Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A Pastelaria Defronte À Casa Vazia De Mim
Na pastelaria defronte à casa vazia de mim
onde habito
distraio-me nas gargalhadas imbecis
das gentes rotineiras que absorvem meias de leite e galões
fazendo uma espécie de orquestra
com o autocarro parado adiante
falando da vida alheia
com a boca tão cheia
que chegam a cuspir “gafanhotos”espaciais
apanhando os mais incautos.
São raras as vezes que passo por lá,
mas gosto de observar o saltitar dos pardais em busca de migalhas.
Na pastelaria defronte à casa
onde ainda habito
o álcool ameniza as mágoas,
a marijuana devolve-lhes
os sonhos mais banais
e as crianças vagueiam soltas sem jantar
brincando e comendo gomas e chocolates.
Se ao menos fossem como os pardais da manhã a saltitar entre as mesas,
se ao menos fossem como alguns cães que certas senhoras
levam a passear aos quais compram bolos de arroz ou com eles dividem a tosta mista!
Quão estéril é a pastelaria defronte a esta casa vazia de mim!
Ninguém foge dos próprios passos... Onde anda, e porque anda é no fim o resultado das pontes que construiu, das estradas que abriu e dos caminhos que escolheu.. . Sabendo para onde vai, ou caminhando sem destino, as direções determinam, afinal, quem está no comando.
Sabe aquela frase já batida "Não corra atrás de quem não te mereça". Fique parado onde está, para ver o que acontece, se você não correr atrás, ou você e senhor do tempo e mestre do universo. Você que não trate de ir em busca dos seus objetivos pessoais e financeiros, para ver o que acontece. Faça sua parte e corra atrás sim.
Que bom seria ter a felicidade de uma vida sem maldades, me diga onde encontrar essa pessoa, que nunca desejou ou pensou em maldades, mesmo que um instante.
Tereré na Fronteira
Na fronteira onde o Brasil e o Paraguai se encontram,
Ponta Porã, princesinha dos ervais, se destaca.
Histórias gravadas nas memórias dos ancestrais,
Nativos guaranis, bravos guerreiros,
Que através da bebida fresca, o Tereré,
Reverenciavam os antigos nativos,
Cujas memórias ainda vivem nestas terras.
Tereré, símbolo de amizade e cura,
Do corpo e da alma,
Bebida com água pura ou com ervas medicinais,
Os yuyos, plantas nativas que trazem fragrância e cura.
Em cada gole, uma conexão com o passado,
Uma reverência aos que vieram antes,
E uma celebração da vida e da cultura,
Na fronteira onde histórias e tradições se entrelaçam.
Fazer a vida valer a pena de viver.
Vivemos em um mundo onde a corrida contra o tempo e o materialismo dominam nossas vidas. Desde o momento em que nascemos até o dia em que morremos, somos constantemente pressionados a acumular bens e alcançar metas que, muitas vezes, perdem o significado com o passar dos anos.
Essa busca incessante por mais nos faz esquecer que viemos a este mundo sem nada e que, ao partir, também não levaremos nada.
Entre o nascimento e a morte, perdemos dias valiosos com preocupações que, na velhice, se tornam insignificantes. Se todos parassem por um momento para fazer uma análise profunda de suas vidas, perceberiam que essa loucura diária não leva a lugar algum.
Daqui a 80 ou 100 anos, ninguém que hoje está aqui estará vivo. Outros estarão usando nossos bens, morando em nossas casas, e nem se lembrarão de nós.
É nesse contexto que devemos entender a importância de aproveitar cada momento com quem amamos: nossos familiares, pais, mães, filhos, cônjuges e amigos.
O verdadeiro legado que deixamos não está nos bens materiais, mas nas memórias e na história de cada indivíduo que tocamos enquanto estivemos aqui.
As relações pessoais e os momentos compartilhados são o que realmente permanecem e dão sentido à nossa existência.
Portanto, é essencial valorizar o presente e as pessoas ao nosso redor, pois são elas que fazem a vida valer a pena.
O Tempo e o Compromisso Rotariano.
Em cada canto do mundo, onde há uma necessidade, há um rotariano pronto para agir.
O Rotary Internacional, com sua vasta rede de mais de 1,2 milhão de membros, é um farol de esperança e ação.
Desde a erradicação da poliomielite até a luta contra a fome, o Rotary tem sido pioneiro em inúmeras frentes, sempre com um objetivo claro: promover o bem-estar e a paz mundial.
