Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
ele, ela, eles...
Não se importam mais....
Parece triste, talvez.
Parece desesperador, talvez seja.
Parece egoísta falar assim de pessoas, mas não é.
Egoísta seria eu não estar falando a verdade!
Acho que só não estou oca porque estou cheia de saudades.
É ela que me preenche quando você falta.
Uma presença dolorosa, mas viva.
Saudade, ação que nos une.
A saudade não pede licença. Ela é como um hóspede inconveniente que aparece sem avisar e, mesmo sem ser chamada, se ajeita no sofá da sala. Vai se espalhando pelos cantos, invadindo os espaços, tirando o ar do peito. Ela chega numa tarde qualquer, quando o relógio insiste em te lembrar que o tempo está passando, mas você insiste em resistir. E, sem aviso, tudo o que parecia guardado, bem trancado, explode: uma conversa interrompida, um abraço que nunca aconteceu, e você fica ali, mudo, sem saber o que fazer com tanto.
A saudade não é só falta; ela é também sobra. Sobra de risos antigos, de momentos que o tempo tenta, em vão, desgastar. Mas quem disse que o tempo tem esse poder? A memória desafia o instante, mantém tatuados os gestos, as palavras, até o jeito de inclinar a cabeça. E aí está o truque: a saudade não é ausência, é a presença de quem ainda mora em nós. Deus gosta de histórias com linhas tortas, e talvez eu também, pois, no meu coração, quem se vai sempre fica.
Há dias em que a saudade bate com pressa, como se quisesse me dar um tapa na cara, gritando que a vida continua, mas o coração é teimoso e espera. O tempo passa, mas na mente ainda sobra aquele sorriso tímido, aquela piada boba que só nós entendemos e aquela conversa infinita sobre quem éramos e no que nos transformamos. É como sentir o hálito de hoje desejando o aroma de amanhãs.
Dizem que a saudade é um fardo, um peso que nos empurra sempre pra frente. Mas eu prefiro acreditar que ela é uma ponte. Penso assim como Rubem Alves dizia: "a saudade é nossa alma dizendo para onde quer voltar". A saudade diz muito sobre o ontem, mas é também uma inspiração para o que ainda está por vir. E enquanto estivermos vivos, sempre vem.
Enquanto o tempo corre, me pego rezando para que, onde quer que estejas, o ser desse meu saudosismo, estejas bem. A saudade, no fundo, é isso: uma oração muda para que quem está longe siga feliz. Tentamos visualizar boas realizações, mesmo que a distância doa e a falta aperte, porque é pelos olhos que florescemos. Também é por eles que recordamos.
Fecho os olhos para ver o tempo e ouço o sotaque da emoção da minha alma. Ela me lembra que, apesar da distância, ainda estamos conectados. Porque, se ainda sinto, é porque o amor ainda respira. E se o amor vive, vale a pena esperar. Quem sabe não habite aí a verdadeira função da saudade: conectar pessoas no presente para garantir futuros sorrisos.
Que o nosso hoje seja como um dia sonhamos, para que amanhã uma boa emoção nos acompanhe quando olharmos para o que agora estamos decidindo e fazendo.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
Nunca esqueci de uma doutora em Linguística. Ela é conhecida por ser uma professora exigente e, apesar disso, me apoiou muito. Ela me deixou uma frase cheia de metáforas, pois havia feito graduação em Fisioterapia e vivenciava a inclusão, assim como eu.
A frase era: "Para muitos surdos, como um carro ao longo da estrada, as árvores representam algo vazio e sem significado. No entanto, para mim, cada árvore, com suas folhas, madeira e diversidade, simboliza o meu conhecimento."
Isso me deixa sem reação no cérebro. Minha paixão é o conhecimento, e apesar das adversidades—cada obstáculo, pressão, perda, confusão, reparo, desafio e luta—sinto que o Letras Libras é rápido e proporciona oportunidades e ganhos para outros. A sensação é de que, apesar das dificuldades, meu conhecimento se expande, mesmo que o processo traga novas e inesperadas complexidades.
Enfim, o nome dela é Carolina Ferreira Pego.
“Ela é como a lua
tem fases e fusos próprios.
Míngua, cresce e se re nova.
Ela é como a lua cheia
de vontades.”
Voe...
Voe porque a tempestade sempre fica,
quem passa por ela é você.
Voe...
Voe e se defenda
bata teus versos contra os que
te querem engaiolar.
Voe...
Voe e se proteja.
A armadura do passarinho é a asa.”
“A arte nasce da nossa necessidade de preencher vazios.
A começar pelo branco do papel.
Ela é nossa última conexão
com o Éden.
Ela faz da criatura, criador.
Nela há eternidade.
A arte come o tempo.”
“A arte não pode ser analisada, ela quem nos analisa.
Quântica não se esgota, muda conforme o olhar.”
Amar é apostar na lagarta, ainda que ela esteja em sua fase de destruição.
Amar é acreditar na metamorfose do ser.
Todos nós temos uma história;
Seja ela: Feliz ou Triste.
Porém uma simples falta atitude,
terei que escrever uma
longa e triste história.
Ela tem belos olhos
Um olhar profundo
E no rosto, um sorriso lindo.
Para mim, você é meu mundo.
Se sonhar com você fosse estar contigo.
Desejaria que a noite chegasse logo
Para tem um sono profundo.
A poesia é uma arma poderosa de divulgação, conscientização, união e libertação. Ela ultrapassa fronteiras, vence obstáculos e discriminações .Brota no coração e, ao chegar à mão do poeta, explode em versos.
Engana-se quem diz saber tudo da vida. A vida não é imóvel, ela é movimento, renova-se a cada amanhecer.
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