Minha Sede de Viver e uma Ameaca Atomica

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Se os seus sentimentos ainda são os mesmos de abril, diga-me. Minha versão e meu desejo ainda são os mesmos...

Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.

Essa é a minha família. Eu a encontrei sozinho. É pequena, e está desfeita, mas continua boa.

Só sei que nada sei e por saber que nada sei, fico sabendo mais que os outros...

Quando eu começo a gostar de você, você vai embora.

Fantasia em Vôo

Um beijo na tua boca
com muito amor e carinho
é melhor e mais gostoso
que uma taça de vinho

Teus olhos lagos serenos
são a minha perdição
Teu corpo pegando fogo
até parece vulcão

Vou atirando palavras
rumo ao teu coração
como menino brincando
com cinco pedras na mão

Queria ser uma rosa
pregada no teu vestido
para morrer afogado
no teu decote atrevido

No terreiro do teu corpo
quero ser um "passarim"
ciscando meu bom almoço
numa alegria sem fim.

Minha vida continuou e de repente eu me dei conta de que poderia viver sem você.

Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz

Vinicius de Moraes

Nota: Trecho da música "Amor em paz"

Meu silêncio é um mero traiçoeiro que forja aos demais uma falsa percepção do meu eu, a clandestinidade é meu destino talvez, sina que me espera ao pé do leito todos os dias. Mas mesmo assim existe em mim um silêncio que me faz bem e seu nome é TEMPO, este me alia às amaduras contra o desespero.
É simplesmente por não ouvir Tua voz, não Ver-te face a face, em não ser o que Queres que eu seja que almejo por mais, por ser alguém conforme Teu sonho. Mas ao retornar do ponteiro, vejo-me da mesma forma que fui outrora, com as mesmas falhas, as mesmas angústias, as mesmas dúvidas, então calo-me para não cometer a insanidade de proferir e formar em meus lábios as frases que tanto faz a humanidade cair em loucura. Oh! Tolo coração por que te embriagas deste vinho? Por que quer ser dependente da "felicidade" que é alheia a vontade de quem mais te ama?

Gosto de tudo que ameaça morrer e de repente se levanta, mais vivo ainda, surpreendendo a todos!

Espero que a minha vida não tenha sido em vão.

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

Minha vida não é essa hora abrupta
Em que me vês precipitado.
Sou uma árvore ante meu cenário;
Não sou senão uma de minhas bocas:
Essa, dentre tantas, que será a primeira a fechar-se.

Sou o intervalo entre as duas notas
Que a muito custo se afinam,
Porque a da morte quer ser mais alta…

Mas ambas, vibrando na obscura pausa,
Reconciliaram-se.
E é lindo o cântico.

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As folhas caem como se do alto
caíssem, murchas, dos jardins do céu;
caem com gestos de quem renuncia.

E a terra, só, na noite de cobalto,
cai de entre os astros na amplidão vazia.

Caimos todos nós. Cai esta mão.
Olha em redor: cair é a lei geral.

E a terna mão de Alguém colhe, afinal,
todas as coisas que caindo vão.

Ultimamente ando sendo uma mulher de poucas palavras e muitos sentimentos. Por mais que minha boca permaneça muda, meu coração insiste em gritar.

Uma cumplicidade muda, e tão secreta que, penso, talvez você nunca tenha percebido. Na minha memória - já tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos.

Se eu perder minha capacidade de criticar serei uma serva da teoria e não uma serva da humanidade.

Minha língua, quando te vê, quer logo te dizer coisas lindas e assustadoras. Então é uma luta prendê-la no céu, deixando na terra apenas meu cordial "oi" que você queria sem querer. Então fomos pegar água. Brindamos com a água. Você com sua mania de conversar quase dentro da minha cara. Eu vesga de te ver tão perto. Seu charme míope e inseguro. O menino inseguro que conversa colado na minha retina. Que insegurança é essa? Eu não te pergunto nada, apenas desejo tanto você que sorrio como se não me importasse com sua existência. Mas você resolve se explicar mesmo assim. Porque "seus olhos estão sempre me perguntando algo", você diz. E você começa sua loucura que me faz gostar ainda mais de você.

Rock and Roll é uma bobagem, mas é minha vida, meu trabalho.

A desistência é uma revelação. Desisto, e terei sido a pessoa humana – é só no pior de minha condição que esta é assumida como o meu destino.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Fito-te - E o teu silencio é uma cegueira minha.