Moradores de Rua
Rua Otávio de Brito
Bateu
Gastura
Das brabas
Que só
De quando
Em vez
Dá
De baixá
Já faz tempo
E quanto
Dá
De lembrá
Como
Era bão
Danado
De bão
Na bera
Do corgo
Sentá
E pensar
Exibição Atópica
Vez por outra
Contempla
A rua
Ausências
Fazendo
Presença
Eternizando
O que vai
Sendo...
Saudade
Não se mata!
Texto sem Sentido
Olhou
Pra rua
A calçada
Tinha
Mudado
Não mais
Capistrana
Lembranças
De montão
Preenchendo
Vazio
De ausências..
Viajou
No tempo
Tempo
É trem bão
De viajá
Serventes do Tempo
Estou sempre de branco
Por toda a rua cinzenta
Relógios, paredes
Se quebram com o tempo
Prisioneiro de mim mesmo
Agregam-me os fatos
Relógios paredes me travam no tempo
Eu faço e desfaço-me
Pois sou o meu dom
E se querem saber o que fazem
Dos erros
Autores do tempo
Inventam seus tons
Os dois hemisférios comprazem enredos
Intensos abraços e eterna intenção
Da pele do pêlo dos nervos do elo
O logos do louco da lógica ao chão
Da simples pureza que se perde ao tempo
Do mero cansaço
Talvez solidão
Por entre os silêncios se dê um jeito
E
Do eterno e interno selvagem
Salve o lado bom
Voltando
Ausências
Em cada
Rua
Ausências
Em cada
Esquina
Ausências
Por onde
Passa
Ausências
A cada
Instante
Ausências
Por toda
Parte
Presenças
Que
Permaneçem
Nas lembranças
Que sempre
Ficam
A Rua do Nosso Amor
A rua nos vê, já sabe de cor,
Passos de quem caminha com o amor maior.
As pedras sorriem, o vento se cala,
A vida nos abraça, e o tempo não fala.
São anos de história, de riso e de pranto,
Um amor que cresceu e nunca foi tanto.
A rua se encanta, se veste de flor,
Quando nos avista, transborda o calor.
Os olhares curiosos, sorrisos discretos,
Nos veem passar, tão firmes, tão retos.
De mãos entrelaçadas, seguimos assim,
Cúmplices da vida, sem começo ou fim.
Cada esquina conhece nossos segredos,
Os sonhos que criamos, os vencidos medos.
E mesmo com o tempo, que tudo desbota,
Nosso amor renasce, sempre em nova nota.
A rua do nosso amor, tão viva, tão bela,
Guarda em seu silêncio nossa aquarela.
E ao vê-la, eu sei: nada vai se acabar,
Pois em cada passo, voltamos a amar.
Vontade de sair para a rua é inconscientemente procurar encontrar-se no externo e vontade de ficar em casa é conscientemente ter se encontrado dentro de si.
A educação faz a cultura e a cultura faz a educação.
A casa, a rua e a escola se entrelaçam como lei natural.
A sociedade ainda é um bebê e o manejo e projeção consciente ainda se faz necessário.
Casa azul
Passei pelo portão da minha avó
Cruzei uma rua sem asfaltamento
Me dirigi à convidativa casa azul
Bati na porta por algum momento
Um homem de meia-idade abriu
Cumprimentei ele e segui o rumo
As escadas eu subi sem fraquejar
Havia lá uma garota com aprumo
O quão real pode ser um sonho?
Desejo muito então que se repita
Para tentar recordar o nome dela
Seria este um relato enfadonho?
A magia conhece quem acredita
E eu estou persuadido pela bela.
A partir do momento em que a população de uma cidade não tem mais tranquilidade para andar na rua, a criminalidade venceu.
Fragmentos e memórias
Numa rua qualquer de uma pequena cidade, existia uma pedra, ela amava a sensação de ser rolada pra lá e pra cá pelos pneus dos carros, se sentia viva e radiante. Mas numa dessas aventuras, ela foi jogada em um rio, um rio tranquilo, onde ela passou anos e anos vendo o movimento dos peixes, sentindo a luz do sol e a corrente da água sobre si. Séculos depois, uma mão desconhecida aparece, pega a pedra e a joga em direção a uma árvore, era um garoto com raiva de seu pai pois ele não tirou o castigo que lhe havia posto, mas aquela sensação era quase nova para a pedra, havia anos que ela não sentia o vento, o calor do sol e a sensação de liberdade. Mas numa dessas jogadas ela cai novamente, agora em outra parte do rio, a pedra estava muito feliz por ter sentido tudo outra vez, mas, pelo fato de ter sofrido erosão da água e os impacto com a árvore ela começa a se quebrar já dentro do rio, porém a pedra perece com alegria, ela sabia que toda aquela sensação teria um preço, então apenas aceita seu fim doloroso, no entanto satisfatório.
