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Moradores de Rua

Cerca de 3234 frases e pensamentos: Moradores de Rua

⁠Ah, se eu pudesse voltar!

Cair e rolar no chão
sem medo de se sujar,
correr no meio da rua,
não ter conta pra pagar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Comer goiaba no pé,
soltar pipa, pedalar,
jogar bola no campinho,
ir pra escola estudar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Ir pra casa da vovó
pra comer e engordar.
Ser sincero e verdadeiro
falando o que quer falar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Ser o futuro do mundo
e nem se preocupar,
brigar com um amiguinho
e ligeiro perdoar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Ter amor em seu sorriso
e bondade em seu olhar,
sonhar e ter a certeza
de que vai realizar.
Como era bom ser criança.
Ah, se eu pudesse voltar!

Querer que o relógio corra
fazendo o tempo passar
pra ser grande, ser adulto
e, quando a hora chegar,
dizer repetidamente:
Ah, se eu pudesse voltar!

Bráulio Bessa
Um carinho na alma. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.

⁠Ocorre um “In-Yun” se dois desconhecidos se cruzam na rua, e sem querer esbarram um no outro. Porque significa que houve algo entre eles em suas vidas passadas. Se duas pessoas se casam, eles dizem que é porque já havia 8 mil camadas de “In-Yun”. De 8 mil vidas passadas.

⁠Querido Soneto…
Num sonho, na rua, qualquer lugar
Eu já não sei parar ou esquecer
Outono, lavandas, eu, acordar
A chuva, o fogo, me aquecer
De dia, de noite, se beijarão
Desejos e sonhos dentro de mim
Saudade, no peito, há explosão
As minhas vontades já não tem fim
Perfume, palavras, a encantar
Poetas escrevem o meu querer
Tudo que eu sinto, eu vim cantar
E pra começar, pra te envolver
vim declarar, só penso em você
É tão fascinante te conhecer

⁠"Os fones de ouvidos são uma ótima desculpa para você sair por aí na rua sem ter que socializar"

⁠Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tacabaria, escrita com o pseudônimo de Álvaro de Campos.

...Mais

⁠Passei por aquela rua que disseram ser perigosa. Ali, fiquei esperando a morte.

⁠contaminação
em alta

e algumas pessoas
na rua

o rosto
escancara

na hora de
parecer honesto

veste a máscara

Em um dia nublado, alguém pode sentar-se na rua contigo e torná-lo um dia inesquecível. Nunca será o lugar e nem o tempo, mas sim, com quem você está.

Calor, vem e abraça
Chega aos que estão na rua,
Eles tem fé, Suas almas chamam.
Esquenta Deus, esquenta.
Merecem a Sua graça

Sinto saudade de tanta coisa. Saudade da minha infância. De brincar na rua. Da simplicidade que era a vida. De apenas ter que escolher de que cor pintar as Nuvens. Saudade de correr na chuva, sem me preocupar em me molhar. De ser criança. De ser inocente. Saudade de acreditar que os sonhos podem se concretizar. De ficar sem fazer nada o dia todo. De me fascinar com as estrelas. Saudade de não ter que me preocupar em ver todos que amo indo embora. De não ter que fazer escolhas complexas e difíceis. Saudade de andar de bicicleta, sem rumo. De correr na rua. De não me importar com opiniões alheias. Saudade de quando a vida era simples. De quando a vida era apenas viver, e não sobreviver. De quando eu apenas perdia meus brinquedos, e não pessoas. De quando eu chorava porque não queria parar de brincar, ou fazer algo que queriam que eu fizesse, e não porque tive meu coração partido. Saudade de não me importar com a sociedade, e com as regras que ela impõe. De não pensar no futuro, de não querer crescer. Saudade de viver o agora, sem pensar no que vão dizer, ou no que vão pensar. Saudade de ser o centro das atenções. De receber atenção. De ouvir música o dia todo, sem ter lembranças ruins. Saudade de não saber o que são sentimentos. De não saber o que era sofrer, de verdade. De não ter preocupações. Sinto falta de ser o que era antes. De sentir o que sentia antes.

