Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

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Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.

Você é a poesia que eu leria o dia inteiro

Você é uma poesia
que eu adoraria ler durante todo o dia,
sem pressa de chegar ao último verso.

Gostaria de descobrir suas entrelinhas,
decifrar seus silêncios,
conhecer os desejos que você nunca revelou
e os sonhos que ainda guarda em segredo.

Queria aprender a linguagem do seu olhar,
a delicadeza dos seus gestos,
e encontrar, pouco a pouco,
tudo aquilo que faz seu coração estremecer.

Porque amar você seria assim:
uma descoberta sem fim,
uma poesia que não se lê apenas com os olhos,
mas com a alma, com o coração
e com todos os sentidos.

E quanto mais eu descobrisse você,
mais desejaria permanecer em suas páginas,
inventando novas maneiras de fazê-la feliz
e despertando prazeres
que talvez nem você soubesse que existiam.

A mulher é do barro do homem

Dizem que a mulher é do barro do homem.
Eu prefiro pensar
que ela nasceu do mesmo punhado de terra
que ainda pulsa nas mãos dele.

O barro não conhece hierarquia.
Ele só entende de toque,
de espera,
de cuidado.

A mulher surgiu
quando o barro aprendeu a sentir.
Quando a terra descobriu o calor
e decidiu florir em forma de corpo.

Ela carrega nas curvas
a memória da lua,
o ritmo das marés invisíveis,
o segredo antigo de quem sabe
que força também é delicadeza.

Se o homem veio antes no tempo,
foi apenas para aprender a esperar.
Porque o amor não nasce pronto:
ele se molda.

A mulher não é extensão,
é encontro.
Não é origem menor,
é espelho.

Quando ele toca o barro com respeito,
ela se reconhece.
Quando ela devolve o toque,
ele se humaniza.

Não há posse no barro.
Há partilha.
Há mãos sujas de terra
e corações limpos de disputa.

E assim, lado a lado,
do mesmo chão,
do mesmo sopro,
o amor acontece
não como criação,
mas como escolha diária
de permanecer inteiro
no corpo do outro.

E se um dia teu toque me matasse
Então eu amarei você
mesmo assim, pois eu quero procuro em você não é só físico


— Patrick Wallace

Orações escritas




Deus, não me desampare.


O mundo se abre aos meus pés,
e eu ainda não sei
se é caminho ou abismo.


Há portas que se abrem
sem que eu tenha pedido,
estradas que surgem
onde antes havia apenas silêncio.


Se for preciso caminhar,
dá-me coragem.
Se for preciso esperar,
dá-me serenidade.
E se eu estiver diante
de algo que não compreendo,
não permita que o medo
seja maior que a minha fé.


Porque, se o mundo se abre aos meus pés,
eu só peço uma coisa:


que a Tua mão continue sobre a minha.




Cartas aos Céus 19 de Agosto de 2026

Não era eu o teu foco.
E, ainda assim, houve um instante
em que, sem perceber e sem querer,
você me deu razão de viver.

O eu lírico está morto...
Suas frases se foram feita as pétalas murchas...
As velas consumidas pelo fogo em lágrimas se acabou...
Ironia torna-se evidência dos fatos mortos.
Ninguém ousa falar pois silêncio grita.

Fechei os olhos eu vi você...
Acordei de madrugada senti sua presença serena...clamei ao luar
E o dia amanheceu...
Era meus olhos abertos dentro de um sonho e voce estava ali...
O vento levou tantos sentimentos para seu coração..
Me recordei da chuva que tomamos juntos corremos para um ônibus...
Os momentos a neblina cobria a cidade.

Deformação no profundo do ser político e sua determinação para ser um bot.




As vezes eu penso para que carro elétrico se tem carregar em carregador movido a gasolina.
Outra coisa vejo a tantos robôs humanoides vão subsistituir os trabalhadores?
Os imigrantes dos Estados Unidos foram realocados para seus respectivos países de origem.
Quem irá substituir a classe trabalhadora imigrante?
* Robôs programados * para trabalhar,
Poliformismo na atuação mais profunda conexão da alienação da gaiola.
Aonde novos escravos apareceram?
Robôs para servi o trabalho e sexualmente.
Robôs para sermos seus donos,
E isso engloba o caminho para servo global,
A descoberta da Deformação o que fardo carregara o desemprego neste momento que gaiola está vazia so robo trabalhando.
A guerra entre o terceiro mundo recursos naturais e pirataria nos estreito da um novo cenário.