Dizem...
Dizem que tudo passa.
Algumas casas na minha rua pareciam castelos outras pareciam presídios a minha na sua terna simplicidade era muito aconchegante e bem requisitada pela molecada na infância seja para jogar vídeo game, seja para bater aquela bola em frente no golzinho com chinelos de dedo sendo as traves.
A resenha quando saíamos todos juntos para festinhas de aniversários, a bagunça quando voltávamos da escola chutando tudo que via pela frente e as coxinhas da dona Ana nossa "tia vovó" vizinha que nos dava com tanto carinho quando nos perdíamos no tempo conversando embaixo da grande árvore em frente sua casa.
Passar o dia todo na rua de férias vocês pensam que era fácil né kkkk. Pois não era, na realidade jogar futebol contra nossos inimigos da rua de cima e da rua de baixa gerava varias discursões e divertimentos, imagina ter que brincar de jogar peão, ter que jogar vôlei com direito a rede e tudo mais, além de pega, pega e ainda sobrar tempo pra correr dos gritos da dona Júlia com tantas bolas jogadas no portão dela na correria da brincadeira de queimada. A , a, a, a, como cansava ter esses compromissos.
É domingo dia pesado, hora de visitar os parentes no almoço, depois passear na praça tomar sorvete, relaxar vendo o parque ser montado na avenida principal da cidade, já pelo começo da noite a tormenta ou quis dizer a visita na igreja , sem reza, sem brincar mais tarde e ficar sem jantar e comer pudim e se chorar prepara o bumbum, as orelhas e as pernas.
Abre os olhos e queria fechar novamente para viver só mais um pouco naquela saudade que me fez tão bem.
Numa Esquina da Rua Bresser
Numa esquina da rua Bresser, em uma noite congelante de sexta feira, com semelhantes temperaturas do Alasca, o clima dentro do barzinho segue favorável. A reunião entre amigos é aquecida entre uma bebida quente e um bom papo que da o clima de verão ao ambiente.
Numa esquina da rua Bresser, a resenha marca a batida das risadas, as ideias são compartilhadas e os celulares vão enchendo suas caixas de mensagens com chamadas perdidas das patroas que não entendem que esses momentos são particulares.
Numa esquina da rua Bresser, os pensamentos sufocantes em relação ao trabalho e as dívidas ficaram de fora, não foram convidados para participar da festa.
Numa esquina da rua Bresser, esta rolando a tal "vida Bohemia", a noitada fria vai ganhar um clima tropical, bem caliente e não tem hora para acabar, afinal de contas, "hoje é hoje, vamos bailar"!
Numa esquina da rua Bresser, hoje vive a diversão, o respeito e a amizade, no amanhã viverão as lembranças e as saudades.
Numa rua deserta com a chuva fjna caindo sobre ela,
vejo um misto de tranquilidade e abandono,
duas sensações distintas com emoções diferentes,
como se estranhamente alívio e tristeza estivessem presentes na mesma cena, representados respectivamente
pela vida de árvores frondosas e por uma ausência inconveniente.
A solitude e a solidão atipicamente ficaram entrelaçadas causando uma sensação simultânea de amor e lamentação nesta madrugada chuvosa que deixou a emoção tão à vontade que se expressou desta forma confusa, por isso que a mente ainda está inquieta e acordada nesta hora inoportuna, falando em voz alta.
Às vezes, durante a quietude, a alma sente a necessidade de chover lágrimas para desabafar e ninguém está perto para ver e nem precisa, o que importa é que ela chova para não se afogar por dentro por reter suas angústias ou contentamentos, então, graças a Deus que há este momento de purificação ao externar seus profundos sentimentos, uma contínua e necessária libertação.
A mulher tem seus direitos como qualquer homem,e se qualquer homem saí na rua e não é desrespeitado por um mulher,qualquer mulher também não merece ser desrespeitada por um homem.
O recorte da imaginação de algo: você está andando em uma rua; você só fez um recorte de imagem dela em sua unidade de consciência, e o resto, até você tomar consciência de que está andando no planeta. Em outros assuntos, é assim também: tomar consciência das partes.
Se eu tô na rua... Minha mãe me liga trinta vezes.
Se eu tô em casa e ela na rua... Ela me liga trinta vezes também! É muito amor!!!!
