Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia

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Não mais me deitar no feno perfumado ou deslizar na neve deserta.
Onde eu exatamente me encontro?
O que me surpreende é a impressão de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice.
O tempo é irrealizável.
Provisoriamente o tempo parou para mim.
Provisoriamente.
Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro.
O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar.
Portanto, ao meu passado, eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minha necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo.
Hoje, que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele.
O que eu sempre quis foi comunicar unicamente da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente o sabor da minha vida.
Acredito que eu consegui fazê-lo.
Vivi num mundo de homens, guardando em mim o melhor da minha feminilidade.
Não desejei e nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.

Lembremo-nos que no universo há um grande e benigno poder, que é capaz de abrir caminho onde não há caminho.

E eu não sei de onde eu vim
Mas iria fácil, agora, a uma pizzaria

Corro atrás do tempo.
Vim de não sei onde.
Devagar é que não se vai longe.

MORRI POR UNS TEMPOS
Causa da morte: cansei de mim.
Para onde fui: me divertir no inferno! :)

Não se pode pensar em movimento radical, forte e vivo, onde não haja controvérsia. A unanimidade absoluta só existe nos cemitérios.

Não importa de onde vim, mas, sim, aonde quero chegar.

Onde Napoleão falhou, obterei sucesso, vou desembarcar nas praias da Inglaterra.

Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.

Paulo Freire
Pedagogia da Indignação

Onde não puderes amar, não te demores.

Eleonora Duse

Nota: Frase por vezes ligada a Frida Kahlo e Augusto Branco, mas atribuída a Eleonora Duse na Gazeta Literária (1952-1971)

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A verdadeira beleza não está no rosto onde muitos procuram, mas sim no coração onde poucos encontram.

Para onde vou? e a resposta é: vou.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Arre! Estou farto de semi-deuses! Onde é que há gente no mundo???

Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o lugar. Viver é muito perigoso...

Onde amamos, é o nosso lar: lar que nossos pés podem deixar, mas não nossos corações.

Ninguém volta de bom grado a um lugar onde foi maltratado.

A vida, meu amor, é uma grande sedução onde tudo o que existe se seduz. Aquele quarto que estava deserto e por isso primariamente vivo. Eu chegara ao nada, e o nada era vivo e úmido.

Clarice Lispector
A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Suporto tudo nessa vida, menos as fases transitórias, aquelas onde já abandonamos o lugar em que estávamos mas ainda não chegamos aonde queremos.

A Ideia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Perder a mãe na infância é perder o solo onde caminhar. É o último estágio da dor de uma criança.