencarne pelo homem, mas Deus entende nosso interior, nos desvia do mal, e pela fé, mesmo com espinho, Jesus é o verdadeiro caminho!
Tudo passa nessa vida, só não passa a eternidade... cabe a cada um acreditar ou não que o paraíso existe e que a colheita é certa e justa!
Muitas vezes nosso coração escolhe um caminho , mas a voz da razão e intuição gritam o contrário . Uma guerra se trava em nosso interior , onde se mostra que a verdade está onde o caminho é Jesus .
João Batista Barbosa
PRECE DE UM VELHO
---Por favor seu moço ,
dê-me sua mão!
Calejado, cansado , com fome ,estou a lhe implorar:
por favor erga este velho corpo do chão...
Você que ainda é novo e sadio,
não sabe as dores desse velho caído,
junto ao chão frio e calado,
que nem mesmo consegue refletir seus atos.
Estenda um pouco os seus braços,
faça o meu corpo reagir ao tempo,
pois o frio gela e leva meu ser...
Talvez nunca passe por isso,
pois é dor demais por quem chora o desprezo,
depender de alguém que nem mesmo conheço
para desprender este meu corpo,do solo...
Que nem sequer um teto tem para se abrigar.
No passado desfrutei de tantos bens
e hoje vivo a me rastejar.
Tive ilusões, trabalho, mulher, casa e filhos.
Todos se foram, pela força dos bens que eu tanto lutei.
Levaram-me tudo, restou-me somente meu corpo,
onde bem perto você esta...
Estou com a alma dilacerada e embebida...
Mas por favor seu moço:
erga pelo menos minha cabeça com os olhos ao céu
para que eu possa elevar minha última prece ...
Que eu possa perdoar,
pedir perdão, esquecer a dor...
Só assim deitarei este velho corpo de novo a terra
e morrer em paz com a minha consciência...
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
ORAÇÃO PARA UM HERÓI
Papai do céu!
Quero falar que não gosto de heróis!
Ontem acordei com beijos do meu pai
Estava fardado pra ir pro serviço...
Ele falou baixinho no meu ouvido
Que me amava muito, muito mesmo !
Encheu-me de beijos e foi trabalhar.
Minha mãe veio me contar mais tarde
Do assalto que houve num banco
Que para defender uma mulher
E seu filho que chorava muito
Meu pai fora baleado e tinha morrido .
No enterro do meu pai
Haviam muitos policiais
Fizeram muitas homenagens
Disseram que meu pai era um herói.
Papai do céu !
Por que herói tem que morrer?
Queria ter meu pai aqui comigo
Não queria que ele se tornasse um herói.
Agora não terei mais seus beijos
Nem seus abraços e seus carinhos .
Jesus , cuida do meu pai aí no céu !
Diga que eu nunca vou esquecer dele
Que sempre vou amar e lembrar
De tudo que ele falou pra mim.
Papai do céu!
Eu não gosto de heróis
Mas eu gosto muito do meu pai !
Agora vou dormir pra sonhar com ele
Quem sabe ele possa assim me beijar
E falar de novo que me ama
Porque eu amo muito meu pai !
Boa noite Jesus!
Amém!
AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
VOCÊ ACONTECE
Você passa na minha cabeça milhões de vezes
Um flash que incendeia relâmpagos
No piscar de olhos como faíscas de brasas
Você acontece num vagalume intenso
Que ilumina toda minha lucidez
E desponta como flecha no meio do alvo
Nos desejos mais puros que posso sentir
Milhões de pensamentos
Numa fração de segundos
Onde só você acontece
Pra fazer o céu da minha prece
Eterna força que de verdade merece
Ser chamada somente de meu amor !
João Batista Barbosa
Poesias
POUCO TEMPO!
Temos pouco tempo
Pra dizer palavras simples
Olhar dentro dos olhos
Esperando um sorriso.
Temos pouco tempo
Brincar como criança
Correr pelas calçadas
E tomar banho de rio.
