Minha Sede de Viver e uma Ameaca Atomica

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A vida é uma jornada, ela não leva a um destino exatamente, mas a uma transformação.

O amor é difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz é para poucos!

Ercília Ferraz de Arruda Pollice

Nota: Trecho do poema "Hoje quero falar para os apaixonados", de Ercília Ferraz de Arruda Pollice. É muitas vezes atribuído de forma errônea a Cecília Meireles.

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Aprendi que 50% das pessoas são falsas e as outras 50 não se pode confiar 100%.

Paulo de Tarso Pinto Silva

Nota: Autoria não confirmada.

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.

Mais isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.

Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas
e iguais também porque o sangue,
que usamos tem pouca tinta.

E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar
alguns roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.

(Morte e Vida Severina - Introdução)

Mesmo sem querer fala em verso
Quem fala a partir da emoção

Os rios

Os rios que eu encontro
vão seguindo comigo.
Rios são de água pouca,
em que a água sempre está por um fio.
Cortados no verão
que faz secar todos os rios.
Rios todos com nome
e que abraço como a amigos.
Uns com nome de gente,
outros com nome de bicho,
uns com nome de santo,
muitos só com apelido.
Mas todos como a gente
que por aqui tenho visto:
a gente cuja vida
se interrompe quando os rios.

João Cabral de Melo Neto
Morte e vida severina. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

Como aceitara ir
no meu destino de mar,
preferi essa estrada,
para lá chegar,
que dizem da ribeira
e à costa vai dar,
que deste mar de cinza
vai a um mar de mar;
preferi essa estrada
de muito dobrar,
estrada bem segura
que não tem errar
pois é a que toda a gente
costuma tomar
(na gente que regressa
sente-se cheiro de mar).

Lembre-se de cavar o poço bem antes de sentir sede.

Sede vosso próprio guia e vosso próprio archote.

As massas nunca tiveram sede de verdade. Elas querem ilusões e não vivem sem elas.

Seja sincero em sua busca. Faça tudo por ela.
Ela é a sede de conhecer o original através do reflexo que o torna digno do acidente final:
- A Iluminação.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.

Jesus Cristo
Bíblia, Mateus 5:6

[Sobre o matrimônio]

Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho.
As cordas de lira estão separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

De todos os animais da criação
o homem é o único que
bebe sem ter sede
come sem ter fome
e fala sem nada dizer

saudade é agonia
é beber todo dia e ainda assim ter sede
é se fartar na mesa e ainda sentir fome
é mergulhar no olhar e ainda assim se sentir de fora
é dormir como pedra e acordar quebrado
é andar lado a lado e sentir a distância
é dar a mão e quase nunca encostar de verdade
é estar lotado de emoções e ainda sentir o vazio
é pensar o tempo todo e viver com a cabeça nas nuvens
saudade é agonia
não é o passado bom
é o presente cheio de vontades...

Sugestão

Sede assim — qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Flor que se cumpre,
sem pergunta.

Onda que se esforça,
por exercício desinteressado.

Lua que envolve igualmente
os noivos abraçados
e os soldados já frios.

Também como este ar da noite:
sussurrante de silêncios,
cheio de nascimentos e pétalas.

Igual à pedra detida,
sustentando seu demorado destino.
E à nuvem, leve e bela,
vivendo de nunca chegar a ser.

À cigarra, queimando-se em música,
ao camelo que mastiga sua longa solidão,
ao pássaro que procura o fim do mundo,
ao boi que vai com inocência para a morte.

Sede assim qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Não como o resto dos homens.

Cecília Meireles
MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

Olho os teus lábios
quero deixa-los molhados
estão com sede de beijos
loucamente apaixonados
teus lábios me querem
minha boca ardente
e a minha língua quente
Meu olhar te pede:
Vem cá!!!
vem me amar.

Olho tuas mãos
desejosas de movimentos
querem deslizar em nossos corpos
de sentir a nossa pele
arrepiando-se aos poucos
Olho nossas almas
são uma unica forma
na palma de nossa mãos
Vem cá!!!
vem me amar.
(Fouquet, 2010)

Amor é sede depois de se ter bem bebido.

Tanto eu quanto os outros – somos apenas espelhos refletindo a sua própria sede de sangue. (...) Você deve ter enfrentado muitas pessoas pela sua vida... Mas você deve entender... Eles não eram inimigos, até você forçá-los a se tornarem.

As pessoas estão confusas porque na sede de saber Quem Elas Realmente São elas acreditam que são o que não são.