Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
EU
Eu procuro um codinome, um pseudônimo, pra deixar de ser EU e ser SÓ
Sem obrigação de ser nada, só ser feliz, ou infeliz quase sempre...
Pra variar minhas mentiras, pra descobrir minhas verdades
Quem entende um ser assim?
Que quer ser SÓ, pra poder ser EU...
Eu não sei eu sou um espetro imortal que anima esse corpo, ou se sou esse corpo que um espectro imortal habita.
Prefiro aceitar que eu não evolui o bastante pra ser capaz de chegar a certas conclusões. Mas eu sinto que sou uma mistura de bicho e ser celestial, me altero entre os dois o dia todo, durante toda vida.
Penso que, de forma muito simples, o melhor a fazer agora é me alimentar de poesia, me impregnar de devaneios, me afogar de saber. Depois livrar dos apegos mundanos, ressentimentos, e de tudo aquilo que enfraquece o meu ser.
Então assim, se por ventura eu for uma alma que ocupa esse corpo, com possibilidade de retornar, que eu retorne uma pessoa mais evoluída. Tenho quase certeza que se eu tiver oportunidade de ser a luz de outros, iluminarei meu próprio caminho e não precisarei mais continuar tateando pela escuridão fundamental.
Mas caso seja essa minha única existência, que eu transmita aos meus descendentes por muitas e muitas gerações, não só minha carga genética, mas também uma memoria inconsciente carregada de evolução, que eu possa descender em cada célula de seu corpo e em fim transcender através de sua aura.
Eu tive um sonho... Eu vi uma linda casa. Uma construção grande e branca com vista para o mar e o céu azul... Um pedaço do paraíso. Eu vi aquela vista e pensei comigo mesmo: ''O que está fazendo? Por que você não vende cada grama de ouro, cada barril de rum e compra um pouco de tempo pra você?'' ... Eu preciso comprar tempo pra mim.
Esta noite, serei seu sonho mais colorido e seu sono mais doce na vida. Deixe-me entrar quando eu bater a porta do seu coração
Boa noite, meu amor! Eu desejo estar contigo mesmo nos meus sonhos. Porque tu os tornas coloridos para mim!
BOA NOITE PRA VOCE MINHA ROSA
Demorou tanto pra chegar até aqui, e no fundo do coração, eu só espero que o futuro não dê um jeito de tirar isso novamente.
Rompi o contrato com a realidade, já nem sei se eu mesmo sou de verdade, acontece que a solidão sempre encontra o vazio, não são almas gêmeas são cara metade.
Eu vinha, pé ante pé, em busca da pequena porta
que dava acesso aos mistérios da noite,
daquela noite em particular, por ser a mais terna
de todas as noites que a minha memória
era capaz de guardar, com letras e sons,
no seu bojo de coisas imateriais e imperecíveis.
Tinha comigo os cães e os retratos dos mortos,
a lembrança de outras noites e de outros dias,
os brinquedos cansados da solidão dos quartos,
os cadernos invadidos pêlos saberes inúteis.
E todos me diziam que era ainda muito cedo,
porque a meia-noite morava já dentro do sono,
no território dos anjos e dos outros seres alados,
hora inatingível a clamar pela nossa paciência,
meninos hirtos de olhos fixos na claridade
enganadora de uma árvore sem nome.
Depois, o meu pai morreu e as minhas ilusões também.
Tudo se tornou gélido, esquivo e distante
como a tristeza de um fantasma confrontado
com a beleza da vida para sempre perdida.
Deixaram de me dar presentes e de dizer
que era o Menino Jesus que os trazia
para premiar a minha grandeza de alma,
o meu desejo de ser bom para os outros.
Passei a escrever sobre tudo isso, sofregamente,
só para não ter de escrever sobre a saudade
que esse tempo fugidio deixou em mim.
A árvore mirrou de frio num canto da sala,
os presentes apodreceram no sótão da casa,
juntamente com os doces da Consoada
que ninguém teve vontade de comer,
nem mesmo os mais gulosos como eu.
Um homem de muita idade bateu-me à porta
e depositou-me nas mãos um pequeno embrulho:
«Eis o teu presente de Natal» — disse-me.
Abri-o e vi um livro onde se contava
toda a minha vida desde o primeiro Natal
de que conseguia lembrar-me, tudo o mais esquecendo.
Ali estava eu de pé, muito quieto, junto da árvore,
à espera que alguém me viesse dizer
que o céu era pródigo em revelações e dádivas.
Era para lá que eu sonhava ir quando morresse.
Quando Dezembro se aproximar do fim,
lançarei pétalas ao vento como se tentasse
semear o perfume do que fui enquanto acreditei.
Talvez o homem volte com outro embrulho secreto,
só para me dizer que esse é o livro que ainda me falta escrever.
Então, juntarei os amigos, os filhos e os netos
numa roda de luz à minha volta e direi do Natal
o que os antigos diziam dos heróis e dos deuses:
foi à sombra deles que nos fizemos homens.
Quando eu partir de vez, lembrem ao menos
a ternura do meu sorriso de menino
quando a meia-noite soava no relógio da sala
e eu acreditava ainda que a felicidade era possível.
Você é tudo de que eu fujo.
Como a mosca foge da aranha.
Não por receio da morte, mas sim pelo medo da vida.
PLENITUDE
Eu tive mais do que merecia
e nunca soube agradecer.
Hoje só peço, a cada dia,
o necessário pra viver.
Eu sou livre: vou e venho!
O que mais posso querer?
Sou feliz com o que tenho:
tenho Deus e tenho você.
PLENITUDE
Eu sou livre: vou e venho!
O que mais posso querer?
Sou feliz com o que tenho:
tenho Deus e tenho você.
O que eu tenho para falar...
Quando tudo foi dito.
E o quê quer ouvir se fala em silêncio.
Um beijo é só um beijo
E faz o vazio presença
Observo-te em remanso
Você é todas as músicas
Eu releio as nossas conversas, lembrando da felicidade de quando eu as digitava. Hoje são só isso, lembranças...
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