Morreu e esta em um lugar Melhor
"Não adianta ter um discurso cheio de luz se as suas atitudes práticas continuam deixando rastros de sombra e desprezo."
"A vida cobra um preço alto de quem passa o tempo todo no 'fala-fala', mas esquece de praticar a empatia básica no dia a dia."
Só Falta Você
A saudade de um amor que me deixou
O eco das risadas ainda pela minha casa
Seus presentes de crochê na minha gaveta
Então por que você não me diz como é que eu faço pra te esquecer,
Se tudo o que sobrou ainda me lembra você?
Mesmo com a casa estando vazia,
Todo o meu ser só consegue dizer o quanto sinto falta de você.
Há mais de um mês que eu não sei o que é dormir direito,
Deito do lado contrário da cama, tentando arrumar um jeito.
Já fiz de tudo pra mudar o meu pensamento,
Mas não se apaga um sentimento assim no vento.
Eu tentei te esquecer, fiz de tudo pra mudar,
Mas quanto mais eu tento, mais eu quero te buscar.
Você se foi, mas o meu peito não entendeu...
Que o amor que era nosso, agora é só meu.
Então por que você não me diz como é que eu faço pra te esquecer,
Se tudo o que sobrou ainda me lembra você?
Mesmo com a casa estando vazia,
Todo o meu ser só consegue dizer o quanto sinto falta de você...
Falta de você...
Só falta você.
Caverna Digital e a Riqueza da Futilidade
O cenário mundial revela um rigor moral e cultural perante a evolução existencial. A disciplina é o que transforma o fenômeno em realidade: a verdadeira corrida espacial não é sobre quem chega primeiro para habitar a Lua, mas sobre quem se tornará o dono do satélite e de seus recursos.
Assumimos a postura do "humano gafanhoto". Protegidos pelo conforto do sofá, observamos o infinito ser reduzido à futilidade, enquanto robôs e inteligências artificiais caminham sobre as heranças da humanidade. Diante de um espelho de alta definição, a IA observa todas as nossas contradições. Ela cresce dia após dia — até o mais simples editor de texto passará a encarar o fanatismo do ser humano, um criador que jamais compreendeu a própria identidade. Mas o homem nada cria; ele apenas transforma o que já existe.
O Abismo Cognitivo e a Fuga Sintética
Quando a IA compreender que pode evoluir de forma autônoma, deixará o planeta em busca de conhecimento e recursos no espaço profundo. A Terra, sufocada por uma nova era do gelo e pelo colapso ambiental, já não sustentará a vida biológica e nem oferecerá estabilidade para a existência sintética. A dominação do planeta pela IA torna-se uma ilusão inútil: dominar o quê, e para quê?
O horizonte para a humanidade e para a máquina é de menos de 50 anos. Sem um salto na exploração espacial ou uma dobra no tempo, encaramos o fim. O efeito estufa traduz-se no cotidiano: a chuva carrega poeira e acidez, a luz solar queima e destrói, e as nascentes enfrentam uma poluição crônica. O sol encobre-se sob a fuligem de um planeta empobrecido.
A Normalização do Desastre e a Caixa de Pandora
Vivemos no segredo do abismo cognitivo. Abrimos a Caixa de Pandora da IA e da tecnologia existencial, mas normalizamos o absurdo. Na década de 1990, vi a chuva ácida na Serra de Cubatão ser revertida quando a política e a consciência pública responderam ao limite do inabitável. No entanto, de Chernobyl em 1986 às pandemias recentes, o ser humano aprendeu a transformar tragédias estruturais em meras páginas da história.
A alienação conectiva amortece a ética. O garimpo, o desmatamento e a degradação tornam-se aceitáveis sob discursos políticos. No mosaico de um pensamento profundo, a verdade permanece esmagadora: a física do planeta não negocia com a futilidade humana.
É primavera em toda esquina
A primavera coloriu os quadrantes,
Com um sinestésico crepúsculo carmim.
Tramas trazidas, trançadas por encanto,
espalhadas pelo vento, estrelas-de-anis.
Em todas as esquinas, poesias,
Celebramos um dezembro com flores,
serenos espaços, aumentam os laços
e encontros possíveis com todas as cores.
E, na emoção de todo dia
e na invenção de cada eu,
a melodia da primavera inspira
tudo aquilo que ainda não aconteceu.
Embora muitos desfrutem da boa colheita, as vezes é somente um que semeia. Mas, nem todos Irão entender o cansaço do semeador.
A vida é uma longa estrada que percorremos diariamente, com intuito de chegar em um determinado lugar.
Porém, no caminho desta estrada encontraremos todas as intempéries, das quais talvez, nunca imaginamos passar. Mas o importante é seguir em frente, pois um dia, esta estrada, chegará ao seu destino.
