Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
É desconfortável quando me perguntam: "Mas cara, você é feliz? Você está feliz?"
E eu simplesmente não tenho uma resposta então digo: "Acho que sou."
Amar é ser ferido de morte diariamente. Morre o ego, o individualismo, o "eu".
Amar é reviver diariamente.
Eu abriria mão de todas as homenagens que poderia receber depois da morte por um "eu te amo" realmente sincero em vida. As pessoas esperam demais pelas coisas que não são, até que realmente deixam de ser.
Vivo para dar forma as coisas que são. Aos que me amam, eu os amo. Aos que me querem bem, eu os quero bem também. As coisas que não são, as que não controlo, deixo nas mãos do acaso.
Aceitei que é melhor colecionar dores e não amores. As muitas dores ensinam, mas amor eu só espero viver um.
"Na juventude eu vivenciei todas as coisas que eram possíveis. Tive uma uma vida plenamente incomum. Não me apeguei a pessoas, e conheci muitas delas. Meu envolvimento era superficial, como o de muitos homens. O desejo era carne, de satisfazer o momento. Evitando o compromisso, vi minhas paixões conhecerem outros homens e até casarem com eles, terem filhos, netos e serem felizes. Aqueles eram os filhos que nunca faria, e as famílias que não construiria, e os netos que não buscaria nunca na escola. E hoje é tarde demais para lamentar. Uma pena, uma pena."
A melhor parte do meu dia é quando eu não preciso lidar com as pessoas. Quando não preciso responder perguntas, nem encarar os olhos piedosos. Esse momento que eu passo pela porta, sento na cadeira e sou só eu. Apenas eu, e nada mais.
Quero levar o tipo de vida que no dia em que eu partir, tenha tantas pessoas para se despedirem, e orarem, e agradecerem, que elas se olharão e dirão: "Só ele mesmo para trazer tanta gente."
Não tenho ambições, meu único legado é o que faço por alguém e como serei lembrado por isso.
Eu evito a discussão,
O debate
E a briga.
Não troco uma frase
Com quem acredita
Ter um rei na barriga.
Talvez, se eu tivesse sido um pouco mais corajoso, teria dito para as pessoas o quanto as amava, o quanto eram importantes. O tempo passou, e os sentimentos delas são banais, superficiais e frios. Uma pena...
Era noite de domingo, e normalmente, como todas as noites do fim de uma semana, eu costumava ligar. Mas em certo momento parei. Parei de fazer o que quase sempre fazia, e de ser quem era. Sabia que para ser novo, tinha que me renovar, e pra isso, mudar as aberrações que haviam entre nós. Era aberrante ser teu, e ainda sim ser só. Era anômalo só o respirar da minha própria insignificância. E eu sabia a todo momento que havia trilhado o caminho que sempre me recusei, e desviei. O sentimento era uma fobia do escuro, e de estar sempre sozinho nele. Das muitas formas de tornar-se um escravo, escolhi a mais brutal, aquela que maltrata a mente como uma corrente de elos invisíveis. Mas a ira de um bom homem pode ter um uso melhor, e resolvi escrever a próprio punho minha carta de alforria. Agora você é alguém no mundo. Nada de especial, ou diferente. Era só mais um rosto entre os milhares que vi e ainda veria, até o derradeiro fim, quando justamente me torna-se pó dessa terra como todos os outros que viriam.
Eu nunca tinha as respostas na hora exata, a menos que estivesse preparado para a pergunta, nunca respondia no mesmo dia. No dia seguinte minha mente descansada sabia tudo que deveria dizer. Então se eu vier a te confundir, se tiver uma dúvida, se isso te incomodar...
Me pergunte amanhã.
