Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Bougainvillea com o seu
vermelho intenso
dançando sobre a minha
imaginação e eu por dentro
em total chamamento
pelo pensamento
e o sentimento de alguém
que não está aqui neste momento.
A minha Lua Minguante Gibosa
sobre o Médio Vale do Itajaí
aqui em Rodeio é a mesma Lua
dos desprotegidos deste mundo.
Os abraços do verde deste vale
ainda me dão o privilégio de ter
a liberdade para ter os olhos
voltados para a serenidade.
Para a que a glória da vida
e do amor profundo encontrem
o quê dizem ser só poesia.
Quero crer que a palavra
abrem caminhos e baixam armas
e desfazem todas as guardas.
A minha mente segue
no fluxo da direção
dos cristais temporais
na Ilha do Ferreira.
Ali na Baía do Babitonga
me retiro de uma
parcela do mundo
que já morreu por dentro.
Sempre que celebram
a morte ou um ato violento
enterram é a si próprios.
A opção deles foi por o quê vier,
a misericórdia só a Deus pertence:
escolho mesmo é nem saber.
Os astros dançam
sobre a Baía de Babitonga,
De embalar a sua imagem
já perdi a minha conta.
O meu endereço austral
está escrito neste Hemisfério,
E no coração o poderoso
e mais sagrado mistério.
As correntes conduzem
para a Ilha de Mandijituba
sob esta fase da Lua oculta.
Tenho todos os mais
altos sinais de pertença:
amar esta terra é a sentença.
Fazer-te minha propriedade
privada como a Ilha Queimadas
na Baía do Babitonga é uma
ambição que não abro mão.
Algo de muito de Carijó ainda
permanece em nós e brinda,
e sei que não nada que impeça
de todo o coração e os pés na terra.
Tu haverá de ir e sempre
irá para mim regressar porque
de dentro de ti não tirará.
.
Porque não há mais como negar
a absoluta dama das tuas auroras
e a glória do amor do tamanho mar.
A minha roupa de caipira
foi lavada e perfumada
pelo Sol, pela Lua e estrelas.
Porque sob as bandeirinhas
coloridas de São João
alegrias irão se encontrar.
Eu e você iremos dançar,
e adivinhando no que vai dar
o meu coração está a cantar.
Sorrio mesmo quando estou triste
E a minha alegria é a dor que sinto,
Mas o pranto que no meu peito existe
É a verdade que eu escondo e minto.
Da janela da minha casa vejo meu quintal...
As árvores, as montanhas e o azul do céu que corta seus cumes,
Tudo que está além da minha casa é o meu quintal...
Posso andar, navegar, sobrevoar... basta apenas sonhar...
Da janela da minha casa vejo teu olhar refletido no meu pensamento,
Teus olhos cor de folha de abacateiro...
Mais fácil penetrar na profundeza do mar
Do que entender o silêncio do teu olhar.
Da janela da minha casa contemplo o mundo
Com ar de filósofo...
Os que fingem bondade ou maldade não conseguem perturbar a minha mente, mas os que fingem alegria conseguem inquietar a minha Alma.
Ainda que eu não possa ter a Graça de vê-la Nu@ de preocupações, os olhos da minha Alma lacrimejam de Alegria e Gratidão por vê-la vestida de Sorrisos.
Que eles sejam sempre a sua segunda pele!
À Estimada prima, Valdirene!
O medo de tropeçar no arrependimento por não Caminhar enquanto posso, flerta com as Pernas da minha alma.
Aos 30, eu queria conquistar o mundo, tudo tinha um tamanho muito grande na minha cabeça, hoje eu faço o que posso em todas as áreas.
Você diz que vai embora.
Eu digo “vai”, mas minha voz treme.
Você diz que me odeia.
E eu rio. Porque sei que no fundo você só não sabe mais amar.
Nem eu.
A gente se estraga melhor do que se ama.
Mas tem alguma coisa nesse caos que parece casa.
Alguma coisa doente, instável, mas familiar.
A verdade é que eu não queria ouvir a voz dela. Eu queria ouvir a minha voz com a presença dela no fundo.
Porque a gente aprende a falar diferente quando é ouvido com amor.
E desde que ela foi embora, eu desaprendi até a me explicar.
Infeliz e maldito seja todo aquele e aquela egoísta pessoa que me rouba da minha feliz, justa e perfeita insanidade sem ter a verdadeira possibilidade de me dar os eficazes meios de algumas mentiras e curtas confusas possibilidades para que viva pelo menos por algum tempo, feliz.
A torpe felicidade incomoda à muita gente mas a feliz loucura incomoda muito mais.