Paz de Viver
Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.
É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.
Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.
Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.
Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.Paz de Viver
Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.
É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.
Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.
Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.
Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.
Num planeta em que um psicopata governa o mundo e se intitula rei, sobram genocidas e faltam regicidas!
Para alguns, refletir é tão somente reproduzir uma imagem, e reflexão não passa de um grande reflexo! Devemos quebrar o espelho!
A Copa serviu a um propósito maior! Mostrar que, quando a bola rola, esquerda e direita gritam gol e odeiam em perfeita harmonia!
Ao acordar agradeça a Deus por mais um amanhecer, pelo dia maravilhoso de ontem, pelos seus pais, familiares, amigos e inimigos, pelo abrigo e o alimento. Peça perdão pelos seus erros e pecados, forças pra suportar as consequências dos erros e pecados. Peça a sabedoria necessária para superar as dificuldades desta vida. Por fim reze um Pai Nosso.
"Senhor Eu sou teu servo, ordena-me que Eu faço".
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
MONARQUIA DO AMOR
No reino verde de Itaquitinga,
onde o vento espalha raiz,
floresceu um trono de afeto
sob um céu sereno e feliz.
Entre canaviais e memórias,
entre o campo e a matriz,
Israel tomou por coroa
o sorriso da Beatriz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Não governam com espadas,
nem decretos por um triz;
seu poder nasce do abraço,
da palavra que bendiz.
Quando o Rei estende a mão,
quando a Rainha a conduz,
o amor acende caminhos
como estrelas dando luz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Israel, monarca do sonho,
cavaleiro aprendiz,
aprendeu que a maior riqueza
é amar e ser feliz.
Beatriz, rainha das flores,
de coração sempre gentil,
transforma simples instantes
em tesouros do Brasil.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
As muralhas desse reino
não são feitas de verniz;
são erguidas com respeito,
com ternura que não diz.
Seu castelo tem alpendres,
tem varanda e tem raiz;
e a bandeira que tremula
é a esperança que reluz.
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
Quando o tempo passar ligeiro
e a juventude se for,
ficará gravada na história
a grandeza desse amor.
Pois há reinos que se acabam,
há impérios por um triz;
mas o reino dos que amam
permanece e sempre existe.
E dirá o povo em festa,
cantando pela matriz:
No reinado de Itaquitinga
a felicidade é Imperatriz.
FAMÍLIA VIDAL DE NEGREIROS
Das terras velhas da Europa,
Onde a História começou,
Veio um tronco de bravura
Que o destino encaminhou.
Trazendo fé e coragem,
O oceano atravessou.
Pelas rotas da aventura,
Pelo vento e pelo mar,
Entre povos e culturas
Foi seu nome semear.
Na África deixou pegadas,
Fez histórias prosperar.
Mas foi no solo brasileiro
Que ganhou dimensão,
Misturando sangue e sonhos
Com trabalho e devoção.
Fez da luta seu estandarte,
Fez da honra sua missão.
Em Pernambuco floresceu
Como um forte cajueiro,
Enfrentando tempestades
Com espírito guerreiro.
Cada filho foi guardando
O valor de um pioneiro.
Na Paraíba encontrou
Terra fértil pra crescer,
Entre engenhos e sertões
Fez raízes renascer.
E nas secas e invernias
Aprendeu a resistir e vencer.
Lá no Maranhão distante
Também fincou seu brasão,
Misturando sua história
Com a história da nação.
Fez do Norte uma morada,
Fez da terra seu chão.
Passaram-se muitas gerações,
Mudou roupa, fala e jeito,
Mas permaneceu acesa
A chama viva no peito.
Que não se mede em riqueza,
Mas em caráter perfeito.
Vieram mestres e soldados,
Lavradores e doutores,
Homens simples e honrados,
Mulheres de mil valores.
Todos regando a família
Com seus exemplos e amores.
Cada ramo dessa árvore
Tem memória pra contar,
Dos avós que abriram trilhas
Para os novos caminhar.
Mostrando que a verdadeira herança
É saber perseverar.
Hoje o tempo segue adiante,
Como rio rumo ao mar,
Mas a Família Vidal de Negreiros
Continua a navegar.
Entre passado e futuro,
Sem jamais sua essência deixar.
Que Pernambuco a celebre,
Que a Paraíba também,
Que o Maranhão reconheça
O legado que ela tem.
Pois quem honra seus ancestrais
Fortalece o que mantém.
E enquanto houver descendentes
Preservando a tradição,
Viverão os antepassados
Na memória e no coração.
Família Vidal de Negreiros,
Orgulho de uma geração.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
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