Os direitos do reino do rei que sou eu,


Pobre burro tem direito de ficar calado comer pão duro ainda sorrir,
Pobre de direita ainda pode trabalhar 12 horas sem direito a viver.
No dia de descanso tem um trabalho extra pois as horas extras foram extinta.
Direitos infantis foram abulidos.
Os banheiros públicos foram fechados
Os livros foram queimados...
As terras raras foram vendidas e toda riqueza foi dada.
Somos pobres mais orgulhosos.
A luz acabou água esta falta vamos colocar fogo na floresta e fazer carvão.
A gasolina está a venda só para ricos poderoso, andem de ônibus, bom osso chegou, paradoxo da pobreza de espírito, de santo não tem nada...
Para o nada o sol do sertão.

Dentro da decepção eu vejo a oportunidade, dentro das mentiras vejo a verdade..

Quer eu escreva ou desenhe...
Pois escrita são fonemas
O dito é parte da prosa...
Bem como os dizeres são expostos o desenho causa indignação...
Ou...
É uma expressão de irá e ironia
Num fato fatídico a irônica resenha.
No fardo ser rejeito ou expurgo.
Diante das letras a desatino.
A soberba falácia torna se ato de arte...
O artísta é um ator deu uma história dramática.

Eu sofria por um futuro que nem existia, congelada em um presente que eu me recusava a viver.

Quando percebi que o tempo gasto odiando o outro era o tempo que eu deixava de investir em mim, a chave virou.

⁠se eu quero você, não se preocupe com quem me quer.
eu não deixarei pessoas entrar, a porta está fechada, e a chave só abre com a sua presença, sem você essa chave não existe; pode ser quem seja, nenhum desses que me quer, é você, só você me importa, só você me faz assim, desse jeito; apenas o ser que é você, me importa e pertence a mim.

⁠eu não quero te convencer a ficar porque eu quero que, sendo livre, você decida estar comigo. não quero lhe obrigar a nada,
e muito menos que seja para ficar comigo, não quero que fique forçadamente, se quiser ficar, a porta está entre aberta, é só empurrar.... te convencer não seria o melhor a se fazer, até porque assim você não estaria "livre" para decidir se queria ou não ficar comigo. caso queira, entre; feche a porta e segure a chave com você, não há perca, não jogue fora, e nem entregue para estranhos.

⁠eu só quero um dia esbarrar em alguém diferente em meio a tantas pessoas iguais. quero esbarrar onde eu me sinta em casa, que o meu jeito não o assuste e não pareça ser de outro mundo. que juntos sejamos diferentes, e iguais no mesmo nível; sejamos diferentes de toda essa igualdade.

Como diz a famosa frase "vocês riem de mim porque sou diferente, eu rio de vocês porque são todos iguais". A sociedade nos julga por sermos quem somos e criticam nosso modo de ser; mas, no final das contas, nenhum deles são lá tudo isso.
Por isso, sejamos loucos, para fazermos aquilo que queremos, pois muitos deles esquecem, mas a loucura anda de mãos dadas com a sabedoria.

⁠eu sou aquele tipo de pessoa que fica feliz com a felicidade dos outros; eu gosto disso.
sempre que posso incentivar, incentivo.
torço pelo sucesso alheio, mesmo que a mim ele não pertença.
até porque um dia, cada um vai ter o que merece, colhendo aquilo que tá plantando, e não faço isso porque pode se virar contra mim; muito pelo contrário, faço por que gosto, me sinto bem, e sei que cada ser humano tem sua vida individual.
o meu vai ser meu.
o do outro, a ele pertence.
no final, a vida organiza cada coisa no seu devido lugar.

⁠ontem eu te vi, só não posso afirmar que foi pessoalmente, ou físicamente, já que eu poderia ter tocado em seu corpo,
mas infelizmente não foi dessa vez, não dessa vez.
talvez o problema seja meu, e claro, ele é.
por que quem insiste em ligar, em pensar, e olhar as fotos sou eu.
o passado condena, ele fere, machuca, e tira a paz.
eu poderia ter deixado você ir, de uma só vez, mas talvez, eu poderia ter deixado.
quem sabe, amado, ficado, esperado, mas infelizmente você só está ali, do outro lado.
e nem sabe quem sou, talvez, eu seja seu amor.
seu amante, amante amado.