As 19:00 eu não era ninguém. Talvez nem tivesse essa pretensão. Até ali eu sempre estive sozinho, meus livros, bebidas e pensamentos. Quando bateu 20:00 eu ouvi uma voz, como quem chama em sussurros, e convida através de um buraco na fechadura da porta. Curioso e sozinho eu atendi. As 21:00 eu te vi pela primeira vez. Mas apesar de muito explícito o que você pensava, talvez o comodismo de estar sempre só não me permitia sair naquela noite. O relógio soou às 22:00 e eu resolvi apostar. Estava tão linda, e sua gentileza e bondade enrolados num sorriso mexeram com algo que eu não sabia que tinha, ou que era capaz de sentir. 23:00 e a noite era nossa! A música, a dança, fitei a felicidade como nunca antes na minha vida. 00:00! "Faça um pedido", nos beijamos. Talvez ele tenha se concretizado rápido. As vezes essa é a sorte de uma vida. Como uma moeda da sorte. Não mais contei as horas, só queria estar ali pra sempre.
Não era o mais comum dos cenários. Eu estive sozinho a maior parte do tempo, e quando não estava sozinho, estava repleto de companhias. Embora as vezes fosse extremamente interessante para outros, nem sempre era para mim. Mas eu era muito bem acostumado a monotonia. Porém, você não ligava para isso. Você queria mexer em tudo! Revirando do avesso todas as certezas, me fazendo querer ver todos os dias o mesmo rosto ao meu lado quando abrisse os olhos, e o mesmo sorriso depois das minhas piadas. E enquanto o tempo passava eu percebia que não era sobre os dias de liberdade que eu tinha vivido até então, mas era sobre os dias com a pessoa certa que faziam com que eu me sentisse realmente livre. Não havia dor, nem nervosismo ou impulso. Só havia o momento.
Em toda vida eu tive a oportunidade de proporcionar e render grandes momentos, e até felizes, para as pessoas mais importantes pra mim. São coisas as quais eu nunca me arrependo. Mas existe sempre uma falha na equação, e depois de juntar, unir, apoiar tanta gente, no fim de um dia é estranho saber que vai ser sempre eu por eu mesmo.
Eu nunca soube o que as pessoas queriam realmente, nem o que precisavam para se sentirem bem ou feliz. Eu sabia que as queria bem, e simplesmente achava que sabia como fazê-lo. Embora pudesse errar nas decisões, nunca tive más intenções.
E me envolvendo com outras pessoas, eu aumentava todas as noites a vastidão do meu sentimento de vazio completo, e cabendo completamente dentro dele, passava a ser um sentimento completo. Naturalmente, pude salientar meu dissabor, por abandonar minha condição de incompleta tristeza, pra uma tristeza que era absoluta.
Perdi as contas de quantas vezes pensei que morreria.
Mas então raiou o dia
E eu estava de pé outra vez.
Essa manhã eu faltei no café.
Como quem falta a escola, trabalho ou um compromisso do dia.
Falta é o que mais tenho feito, aos outros um pouco menos que a mim mesmo.
As vezes me sinto fino, apagado, desaparecendo aos poucos como a fumaça de um cigarro.
Queria dizer como estou bem, como o sol na janela constantemente me alegra, como as coisas dolorosas não me afetam.
Mas sigo infelizmente muito fiel a verdade, que não me permite compactuar com tantos absurdos.
Escrevo porque quero muito, na quantidade. Escrevo porque quero tanto, na necessidade.
Para que minha existência nunca falte.
Todas as manhãs eu me levanto com uma dose extra de esperança.
Eu entendo os que não conseguem, porque lá fora é tudo muito turvo, sombrio, e em maior intensidade, essa sombra tem aumentado com o tempo.
Acredito que como unidade de pessoa sou insignificante como uma formiga que nesse exato momento caminha por cima do muro, no outro lado do quintal e sem ser notada. Acho que o otimismo, a alegria, vem dos momentos em que contemplo as regras do universo, os pequenos mecanismos de uma roda, as pífias engrenagens de um todo que no final, tornam-se essenciais.
E sendo eu pequeno também, sinto que todos os dias recebo a oportunidade de ser algo mais, uma peça que vá acrescentar algo ao tabuleiro.
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