Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
O silêncio é um mestre silencioso, tecendo respostas onde as palavras se esvaem; é no seu amplo espaço que encontramos a sabedoria de ouvir o essencial e a coragem de acolher o que não precisa ser dito, pois é na quietude que as verdadeiras respostas se revelam.
Precisamos de saber para onde vamos. A governação não pode continuar a ser um exercício de improviso, como se bastasse fingir que somos um Estado.
A vida é um contínuo processo de reflexão e transformação, onde cada dia nos oferece a oportunidade de avaliar, aprender e evoluir, tornando o autojulgamento diário um caminho para o crescimento e a sabedoria.
Não me peça pra te seguir
se nem você sabe onde pisa.
Caminho desconhecido não é convite,
é risco disfarçado de promessa.
Tua estrada não aponta destino,
só gira em círculos de dúvida e ilusão.
Eu não nasci pra andar perdido
nem pra apostar meu futuro na tua confusão.
Respeito quem anda sem rumo,
mas eu escolhi direção.
Não me peça lealdade ao vazio
nem fé onde não existe chão.
Quem não sabe aonde vai
não pode exigir companhia.
Eu sigo em frente —
com verdade, com coragem,
e com o passo firme de quem sabe
que caminho sem propósito
não é caminho, é desistência.
Lamento por Orelha
Na areia da praia ficou o silêncio,
onde antes corria teu riso canino.
Orelha, amigo de olhar sincero,
te tiraram a vida num ato tão vil, tão mesquinho.
Não foi a natureza, nem o tempo,
foi a mão cruel que não soube amar.
Covardia não vence lealdade,
nem apaga o bem que soubeste deixar.
Teu latido ainda ecoa no vento,
teu afeto mora em quem soube te ver.
Descansa em paz, pequeno guerreiro,
há uma justiça maior a te acolher.
Quem ama jamais esquece,
quem sente, jamais se cala.
Orelha vive na memória
e no clamor de toda alma que não se conforma.
O fanatismo é uma forma acentuada de cegueira ,com ela os olhos veem coisas onde não existem ,a alma sente temores de coisas que não fazem mal algum ,perde se a noção do certo ou errado ,do belo ou feio ,ela condena inocentes, liberta culpados e camufla preconceitos patológicos e insanos.
Todos os mundos ficcionais que construímos e onde nos inscrevemos, como mergulho fundo, sem conhecer a sua profundidade, passam a ser o mundo próprio onde vivemos, onde nos esculpimos e nos enterramos na pedra erigida.
Num mundo de assimetrias, onde os extremos se isolam e os excessos asfixiam a alteridade, a convivência torna-se apenas uma sombra do que poderia ser.
Aquela rua, no silêncio adormecido de um corredor sem fim, onde cada passo ecoava no escuro, fazia-se rasgo memorial.
Ainda há médicos heróis! Este, teve a audácia de ser luz onde outros viam sombra, e a resiliência de permanecer quando o mundo escolheu partir e deixar o edifício abandonado.
Aquela cor que não era sol nem lua, mas a terceira luz, a que só acendia onde o tempo se esquecia de passar.
Um exemplo de força e determinação que vai se desviando dos obstáculos por onde passa. Diamante Negro e o rio que brilha como os raios do sol, mostrando o quanto é sublime este grande encontro das águas, tornando-se num espetáculo da natureza que vai desbravar caminhos até chegar no grande oceano e se transformar no Diamante azul que conhece todos os segredos.
Nunca conseguirei compreender um mundo concebidopor um ser “generoso” e equitativo, onde uma espécie já vem ao mundo destinada a ser presa de outra, perecendo estraçalhada por dentes afiados!
Vai se iniciar o tempo em que o
sorriso é mais feliz; onde o
amanhecer florece numa sempre
mesma diretriz.
A matriz alegrante que sempre
seduz; o tempo certo do Amor e
da paz, onde se planta e logo
reproduz.
Prima-vera, bela e linda, com
cheiro de uma nova vida.
Tempo de florecer muitos
sorrisos de alegria; tempo que
enche o ar com maravilhosas
fragrancias que vivifica.
