Morrer sem ter Vivido
Depois de morrer não sei se vou lembrar de tudo o que vivi, é tão incerto quanto saber que não vou lembrar.
Das duas opções prefiro viver a vida que gostaria de relembrar em loop infinito.
Preciso ser mais intenso em viver, preciso parar de ter medo de coisas que mesmo que dêem ruim em algum momento vão passar, preciso deixar de lado todo rancor que está no meu peito, preciso me libertar.
Quero levar na memória apenas momentos bons de todas as formas e contextos seja hoje, amanhã ou daqui 50 anos.
E se eu tivesse deixado meu sonho morrer?
Onde eu estaria agora?
Se eu não tentasse de novo e pagasse pra ver
Eu choraria agora!
Lázaro não teve muitos amigos, não teve casa própria, não teve qualidade de vida, mas ao morrer foi levado pelos anjos para o seio de Abraão.
Existe um alto preço a se pagar na busca do despertar ao eterno. É morrer voluntariamente para tudo que ilude e escraviza o homem, pois é necessário lapidar a alma e adestrar o corpo, para poder comungar por excelência o Cristo em nós, e tudo por intermédio do seu Santo Espírito, do abrir e se lançar nos braços do Senhor.
Me adaptei a certas situações por instinto de sobrevivência mas não foi por medo de morrer, nem de perder mas por não ter como lidar com os efeitos colateral.
O AMOR E A MORTE
Se amar é morrer,
Sinto lhe dizer
Mas meu corpo já está a
Apodrecer
Não quero apenas te
Conhecer, quero te entender
Mesmo que para isso, eu
Tenha que morrer
Vou te amar,
Mesmo sabendo que um
Dia você vai o quebrar
Enfeitiçado, em tamanha
Feição que atingiu meu
Coração
O que os olhos não vêem, o
Coração não sente, mas...
Meu coração te agarrou, e
Meus olhos se enterraram
Na eternidade do amor
A morte não é nada, nem vida, por isso matéria. Para morrer, para dormir, passar para o nada, o que isso importa? Tudo é uma ilusão.
À MORRER
Meu amor por você...
Como poderia o descreve?
Talvez em uma carta romântica
Te comprando a cidade perdida de
Atlântida
Ou até nas entrelinhas que estamos criando
Versos vamos traçando
E amor? Demonstrando
Talvez eu pudesse te comparar a
Uma estrela cadente
Tão bela e reluzente
Como uma
Te comparando com os quadros de Van Gogh?
Com o outono?
Mas...
Na realidade
Você não é nenhuma dessas coisas
Você é um campo de rosas perdido, um
Vale perdido e abandonado
Vale na qual contém as mais belas flores,
E também as mais letais,
Flores na qual eu poderia sentir o belo cheiro
De todas, mesmo que sem querer
Eu me espete na flor errada
E vá a morrer
não há arte que me toca da mesma forma que a poesia
Se algum dia eu morrer é porque a poesia já não está mais presente em minha vida
O animal peçonhento é o primeiro à morrer pela sua cólera, já o civilizado é o primeiro à sofrer os efeitos colaterais dos que mais lhe amam.
