Minha Sede de Viver e uma Ameaca Atomica

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A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso.

Uma das características do gênio é a intuição: ver sem esforço o que os outros somente descobririam com grande trabalho.

Há na sensualidade uma espécie de alegria cósmica.

Meu desejo maior é ter em casa uma mulher razoável, um gato a passear entre meus livros e, a todo tempo, amigos. Sem tais prazeres eu não viveria.

O homem hoje, para ser salvo, só tem necessidade de uma coisa: abrir o coração à alegria.

Uma mentira pode correr meio mundo antes que a verdade consiga calçar as botas.

É uma hipocrisia esforçarmo-nos para ser bons; temos de nascer bons ou então não vale a pena metermo-nos nisso.

A arte é uma ferramenta; os espíritos são os operários.

A morte é de certa maneira uma impossibilidade, que de repente se torna realidade.

Trabalho intelectual é uma expressão errada. Não é uma expressão errada. Não é trabalho, é prazer, dissipação, nossa maior recompensa.

Conhecer bem uma pessoa é tê-la amado e odiado.

Se todos os economistas fossem postos lado a lado, nunca chegariam a uma conclusão.

Para que uma pena produza o seu efeito, basta que o mal que ela mesmo inflige exceda o bem que nasce do delito.

Uma vida sem amor, não importa quantas outras coisas tenhamos, é uma vida vazia e sem sentido.

Se a guerra é uma coisa horrível, não seria o patriotismo a ideia-mãe que a nutre?

Uma boa colecção de anedotas e máximas é o maior tesouro para o homem experiente, se ele souber entremear as primeiras em lugares convenientes na conversação e lembrar-se das segundas no momento oportuno.

Uma pitada de poesia é suficiente para perfumar um século inteiro.

O amor é de uma natureza tal que, quanto mais se ama, mais se deseja amar.

Existe uma crença hindú em que cada pessoa vive em uma casa de quatro cômodos: um físico, um mental, um emocional e um espiritual. A maioria de nós tende a viver em um dos cômodos a maior parte do tempo, mas a menos que entremos em todos os cômodos todos os dias, mesmo que somente para mantê-los arejados, nós não estaremos completos.

Auto-retrato

Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. Mafuá do Malungo, 1948