Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

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Desde tempos remotos, tempos que minha memória não consegue alcançar, meu coração já esperava pelo seu.

ENSAIO POÉTICO


Dedicado a
Maria das Dores
(Dona Dorinha - Minha mãe)


POEMA
OU QUASE VERSO MATUTO


Félix di Láscio


Arruma tudo, vambora
qui hoje vai tê animaçan;
sigura na mão di Rosinha,
si ajeita ca bichinha,
qué prumode Dona Dorinha,
sabê qui voismecê
tem muito amô no coração!


Félix Di Láscio - Poeta e Pensador Paraibano
www.napoltrona.net | felixdilascio.facebook


Reeditado no dia 16/16 às 21:40

Sorrisos Roubados

”No dia em que meu corpo se encontra cansado e minha alma abalada, tento manter minha mente sã. Não me permito, em momento algum, entrar em devaneios fugazes, pois devo seguir firme nas minhas obstinações em prol de promessas a mim mesmo feitas.

Seguirei neste caminho conturbado que decidi trilhar, buscando sempre aquilo que há muito me foi tirado, restando em mim esse triste vazio de sorrisos roubados."

"Não sou movido a mídia, sou movido a minha realidade."

Não gasto ENERGIA à toa.

Desde que paguei minha primeira conta de luz,


aprendi que ENERGIA custa caro.






obs. não é sobre energia elétrica.

Trago em mim marcas da vida que nunca deixarão minha pele, minha vida, minha memória;
Trago feridas abertas que sangram e que jamais cicatrizarão;
Trago malas cheias de desventuras, desconfianças e agruras; mas uma coisa que não trago na minha viagem é a deslealdade ou o mal travestido de bondade….

Me fure, atire em mim, me chute, corte minha cabeça, só não me peça pra ficar nesse mundo por nem mais um segundo⁠.

Às vezes me pego pensando em como seria minha vida se tivesse feito diferentes escolhas... Acho que esses pensamentos estão começando a tomar conta do meu dia a dia. Eu já não me sinto mais vivendo o agora. Sinto que o que eu vivo é uma escolha errada que tomei anos atrás e agora já não tem mais volta. Às vezes quando eu sonho me sinto em uma de minhas boas escolhas, e, ao acordar, volto na realidade dessa "escolha errada"... Sei lá, já não sei o que fazer.

Meus estimulantes existem para me tornar produtivo, para emprestar importância à minha existência dentro do seu cronometrado tempo de efeito. Ao fim da dose de dopamina, resta a carcaça real do meu ser — um empilhado de nada.
No ápice, entrego o que planejei; fora dele, sigo de onde nunca saí. O ponto exato em que parei é onde aceitei que sempre estarei. E já não sinto esperança na mudança. Mas fiquem tranquilos: amanhã estarei produtivo de novo, em mais um pico da "melhor" parte de mim. Ou do que essa droga inventa de mim.

Pisquei os olhos, anoiteceu
Bocejei, o cabelo alvejou
Deu um pulo, a minha filha cresceu
Gargalhei, a aposentadoria chegou

⁠sou o que é possível ser feita de retalhos que costuro com os melhores tecidos de minha trajetória 🌄

Foi minha própria família que me ensinou uma verdade cruel: às vezes o mundo lá fora parece menos pesado do que aquilo que a gente é obrigado a suportar dentro de casa.

Engenho Afetivo


Demétrio Sena - Magé


Sou a minha versão mais trabalhada,
quando sou responsável por alguém;
porque nada no mundo é tão urgente
quanto a conta que tenho que me dar...
O amor me sequestra não sei como,
para ser prisioneiro de ser preso,
defender indefeso, a qualquer custo
a quem tem minha vida em suas mãos...
Torno a própria verdade mais latente,
minha síndrome árdua de Estocolmo;
viro gente que sabe virar bicho...
Rompo todas as forças que não tenho,
ou as tenho por força de ser fraco,
num engenho afetivo que me ativa...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

⁠Dores Dores
Minha alma chora
Flores flores
É o que alivia agora👌🏾🔥💨

1964, o ano de minha eclosão: abriu-se uma fenda no tempo sob o magnetismo de seis eclipses e o alinhamento cósmico de quatro mistérios solares e dois segredos lunares.
Reno Fioraso

A chuva traz o silêncio.
Minha alma se acalma,
os sentimentos se aguçam.
Na melancolia, chega também o entusiasmo,
e o alento me compensa
com momentos tão bons.


O pingo na telha…
e um coração em paz.


Otávio Mariano.

O Perfume de todo dia.

Quantas histórias vivo em minha cabeça.
Mas minha cabeça é só uma, e as histórias são muitas.
Nela se passa tudo e tudo se passa.
o passado e o futuro, nada se para.
No presente existo, mas não deveria.
Pois nele se ignora o que certo seria.
Presenciar o amor de todos os dias.

Ao seu lado sigo, sigo a minha vida.
Eu sinto a rotina de todos os dias.
Como a noite espera, espero o final do dia.
E nele sentir seu perfume, como um presente no dia a dia.

Esta é a minha carta de despedida


Desejo ser cremada. Quero abraçar as chamas em meu último contato físico, mesmo que meu corpo já não carregue vida, apenas uma casca vazia. Essa casca, que um dia sorriu, agora se despede. Joguem minhas cinzas ao mar, deixem as ondas salgadas me levarem. Que eu toque o mundo inteiro, mesmo em fragmentos dispersos.
Não quero funerais nem celebrações fúnebres. Só de imaginar a hipocrisia dos lamentos, o som de vozes dizendo o quanto me amavam ou sentiriam minha falta, sinto um peso que não quero levar. Por que poupam palavras tão belas em vida para oferecê-las apenas na morte? Não chorem. De que valeria? Não verei seus rostos tristes, nem poderei confortá-los pela perda.
Não sei se quero ser lembrada — depende da imagem que carregarem de mim. Seja na memória, no coração ou no vazio de um momento. Apenas saibam que parti sem arrependimentos. Se houver algum, que seja um reflexo das escolhas que fiz. E com elas, boas ou ruins, estou em paz.
Não chamem todos, apenas os próximos, os íntimos. Meus amigos, minha mãe. Não tragam parentes que vivem onde Judas perdeu as botas. Quero ao meu redor aqueles que estiveram comigo em vida, compartilhando momentos que valeram a pena.
Lembrem-se de mim como eu fui, em cada hora, em cada dia. Seja nos meus dias bons ou maus. Quando eu reclamava do cabelo. Quando chorava por não dar conta das mil tarefas que me cobrava. Ou quando sorria apenas por comer morangos. Lembrem-se de mim por inteiro, com meus erros e falhas, acertos e verdades.
E onde quer que eu esteja, partirei em paz, sabendo que, de alguma forma, vivi em suas lembranças.

Sou antigo. Minha mente não foi educada pelo fluxo raso dos vídeos transitórios, mas pela disciplina contínua da leitura, onde o pensamento é construído, não consumido.

A minha confiança existe, mas a desconfiança também anda ao mesmo tempo.