É foda sair na rua e ver casais de mãos dadas e olhar pra você e ver que entre eu e você ja não existe mais nada.

Escuto a voz de alguém lá longe,
Uns após os outros os guerreiros são instigados.
Em uma rua que apenas volta
Quando estará pronto pra ir, está pronto?
O vento sopra do meu coração pelo meu corpo
Violentos anéis de energia pesoteando
Resista, cresça a lua, me chame
Esqueça essa coisa de mudar a história
Vamos, pessoal, levanta
Levanta, a melhor hora é agora!
Movendo na velocidade da luz
Não atrase todo mundo
Yeah!
Vamos, pessoal, mãos pra cima
Nossos heróis voltarão amanhã
Vamos contar os dias
Vamos lá, 3-2-1, faça barulho

Castelos Feitos De Areia

Você pode ouvir o grito dela rua abaixo: "Você é uma desgraça"
A maneira como ela bate a porta na cara embriagada dele
E agora ele fica do lado de fora e todos os vizinhos começam a fofocar e gracejar

Ele chora "Oh garota, você deve estar louca
O que aconteceu com o doce amor que você me tinha?"
Conta a porta ele se inclina e inicia uma cena
E suas lágrimas caem e queimam o jardim verde

E então os castelos feitos de areia desmancham no mar, afinal

Um pequeno e bravo índio antes de seus dez anos, jogou o pecador jogo da guerra
Os bosques com seus amigos índios, e ele construiu um sonho onde ele
Cresceria, ele seria um destemido guerreiro cacique

Muitas luas passaram e o sonho ficou mais forte, até o amanhã
Ele seria o cantor em sua primeira canção de guerra
E lutou a sua primeira batalha, mas algo deu errado
Um ataque surpresa o matou em seu sono naquela noite

E então os castelos feitos de areia desmancham no mar, afinal

Havia uma jovem garota, cujo coração estava uma carranca
Pois ela estava aleijada, e não podia falar um som sequer
E ela desejou, e rezou, ela não pararia de viver, então ela decidiu morrer
Ela dir

Toda rua tem seu curso
Tem seu leito de agua clara
Por onde passa a memória
Lembrando histórias de um tempo
Que não acaba.

Andar de skate na rua, jogar taco, brincar de pique-esconde, pega-pega, andar descalço, acordar cedinho para brincar e voltar só quando a mãe gritar: "Já está escurecendo!"... Nossa, que saudade!

Igreja: onde todos são iguais.
Rua: onde todos viram as costas e foda-se quem é quem: negro, gay, ateu...

Por isso prefiro a minha casa. E mais ao estudo do que a devoção.

Se eu tivesse vivido na época da ditadura teria sido uma daquelas pessoas que foram pra rua protestar, e acabaram presas e torturadas.

E se de repente no meio do caminho você cansar de mim e quiser ir por outra rua, como eu vou saber voltar sozinha? E se você quiser soltar da minha mão e eu cair e não quiser levantar sem você? E se eu me perder de ti, depois de ter me doado inteira pra você e não saber me reencontrar? O que eu vou fazer se você enjoar do que nem tem interesse e perceber que é perda de tempo, e eu já tiver perdido tanto tempo me esforçando pra te impressionar. Mais uma vez?
E se eu te olhar nos olhos e não me ver brilhando neles? E se eu morrer de dor por sentir um vazio tão grande que me rasgue inteira por dentro e você for meu remédio, minha cura e não quiser me salvar?
E se me amar de longe for de mais pra você e você se esquecer de mim, como eu vou sofrer alguma amnésia pra te tirar dos meus sonhos?
O que eu vou fazer se você me devolver pra mim, meu amor? O que eu faço se a unica coisa que me resta é ser insegura?
Com sua mão na minha eu não tenho medo. Não solta dela meu bem. Não me solta. Não me devolva se você não vier junto na embalagem.

Tô Pagando!

Presidente? Prefeito?
São funcionários públicos!
Ausente? Defeito? Vai pra rua!

E me senti melhor quando notei que eu já consigo caminhar na rua sem procurar você atravessando a calçada ou entrando em algum supermercado, mesmo que em compensação não procure mais nada.