Morre Lentamente Marta Medeiros

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Escapar a morte é coisa trabalhosa. Abandonado a si mesmo _ como acontece quando morre _, o corpo tende a regressar a um estado de equilíbrio com seu ambiente.

O amor não morre, nem deixa de existir. Ele só deixa de ser cultivado, como uma planta que não é regada.

Quem causa mais dano um viciado que morre de overdose ou um politico que desvia milhões da saúde pública e segurança pública e com isso mata centenas de pessoas por dia?

Todo homem morre,mas nem todo homem vive.

UM BOM AMIGO,chora quando voce morre.
O MELHOR AMIGO, caça as 7 esferas do
dragão para ter voce de volta

Quem engana a si mesmo, morre de dentro pra fora...

quem nunca sentiu saudades não sabe o que é morre aos pouco

Um homem não morre quando seu corpo para. Um homem morre quando deixa de ser lembrado.

Toda criatura viva na Terra morre sozinha.
(Roberta Sparrow)

Quando alguém morre, pensamos na nossa própria vida.

Quando a gente morre, só sobram os nossos ossos...

One Piece
Episódio 1072.

Dizem que quem vive do orgulho, morre de saudade...
Foda-se, a saudade passa com a distração...

⁠O amor quando bem cultivado: nasce, cresce, amadurece e nunca morre.

⁠A gente só deixar de sonhar quando morre.

⁠Em guerra de ricos quem morre é o pobre.

Jean-Paul Sartre
O Diabo e o bom Deus. São Paulo: Círculo do Livro, 1974.

⁠O tempo é a principal ferramenta de Deus. Quando alguém morre afogado, não é pela água, mas sim pelo tempo que ela está submersa a água; quando alguém morre queimado, não é pelo fogo, mas sim pelo tempo que ela ficou em contato ao fogo; quando alguém morre baleado, não é pela bala, mas sim pela velocidade que a bala o atingiu.

⁠Quando morre alguém, em geral necessitamos de motivos de consolo, não tanto para mitigar a dor quanto para ter uma desculpa por nos sentirmos tão facilmente consolados.

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano. São Paulo: Cia das Letras, 2000.

Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!

Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro

Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!

Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;

Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!

Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!

Ou a gente faz o que tem vontade nessa vida ou morre se lamentando por não ter feito. E se lamentar não é comigo!

A maior parábola da morte é que, para morrer, temos que estar vivos, e o maior enigma é quem morre continua “vivo” em nossos corações.