Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Entre o Real e o Fingido
Vivemos em um mundo de aparências, onde todos parecem felizes, atraentes, ocupados, e quem não acompanha esse ritmo, parece fora de lugar.
Nas redes sociais, escolhemos as melhores fotos, às vezes até as antigas para convencer a nós mesmos de que está tudo bem, de que é só uma fase ruim.
Mas por trás das imagens, há silêncio, há cansaço, há dor.
Somos julgados por tudo: pela beleza, pela ausência dela, pela presença, pela doença, pela forma como sentimos ou deixamos de sentir.
E quando resolvemos nos afastar, nos desintoxicar daquilo que nos faz mal, o mundo nos cobra.
Mas quando estamos presentes demais, quando mostramos nossa verdade, também incomodamos.
Ser verdadeiro se tornou quase um ato de resistência.
É complicado existir em um mundo que exige máscaras para aceitar rostos reais.
Complicado ser calmo em meio ao barulho.
Complicado ser essência em meio a tanto personagem.
Poucos percebem o que há nas entrelinhas, o bem maior que cada um carrega dentro de si.
O mundo está apressado, forjando personalidades para que todos pertençam a algo, mesmo que seja ao irreal.
Mas eu me recuso a pertencer ao fingimento.
Prefiro o silêncio verdadeiro a qualquer palavra ensaiada.
Prefiro a ausência sincera à presença mascarada.
Prefiro ser alma, ainda que doa, do que parecer inteira quando estou quebrada.
Elegia 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
FELICIDADE
Um dia uma garota perguntou a uma amiga:
_ Onde estará a felicidade que eu tanto espero?
A sua amiga ligeiramente respondeu:
_ Olha-te no espelho, que saberás onde encontrá-la.
A garota sem ainda ter entendido, olhou-se no espelho e só assim percebeu que a felicidade que ela tanto esperava esteve sempre dentro de si mesma, o que faltava era crer que a felicidade não vai e vem, só precisa ser encontrada.
Mas as pessoas andam muito cafonas, onde já se viu usar sonhos de outro alguém ? Onde já se viu deixar felicidade mofando no armário e só usar na balada, pra mostrar que tem ? Tá tudo muito errado, muito do avesso. Quando eu passo nas ruas, eles riem de mim porque eu não faço parte dessa loucura, mas no fundo eles sabem que eu me visto bem. Ás vezes eu até rasgo uma peça ou outra sem querer, mas depois eu costuro e ás vezes fica até melhor. A questão é que usar o que tem que ser usado sem medo é coragem demais pra essa gente morna. Por isso eu entendo eles continuarem errados, porque se despir do medo, descer do salto quando for preciso usar havaianas é ser muito inteiro, e continuar sendo morno é bem mais seguro do que correr o risco de se queimar.
Queria ter uma caixa do tempo onde todos os momentos fossem eternos e não etéreos. Queria que os momentos mágicos não fossem embora jamais. Será que a magia sempre acaba? Quero entender porque será que a vida nada permanece igual. Porque você vai embora? Porque eu vou? Será que algum dia vou voltar a encontrar você? Queria encontrar o remédio perfeito para não sentir saudades, saber que a vida nos dá momentos inesquecíveis para guardar. Queria que esses momentos não fossem embora jamais ou poder fazer o tempo voltar para começar de novo. Quero entender porque será que na vida nada permance igual.
É Natal. Onde estão os homens vestidos de vermelho? Nas ruas? Fazendo propaganda? De quê? Da fome dos meninos sem presentes (salvo bolas, carrinhos e bonecas que os auxiliem)? Ou vendendo, de dentro da barriga gorda, uma caixa de presente saída de uma sacola imaginária? Serão os seus sorrisos natalinos? Um em dez vive o Natal, os outros nove não têm presente. É Natal! Castanhas? Figos? Presentes? Onde estariam as bombas e granadas, teriam se ocultado por um pouco, ou explodem gentes diferentes em lugares diferentes, mas sempre se esquecendo, é Natal (?) Parariam os canhões por alguns dias? E se parassem, valeria? Janeiro traria sangue outra vez. É Natal, e o seu espírito invade as ruas, mas não acho sempre a sua força, perdida entre comércio, bêbados e tolos. Quem nasceu? Papai Noel? Jesus? É Natal. Mas até quando?
O valor de um amor não se pode comprar
Onde estará a fonte que esconde a vida
Raio de sol nascente brotando a semente.
Dizem que o nosso pensamento pode viajar livre para onde quiser, mas o meu está sempre indo até você. Dorme bem.
Viver é transformar a dor em alegria, é redescobrir coisas belas onde parece impossível, é lutar pelos seus sonhos, é ter fé, acreditar que as tormentas irão passar é ver a vida com o coração e fazer das coisas simples mil motivos para sorrir.
Estou cansado de viver em um mundo onde não posso ser quem sou. Eu mereço uma grande história de amor e quero alguém com quem compartilhá-la.
"Não sei onde nasce o arco-íris mas sei onde estão todas as cores que harmonizam e alegram minha vida."
Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!
- Esta é a parte onde você me diz que se eu machucá-la, você vai me matar?
- Não. Se você machucar Clary, ela é bem capaz de te matar por si mesma. Possivelmente com uma variedade de armas.
Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada.
Infelizmente, hoje nos nossos dias atuais, os valores da honestidade estão em ruína moral.
Onde a virtude é trocada por depravação, perdendo as qualidades naturais próprias. No lugar em que a sociedade achar natural a desonra, a injustiça, a iniquidade, a violação do direito, a nulidade e a imoralidade como parte do caráter dos seres humanos.