Vamos então dançar
Chutando poças d'água
Sentir gosto do beijo
Na chuva lavando a rua.
Vamos que o tempo é pouco
Amar os sonhos desta vida
Encontrar novo brilho.
Vamos que o tempo é pouco
Pra gritar pra todo mundo
Que o amor assim no ar
Nas linhas sem dimensão
Do pouco tempo que corre
Eternizando os pensamentos.
Da vida girando ventos
Desejos antes contidos
Agora purificados
No milagre do tempo!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
TÁ NO SEU QUERER!
Tá no seu querer !
Dar um sorriso
Mesmo com vontade de chorar
Dar um abraço
Quando a vontade é se afastar
Dar um passo
Quando a vontade é retroceder...
Tá no seu querer!
A vontade de viver
Ver que ao seu redor
Muita coisa pode acontecer
Depende do seu querer!
Pode dizer muitas vezes
Que ama aos que te rodeiam
Entre beijos e abraços que os ama ...
Pode falar a seu filho
Que não é perfeito
É assim como pode ser
Para entender que a vida
Não tem sentido sem eles pra viver
Caso venha chorar de tristeza
Lembre-se que logo vai passar
Pois Deus não te fez para ser infeliz
Certos momentos no vale da morte
Entenda que é só uma passagem
Que logo tudo isso vai passar
Mas logo tudo se esquece no tempo
Resta viver plenamente o presente
Para que em cada sorriso dos seus lábios
Para amenizar a dor que a gente sente
E , cada gesto seu de caridade
Pode iluminar e até salvar vidas
Porque tudo que você der por amor
Retornara em dobro no seu interior !
Pois mesmo um pássaro que acolhe
Vai cantar pra você uma linda canção !
Não se deixe abater pela decepção
Pois faz parte de toda relação humana
Porque somos seres inconstantes
Mas perdoar nos faz sentir a plenitude...
Por mais difícil que seja o perdão
Ele santifica e engrandece a sua alma
Te livra de todo mal e tentação
Seja o juiz de suas causas
Colocando-se sempre no lugar do outro...
Só assim entenderá que a vida
É como sabor que não sabe explicar
É desejo que só conseguimos alcançar
Quando entendemos que para amar
Não tem preço que possa comprar
Pois assim conseguimos transformar
Todos sonhos em realidade
E só assim alcançaremos a verdade
Pois ela existe pois está na forma do seu querer!
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA
EXPECTATIVA X REALIDADE
Entre a expectativa , onde imaginação percorre um mar de rosas , na realidade surgem sempre espinhos. Expectativas e realidades se confrontam sempre , dando um tempero especial na vida, feito rosas com espinhos no percurso de nossos caminhos !
João Batista Barbosa
Poesias / Pensamentos
Antigamente nas músicas havia o DUPLO SENTIDO, que nos fazia rir, hoje só trazem um UNICO SENTIDO que é causar vergonha.
"Não conseguiria ser feliz deixando um rastro de feridos para trás."
- Fora do Universo: Eles se encontraram
"O foco de um bilionário é o próximo balanço trimestral; o foco de uma visão trilionária é reescrever as leis fundamentais de como a humanidade opera."
Excluir alguém que ajudou
você adquirir patrimônio
é deslealdade.
Essa atitude revela um traço
cruel de covardia moral.
A deslealdade mais dolorosa
raramente vem de um inimigo
declarado, ela se manifesta na
ingratidão de quem, ao atingir
o topo, escolhe olhar para
baixoe fingir que não
reconhece asmãos que o
ajudaram a empurrar
as pedras do caminho. É o
ato deconsumir o sacrifício
alheio e,ao final, recusar-se
a dividira colheita.
Marta Nassar
O PÃO QUE ILUMINOU A ETERNIDADE DA CONSCIÊNCIA.