A história do Rotary é marcada por ações que transformam vidas. Em comunidades carentes, onde a saúde é um luxo e a educação, um sonho distante, os rotarianos chegam com vacinas, livros e, acima de tudo, esperança.
A campanha contra a poliomielite é um exemplo brilhante desse compromisso. Graças aos esforços incansáveis dos rotarianos, milhões de crianças foram imunizadas, e a doença, praticamente erradicada.
Mas o trabalho do Rotary vai além das vacinas. Em áreas devastadas pela fome, os rotarianos organizam campanhas de doação de alimentos, garantindo que cada refeição seja um passo em direção a um futuro mais promissor.
Na ONU, o Rotary tem uma cadeira, uma voz que ecoa as necessidades dos mais vulneráveis e promove a paz e a compreensão entre as nações.
Ser rotariano é mais do que ser voluntário; é uma missão de vida. Cada minuto dedicado ao serviço é um presente inestimável, um tempo que, uma vez doado, não pode ser recuperado. E é esse tempo que faz toda a diferença.
Com uma presença local forte, os rotarianos identificam as áreas que mais precisam de ajuda e aplicam seus conhecimentos para encontrar soluções eficazes.
A cada dia, buscamos ser melhores do que fomos ontem. O tempo é uma dádiva, e cada minuto faz a diferença. Em cada ação, em cada sorriso que proporcionamos, engrandecemos nosso espírito e fortalecemos nossa comunidade.
Ser rotariano é, acima de tudo, uma jornada de crescimento pessoal e coletivo, onde o compromisso com o próximo é a maior recompensa.
E assim, em cada canto do mundo, onde há uma necessidade, há um rotariano pronto para agir. Porque, no fim das contas, o que realmente importa é o impacto que deixamos nas vidas que tocamos.
Ciclos da vida: A vida é uma série de ciclos interligados, onde cada fase nos transforma e prepara para o próximo capítulo.
Roda de Tereré.
Sob o sol abrasador da fronteira, onde o Brasil e o Paraguai se encontram como irmãos, o tereré é mais que um simples mate frio. Ele é o fio que tece a identidade de um povo miscigenado, de terras que trocam palavras em português e guarani sem que se perceba a mudança. Em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades separadas apenas por uma rua, o tereré percorre mãos calejadas, histórias antigas e lendas que se misturam à realidade.
A erva-mate, nativa dessas terras, carrega consigo memórias de tempos que já foram. Conta-se que os antigos povos guaranis a consideravam um presente dos deuses, capaz de restaurar forças e aproximar amigos. E assim permaneceu, atravessando séculos e chegando às rodas de conversa onde os brasiguaios se reúnem para contar causos. Entre goles da bebida refrescante, misturada aos yuyos colhidos no mercado vizinho, passam-se os relatos de tempos difíceis, de conquistas, de saudades e de esperanças.
Aqui, a fronteira é apenas um detalhe geográfico. São países diferentes, mas os mesmos costumes, os mesmos rostos, as mesmas risadas ecoando entre as ruas. A vida pulsa com um ritmo próprio, onde cada encontro é celebrado com um tereré compartilhado. Porque na alma dessas terras, não há divisões que resistam a uma roda de conversa regada a erva-mate e memórias que constroem um povo.
Fronteira: linha traçada.
Na fronteira onde a história se entrelaça,
Tropeiros marcham, guerreiros Guaranis em caça.
Lendas vivas, memórias sem fim,
Ponta Porã e Pedro Juan, juntas assim.
O povo fronteiriço, forte e aguerrido,
Sua cultura vibrante, jamais esquecido.
A erva mate que a terra gerou,
Tereré refrescante, tradição que ficou.
Chipa dourada, sabor sem igual,
Comidas típicas, herança cultural.
Chimarrão que aquece, mate a brotar,
Dessas folhas que um dia iam pelo ar.
Beleza de vida nessa linha traçada,
Conquistas e dores, estrada moldada.
Divisão imaginária que nunca impediu,
Mistura de povos, união que nos uniu.
Passado, presente e futuro a tecer,
Duas cidades, um só viver.
No sul de Mato Grosso do Sul a brilhar,
Histórias que seguem e vão se contar.
Que essa poesia celebre a fronteira que pulsa e respira, onde culturas se abraçam e o tempo constrói sua própria melodia.
Onde há memória coletiva, há força comunitária — e onde há esquecimento, há abandono da própria identidade.
