Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia

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Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.


A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.


E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.


Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.


E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.


Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.


E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.

“Depois que dá certo, até quem não tem mãos aplaude.”

Tem gente que diz que o caráter de uma pessoa se revela nas grandes decisões da vida. Eu, particularmente, acho que se revela mesmo é no beijo. Porque ali não tem discurso bonito, não tem filtro do Instagram, não tem tempo de ensaiar frase inteligente. É só você, o outro e aquele momento meio ridículo, meio mágico, onde dois seres humanos resolvem encostar boca com boca como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E é. Ou deveria ser.

Agora me explica, com toda a calma do universo, como é que alguém consegue beijar de olho aberto. Não é nem uma questão de julgamento, é quase um fenômeno científico que eu gostaria de estudar. Porque pra mim, beijo de olho aberto tem uma energia de auditor fiscal emocional. A pessoa não está ali vivendo, ela está conferindo. Tipo assim, deixa eu ver se tá bom mesmo, deixa eu analisar o desempenho, deixa eu checar se isso aqui vale o investimento. E pronto, o romance virou planilha.

Eu imagino a cena e já me dá um leve desconforto. Você ali, entregue, achando que está vivendo um momento digno de trilha sonora, e do outro lado a criatura te encarando como se estivesse avaliando um produto na prateleira. Falta só puxar o celular e dar uma nota. Três estrelas, poderia ser mais envolvente, textura interessante, retorno duvidoso. Obrigada, próximo.

E não me venha com esse papo de que é curiosidade. Curiosidade a gente mata vendo série, stalkeando ex, abrindo geladeira de madrugada sem fome. No beijo, curiosidade demais vira suspeita. Porque quem está presente de verdade fecha os olhos não por obrigação, mas porque o mundo ali fora simplesmente perde a graça. É quase um desligar automático. Tipo quando você encontra um lugar confortável e nem percebe que relaxou.

Beijar de olho fechado é um voto silencioso de confiança. É tipo dizer, por alguns segundos eu não preciso ver nada, porque sentir já é suficiente. Agora, beijar de olho aberto... não sei, tem um quê de gente que não larga o controle remoto nem quando o filme já acabou. Sempre esperando algo melhor, sempre pronto pra trocar de canal.

Mas também, sendo bem honesta comigo mesma, talvez eu esteja exagerando. Talvez não seja falsidade, talvez seja só gente que ainda não aprendeu a se perder. Porque se tem uma coisa que assusta hoje em dia é justamente isso, se permitir viver algo sem supervisão, sem análise, sem garantia. Fechar os olhos virou quase um ato de coragem. E tem gente que ainda não chegou lá.

Só que eu, do alto da minha teimosia emocional e um leve drama que me acompanha desde sempre, continuo achando que quem beija de olho aberto não está completamente ali. E se não está ali, já começou errado. Porque beijo bom não é o que você vê, é o que você sente quando esquece até de existir por alguns segundos.

E se for pra viver algo pela metade, eu prefiro nem começar. Agora me diz, você também desconfia ou eu já tô criando teoria demais por causa de um beijo?

Ecos de um Amor que Não Volta

Cada amor tem uma história.

E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.

É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.

Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?

Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.

Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.

Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.

Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.

E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.

Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.

Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.

E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.

O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.

E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.

Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.

Bastou mergulhar em seus olhos para entender que algumas imensidões não têm volta.

Não tem graça sem você
Rick Henry

Boa noite, sei que não quer falar comigo
Eu não fiz nada que abala-se nossa relação...
Não me ignore pois acredite que em meus olhos
Só vejo você....

Trouxe um vinho pra tomarmos ouvindo aquela canção
Vem me abraça eu não trai a nossa relação...
Sabe que movo o mundo pra provar que meu amor
É só seu, é só seu...

Vem comigo...
Tomar um banho bem gostoso
Eu vou falar no seu ouvido...
Com você eu tenho muito mais motivo
De alegrar nossos corações
Deixe eu te acariciar e em meus braços
Vou te abrigar pois é contigo que quero
eternizar....

Me beija, te dou colo e pra você eu farei o que um homem deve fazer...

Beijo de mulher casada sempre tem gosto de chumbo.

As piores pessoas as quais convivi, tem a certeza inabalável que são ótimas pessoas.

Quem domina o silêncio, tem um grande poder na fala.

Apenas acertar não tem graça, não existe evolução de aprendizado, os erros fazem parte do processo.

Tem certas coisas que eu não sei dizer, mas sei escrever para quem ousa entender.

É desperdício de força abrir um sorriso forçado, ele nuca terá a graça nem a beleza que tem um espontâneo.

Quando sabemos que tem um sorriso nos esperando, não tem distância que impeça a caminhada.

Eu sei que os sentimentos que você tem em relação a mim
são belos e puros
cheios de inocência e verdade
mas ao mesmo tempo
eu jamais poderem lhe corresponder
Não porque não te acho bom o suficiente
ou acredito quer você não seja merecedor do amor verdadeiro
mas é que no fundo, você criou expectativas sobre mim

que não fazem parte do que sou
que existem apenas na sua mente e no seu coração
eu não posso lhe salvar do seu próprio desespero
da sua vontade de ser amado hoje e sempre
reconheço a sua bondade e a sua boa vontade de me fazer bem
e de todo coração, desejo que seja feliz
mas eu não serei a pessoa
que vai trazer aquilo que espera da vida
e quero te deixar livre para que possa quem sabe
ser amado ou por outro alguém
qualquer outro alguém,
que não seja a projeção que criou de mim.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Se tem algo que eu aprendi nos últimos anos, é que ou a gente se arrisca e conhece o novo, ou então, ficaremos para sempre na nossa zona de conforto. Permanecer no mesmo lugar evita dores e decepções, mas a longo prazo, tras arrependimento e sensação de incapacidade. Temos que arriscar, não tem jeito. Precisamos conhecer o novo, botar tudo a perder, e assim, ter a chance de ganhar tudo de novo, se tornar uma pessoa melhor e mais corajosa, cheia de vida e de história. Eu sei que no futuro vou me arrepender do que eu não fiz.

No futebol brasileiro, um jogador meia-boca custa R$ 50 milhões. Como o clube não tem essa grana, prefere pagar multas aos técnicos demitidos: sai mais barato trocar de treinador do que admitir que o elenco é ruim. Afinal, enganar a torcida sempre sai mais barato.

Benê Morais

Tem gente que prefere acreditar
na versão doce da mentira do que encarar a dureza da verdade.

Tem escolhas que só o tempo revela se eram ouro ou pó.