O episódio intitulado “História de um Pão”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e atribuído ao espírito Humberto de Campos, insere-se na obra O Espírito da Verdade, constituindo uma das mais eloquentes parábolas morais da literatura espírita moderna.
A narrativa apresenta Barsabás, figura simbólica do poder corrompido, cuja trajetória terrestre foi marcada pela usura, pela indiferença moral e pela exploração dos vulneráveis. Após a morte, sua consciência desperta para a realidade espiritual sob o peso das próprias ações. Aqui se confirma, com rigor doutrinário, o princípio estabelecido por Allan Kardec em O Céu e o Inferno, onde se assevera que o estado da alma após o desencarne é consequência direta de sua conduta moral.
A dissolução de seus bens materiais e o esquecimento de seu nome representam, sob análise sociológica e espiritual, a falência de todos os valores meramente exteriores. O patrimônio, outrora idolatrado, revela-se incapaz de sustentar qualquer permanência no campo da memória afetiva. Tal concepção encontra ressonância na máxima evangélica registrada em Evangelho segundo Mateus, capítulo 6, versículo 19:
“Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem.”
A erraticidade de Barsabás é marcada por densidade psíquica, simbolizada pelas trevas e pelas vozes acusadoras. Trata-se de um quadro típico de perturbação espiritual, conforme descrito em O Livro dos Espíritos, questão 165, onde se esclarece que o Espírito experimenta confusão proporcional ao seu grau de apego e ignorância moral.
Entretanto, a inflexão decisiva da narrativa ocorre quando o personagem aprende a orar. A oração, longe de ser mero ritual, assume função de orientação vibratória, atuando como eixo de realinhamento da consciência. Esse conceito é desenvolvido com profundidade em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 27, onde se define a prece como “um ato de adoração” e um meio de aproximação efetiva com o plano superior.
Ao alcançar a chamada “Casa das Preces de Louvor”, Barsabás depara-se com uma realidade de notável simbolismo: cada luz corresponde a uma oração de gratidão oriunda da Terra. Este ponto é crucial sob o prisma da lei de causa e efeito. Não são os grandes feitos ostensivos que determinam a redenção imediata, mas a qualidade moral do ato.
E então surge o núcleo filosófico da narrativa.
Entre todas as suas faltas, apenas um gesto resplandece: a doação de um pão a uma criança abandonada. Um ato singelo, quase esquecido pela própria memória do benfeitor, mas eternizado pela gratidão daquele que o recebeu. A prece da criança converte-se em luz, em crédito espiritual, em vetor de reabilitação.
Aqui se manifesta, com clareza cristalina, a lei de justiça divina interpretada pelo Espiritismo: nenhum bem se perde. Mesmo o menor gesto de amor, quando autêntico, possui repercussão imensurável.
A identificação entre Barsabás e Jonakim transcende o simbolismo narrativo e adentra o campo das leis reencarnatórias. Ao vincular-se magneticamente ao beneficiado, o Espírito encontra oportunidade de retorno à existência corporal, não como punição arbitrária, mas como mecanismo pedagógico de reparação e crescimento.
Tal princípio é corroborado em O Livro dos Espíritos, questão 132:
“A encarnação tem por fim fazer o Espírito chegar à perfeição.”
A carpintaria humilde onde Barsabás reencontra Jonakim não é mero cenário. Trata-se de um ambiente arquetípico de trabalho digno, simplicidade e reconstrução interior. A imagem final, na qual o Espírito conquista a bênção de renascer, sintetiza o triunfo da misericórdia divina sobre a justiça punitiva.
MORAL DO CASO.
A narrativa demonstra, com precisão doutrinária e profundidade psicológica, que a redenção espiritual não depende de grandiosidade aparente, mas da autenticidade moral dos gestos. Um único ato de amor verdadeiro, ainda que isolado em uma vida de equívocos, pode converter-se em semente de luz capaz de orientar a consciência através das sombras mais densas.
Não é a quantidade de obras que eleva o Espírito, mas a qualidade ética que as sustenta.