O Ouro Verde da Fronteira
Nas margens da Laguna Punta Porã, onde o Brasil e o Paraguai se tocam com as mãos entrelaçadas, a história da erva-mate floresceu como um elo entre povos, terras e destinos.
Antes mesmo de as fronteiras serem traçadas no mapa, a planta nativa já era cultivada pelos guaranis, que a consideravam sagrada. Com a chegada dos colonizadores e das missões jesuíticas, a erva-mate passou a circular além dos limites da mata, tornando-se mercadoria e símbolo de riqueza.
No pós-Guerra do Paraguai, a economia local foi devastada, mas a erva-mate emergiu como um novo ciclo econômico. A Companhia Matte Laranjeira, fundada por Thomaz Larangeira, explorou o potencial da planta, estabelecendo-se em Porto Murtinho e expandindo suas operações.
A produção e exportação de erva-mate impulsionaram o desenvolvimento da região, tornando Ponta Porã um centro produtor e exportador de destaque.
A erva-mate, conhecida como "ouro verde", desempenhou um papel crucial na formação da identidade cultural da região. O tereré, bebida típica feita com a planta, tornou-se símbolo de hospitalidade e convivência entre brasileiros e paraguaios. As rodas de tereré, compartilhadas em praças e ruas, representam a união e a amizade que transcendem fronteiras.
Com o tempo, a produção de erva-mate enfrentou desafios, incluindo crises econômicas e mudanças no mercado. No entanto, a planta continua a ser um elemento central na cultura da região, presente nas tradições, na culinária e no cotidiano das pessoas.
Assim, a erva-mate permanece como um testemunho vivo da história e da cultura da fronteira, conectando passado e presente, Brasil e Paraguai, em um laço verde que resiste ao tempo.
O tereré, mais que uma bebida, é elo de culturas na fronteira, onde cada gole partilhado em roda traduz amizade, respeito e a tradição viva de um povo que se une pela simplicidade do mate.
Educação não é para reprovar é um processo onde nós professores precissamos achar meios de ensinar com prazer e fazer com que os alunos percebam essas diferenças....
Entre cicatrizes e primavera existe um território silencioso, onde a dor se transforma em sabedoria e o tempo, paciente artesão ensina a florir de novo.
É ali, nesse espaço que vive entre o que feriu e o que renasce,
E hoje, onde antes era dor, encontro sentido e a alma aprende a florescer. Passo a passo, floresço mulher: consciente, leve e profundamente minha.👑🌹🥂
Onde o Perdão Não Significa Ficar
Porque há gente tão presa em si mesma
que não enxerga além do próprio mundo;
vive girando no próprio egoísmo
e passa pelos outros como um vento seco.
Machuca e nem percebe
que o coração do outro sangrou.
E às vezes a vida sussurra, em silêncio:
“Tem gente que é tão egoísta que nem percebe que te machucou.”
Mesmo assim, escolho respirar fundo
e não deixar que a dor governe quem sou.
Nem sempre perdoar significa permanecer;
às vezes, é preciso tornar-se inacessível não por orgulho,
mas para impedir que a ferida se repita.
Não somos terreno baldio
para o lixo afetivo de ninguém.
Jutid desperta
num espaço onde memórias são paredes
e vozes são ecos que se perdem antes de tocar.
O chão pulsa, respira,
o pé esquerdo formiga,
o peito ameaça implodir.
E diante dela,
a figura incompleta
ri a metade de um riso que conheceu
mas nunca teve o direito de possuir.
“Você ainda me carrega… ou só não sabe me deixar ir?”
O sarcasmo emerge primeiro,
a defesa automática que sempre falha,
mas a voz engasga, hesita,
e sai em gotas embargadas
como chuva que não se atreve a afogar o lago de lama.
O fragmento de si mesma, parado diante de si,
não ri, não foge.
A memória repete-se,
o ciclo de perda e silêncio se repete,
até que as palavras finalmente rompem
o casulo de auto sabotagem.
Não são perfeitas.
Não são limpas.
Não precisam ser.
Mas existem.
E nesse existir, a saudade ainda dói,
mas não prende mais.
O peso no peito se desloca,
e um eco de verdade permanece.
“Você não precisava dizer certo…
Só precisava dizer.”
O ar muda.
O amargo perde força.
E Jutid percebe que, finalmente,
o silêncio não a define mais.
"Nos momentos onde nos encontramos perdidos em nossas angústias, Deus vem com alívio e esperança. "
