Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A zona de conforto é acolhedora, mas também é o lugar onde os sonhos adormecem, a coragem esfria e a evolução é adiada indefinidamente.
A nossa mente é um ninho de pensamentos, onde incertezas predominam as certezas e intuições geram duvidosas perguntas internas carregadas de suas derivadas respostas.
Não insisto! Pois conheço a mim mesmo, meus limites e até onde consigo chegar. Agradeço a todas as oportunidades que a vida me proporciona.
O amor não recíproco, é como uma doença que acabou de surgir
Onde, ainda não há remédios para curá-lo
Só resta o tempo criar a cura.
O futuro repousa nas Mãos de Deus, mas o presente é nosso jardim, onde semeamos o que iremos colher no amanhã.
Ações machucam, mas palavras é onde mora a chave... Palavras são feitiços, o verbo divino, tudo o que falam pra você é uma magia que altera sua realidade, foque sempre Nas pessoas positivas, de vibrações altas que sempre te abençoam, saia de perto daqueles que só amaldiçoam você.
Eles não fazem por Mal, mas ainda fazem.
Muros onde antes havia jardins
Eu aprendi cedo a abrir a porta sem perguntar o nome, a oferecer água antes de saber a sede, a confiar como quem acredita que o mundo responde à altura do gesto e foi assim que me feriram: não pela força, mas pelo acesso. Gente que entrou com discurso de luz e saiu levando todo o trabalho construído em conjunto, gente que vestiu a palavra “evolução” enquanto usava o esforço alheio como escada, gente que confundiu minha generosidade com permissão, minha escuta com ingenuidade, minha visão com território livre. Doeu mais porque não veio de inimigos, mas de afetos: mãos que eu segurava, ideias que compartilhei, sonhos que tratei como comuns. Há em mim uma constituição feita de entrega, de leitura profunda do outro, de desejo sincero de construir junto e é exatamente isso que me expõe. Carrego no peito um coração que não sabe operar na lógica da suspeita, mas agora pulsa em estado de alerta, cansado de aprender pela fratura. Não é que eu tenha perdido a fé nas pessoas; é que a dor ensinou limites à minha confiança, levantou muros onde antes havia jardins. Ainda assim, sigo tentando decifrar como proteger o que sou sem me tornar dura, como honrar minha essência sem continuar sangrando, como transformar essas traições em fronteiras conscientes e não para fechar o mundo, mas para, enfim, escolher melhor quem pode atravessar.
Como posso ser um ser diante do meu ser, se não sei onde encontra-se o meu ser, nessa imensidão do ser e ante a ausência do entender o que é o meu ser?”
"A verdade exige o contraditório; ninguém detém o monopólio do real. Onde a pluralidade de vozes é silenciada, o que subsiste não é a verdade, mas o dogma."
O Que Nos Mantém Inteiros
Neste mundo de barulho, onde o respeito é escasso, a gente vence o orgulho e se aperta num abraço.
Para quem não tem o poder da palavra de decisão, nos ouvir é o que faz viver e segura o coração.
Se a nossa voz não alcança quem está lá no topo, sozinho, a gente cria a esperança escutando o nosso vizinho.
Para seguir sempre inteiros e a alma não se quebrar, somos nós os companheiros que sabem se respeitar.
A Coragem de Ser
O mundo insiste em dar o mapa, em dizer por onde andar e como se vestir. Ele adora o que é igual, o que não faz barulho, o que cabe na caixa. E quem é diferente? Quem sente diferente? Esse, o mundo tenta isolar.
Mas a verdade é que, se você não assume as rédeas da sua história, você vira um figurante na própria vida. E não tem nada mais triste do que olhar no espelho e não reconhecer quem está ali, porque o rosto foi moldado por mãos alheias.
Viver de verdade é um ato de rebeldia. É dizer "não" para os moldes e "sim" para o que pulsa aí dentro, mesmo que ninguém entenda. Não deixe que ninguém coloque cercas no seu existir. O planeta é grande demais para a gente viver apertado no julgamento dos outros.
Seja você, com todas as suas estranhezas e cores. Porque quem não vive a própria vida, no fundo, nunca chega a existir de verdade.
Umbigo
A ambiguidade não chega,
ela nasce conosco.
Mora no centro do corpo,
onde a vida começou
e nunca se desfez.
Entre o que somos
e o que mostramos,
há esse ponto silencioso
que tudo sente.
Ser humano
é viver assim:
ligado, rasgado
e inteiro ao mesmo tempo.
Geografia da Incerteza
Não sei onde habito. Se sou este que agora respira, preso na pele, no susto, no grito, ou se sou apenas a moldura de uma mentira.
Talvez eu more no que fui, nos rastros de passos que o tempo apagou, num rio de ontens que em mim ainda flui, na sobra de alguém que de mim se cansou.
Ou quem sabe meu nome esteja guardado no que eu não ousei, no que ficou por vir, naquele silêncio que foi sufocado por medo de queda ou por medo de rir.
Sou o centro, o rastro e o horizonte, um nó no umbigo, uma eterna procura. A gente é a sede, a estrada e a fonte, perdidos no meio da própria mistura.
Lembra daquele sumiço? Com ele aprendi a me guiar não para onde costumávamos ir, mas onde eu nunca iria sozinho por medo de me encontrar. Lembra quando descobri que existia uma outra pessoa em sua vida? Foi o mesmo momento em que entendi que as pessoas que mais sofrem são aquelas que não sabem o que querem, e neste caso era você. Lembra das melhores festas, dos melhores restaurantes, dos melhores parques, das melhores praias? Tudo isso só valia a pena porque era a única hora em que eu percebia seu verdadeiro sorriso e sua verdadeira satisfação, e o mais magnífico, éramos só eu e você. Lembra do pôr-do-sol juntos, do beijo na chuva, de rir até a barriga doer, de correr descalço, de passear com os cachorros? Nunca se lembrará, pois era apenas parte do meu sonho e da vida que eu desejava - e pretendia - viver contigo. E quando me dizia que viria me ver, mas sempre arrumava uma desculpa, também se lembra? Aprendi a arrumar desculpas pra mim também, dentre elas a de ter a certeza de que você nem sempre merecia a minha espera, a minha preocupação, o meu melhor. Aprendi a ter forças diante de cada fraqueza, inclusive nos momentos em que prometia não mais te procurar, e procurava; e aprendi a viver depois de quase morrer por medo de te esquecer um dia, apagando de vez aquele amor puro. Aprendi a desconfiar de tudo, me fechei para o mundo, e te agradeço por isso. Se eu não aprendesse a me fechar, talvez eu vivesse sempre com aquele romantismo sem graça, sem cor, sem consistência, sem insistência, sem exigências, sem reticências... Como disse Aristóteles, "Talvez eu seja enganado inúmeras vezes. Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém merece a minha confiança."
Não estou onde estou porque pensavam que esse seria meu lugar; não tenho aparência, vestimenta ou origem privilegiada! Sou plebeu, descendente de plebeus, porém tenho a intenção de legar uma monarquia à minha descendência.