CONCLUSÃO.
O pão oferecido por Barsabás, gesto aparentemente ínfimo, revela-se como monumento invisível erguido na eternidade da consciência. Assim, compreende-se que cada ato humano, por menor que pareça, inscreve-se nas leis universais com consequências que ultrapassam o tempo e a matéria, convidando o Espírito a reerguer-se, passo a passo, rumo à própria reabilitação moral.
ENIGMA DA VIDA.
"Olhe, me empreste aqui um pouco da tua atenção,
a vida é um leva e trás até mesmo um mundo de alienação,
mas nunca se desespere não,
porque mesmo que isso aconteça,
e toda rogação que por mais santa te pereça,
ignore e não procure fugir de nada,
deveras vezes nesta infinita grande jornada,
nem uma vírgula há quem bem mexa,
pois do tudo que a vida leva um pouco desse tudo ela sempre deixa."
Marcelo Caetano Monteiro.
COMPORTAMENTO MENTAL.
A mente humana não é apenas um centro abstrato de pensamentos. Ela constitui um núcleo emissor de forças sutis que continuamente modelam as disposições emocionais, os impulsos morais e até mesmo os estados orgânicos do corpo físico. Dentro da visão espírita, pensamento não é simples produto químico cerebral, mas energia viva, estruturadora e atuante sobre o organismo e sobre o perispírito.
Quando Joanna de Ângelis afirma que “o corpo reflete os componentes mentais”, apresenta uma observação profundamente coerente com a psicologia espiritual e com inúmeras investigações contemporâneas acerca das relações entre emoção, imunidade, estresse e somatização. O ser humano torna-se, gradativamente, a exteriorização daquilo que alimenta interiormente.
Ideias pessimistas constantes. Mágoas cultivadas. Revoltas silenciosas. Medos persistentes. Culpa crônica. Todos esses estados psíquicos criam descargas emocionais destrutivas que repercutem sobre o sistema nervoso, endocrinológico e imunológico. A alma em desalinho termina por converter sofrimento moral em desgaste orgânico.
Entretanto, o inverso também se manifesta como lei de equilíbrio. Pensamentos edificantes, serenidade íntima, fé racional, esperança, disciplina emocional e cultivo do bem produzem harmonização psíquica. A mente pacificada reorganiza forças internas, favorecendo resistência física, lucidez emocional e estabilidade espiritual.
Sob a ótica espírita, o pensamento é matéria mental em movimento. Cada ideia sustentada converte-se em campo vibratório. Por isso, ninguém adoece apenas no corpo. Antes, desarmoniza-se na intimidade profunda da consciência. O corpo apenas exterioriza, muitas vezes, conflitos antigos da vida emocional e espiritual.
A referência à mitose saudável possui valor simbólico e científico relevante. A célula responde ao ambiente químico produzido pelo estado emocional do indivíduo. Assim, hábitos mentais equilibrados cooperam para processos orgânicos mais harmônicos, enquanto estados contínuos de aflição podem favorecer exaustão fisiológica e desequilíbrio funcional.
Isso não significa atribuir toda enfermidade à mente, nem reduzir a dor humana a mera fragilidade moral. A Doutrina Espírita ensina prudência e compaixão diante do sofrimento. Existem provas reencarnatórias, fatores biológicos, genéticos e experiências necessárias ao amadurecimento do Espírito. Contudo, o comportamento mental permanece elemento decisivo na preservação da harmonia interior.
Educar o pensamento é também terapêutica da alma. Vigiar emoções é profilaxia espiritual. Cultivar o bem é medicina silenciosa para o próprio destino.
Como ensinava Divaldo Pereira Franco, inspirado por Joanna de Ângelis, felicidade não é ausência de dor, mas construção íntima de equilíbrio perante a existência.
“Cada pensamento cultivado é uma semente invisível que, mais cedo ou mais tarde, florescerá no corpo, na emoção e no destino.”
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