Morrer
“conduzindo seus olhos para meu rosto
há uma porta aberta na minha pupila
se você me deixar confortável de bruços sob a cama eu vou te conduzir
para um lugar que não existe mais
doces nuvens e canções de ninar
há flores de papel
então repouso dentro de mim por horas
mas se você me ver olhando atrás dos ombros um pouco assustado
eu estou sentindo a minha alma presa
implorado que você a encontre e me leve para a casa
deixe o sangue fluir para meus dedos
me salve do nada que me tornei
respire dentro de mim
há flores de papel, doces de nuvens e um porta jóias
estou vivendo uma mentira
minha alma dorme em um lugar frio
tente encontrar e me leve para casa
assopre ar dentro de mim
essa felicidade não é real.”
Somos muitos os que andamos com o carinho estropiado, mas é preciso ter valor para tirá-lo de dentro, estropiado e tudo. Acho, agora, que é algo que temos de aprender, como tantas coisas na vida. Morreremos aprendendo, se quisermos viver distraídos de morrer.
Por que você não vive pelo povo? Por que você não luta pelo povo? Por que você não morre pelo povo?
Gostaria de morrer em Marte. Mas não no impacto. O ideal seria ir para uma visita, voltar por algum tempo e depois ir para lá quando tivesse uns setenta anos, e então ficar de vez. Se as coisas derem certo, seria assim.
Hoje as pessoas pensam e acreditam mais nas suas impossibilidades do que nas suas possibilidades, esperam mais o fracasso do que o sucesso, apagam mais luzes do que acendem, choram mais do que sorriem, reclamam mais do que agradecem, esperam mais do que fazem acontecer. Poxa, a vida foi nos dado de presente para vivermos intensamente a cada segundo, portanto deixe de morrer aos poucos.
De Tanto Amor
De quanto estou a te amar em sentido vão?
Do amor... que dele me valha a certeza
Que dele me traga sua plena beleza
Rica quimera para um infeliz coração.
De quantas esperas sofro eu de solidão?
Cortina que se fecha de grande tristeza
Luz que se apaga, por tamanha frieza
Traz vazio d’alma de dor em comoção.
Pela tua ausência, que me lide à vida:
Arrancam-me as encostas, sombras sem ti
Por vulto ébrio, que te solvo embebida.
Mas um dia, mesmo consumida e vencida,
De tanto amor, amar-te em vida... Só a ti
Hei de morrer, tendo-te além da partida.
Morrer não é o momento em que o coração deixa de bater, mas quando, mesmo enquanto ele bate, desistimos de viver!
muitas vezes,mesmo quando respiramos e estamos com o físico totalmente sã,estamos mortos pela falta de emoção..mortos pela falta de sentido.
“Somente no recuo da maré é possível ver os presentes do mar deixados na areia.
Será o sol e as lembranças do verão que irão aquecer nossas manhãs de outono.
Serão os risos provocados e as demonstrações de afeto, que adoçarão a alma e nos ajudarão a suportar o dia do luto.
Por que a vida como tudo passa, mas algo de bonito sempre permanece”
O amor é como o ar puro da vida, se a gente não se abre pra respirar, podemos acabar morrendo por falta dele.
Vivendo essa vida eu amei, amei com todo entusiasmo, amei com toda empolgação, com toda a emoção, amei verdadeiramente, dei tudo de mim para amar, eu me entreguei por inteiro. Porém, só ganhei dor e sofrimento, uma vez pior que a outra.
Diante disso cheguei na seguinte conclusão, amar é apanas uma ilusão, então eu digo que se amar for uma ilusão, eu quero conhecer a morte com a mesma força que amei, da mesma maneira que me entreguei nessa ilusão que é o amor.
Nesse abismo de solidão e tristeza me pego a pensar que não à por que viver, não há razão para acordar todas as manhãs e passar por todos os piores sentimentos já me incumbido. Não há motivos para causar tanta tristeza para outros, tenho o poder de livrar todos do mal que as causo, mas não tenho a coragem suficiente de acabar com o meu sofrimento e com os delas. Talvez eu seja um tolo egoísta, ou apena só um garoto solitário.
