Minha Amiga Debutante

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Minha droga é Jesus.

Inserida por mcmarombado

Quanto mais velho fico mais forte fica minha Missão: incentivar uma atitude mais saudável na Vida das pessoas. Por isso não tenho medo do tempo, pois ele me fortalece.

Inserida por mcmarombado

Desde minha primeira infância sou uma pessoa tranquila e bem resolvida. É incrível como durante a minha jornada a vida me cercou de pessoas desequilibradas, loucas e desafiadoras. É por isso que eu sou forçado a acreditar que eu escolhi passar por essas experiências no além. Justamente por isso eu continuo tranquilo, porque o louco não sou eu. @mcmarombado

Inserida por mcmarombado

⁠Tudo que fiz na minha vida artística foi sem dinheiro! Eu tive que fazer uma escolha, fazer sem dinheiro triste ou fazer sem dinheiro feliz.
Você não precisa de dinheiro para realizar o que deseja, precisa de determinação !

Inserida por mcmarombado

⁠Sou Rei de Bateria. Meu Sonho Minha Vida!
@mcmarombado

Inserida por mcmarombado

⁠É muita soberba de alguns achar que o Ser Humano construiu o Mar. Minha compaixão por tanta ignorância.

Inserida por mcmarombado

⁠A minha vida inteira fui desafiado a desistir de alcançar os resultados pelas circunstâncias da vida, mas só desisti de algo quando estava no auge, pois percebi que realmente não queria mais.

Inserida por mcmarombado

⁠⁠Passei a minha vida toda lutando pelos meus sonhos. Mesmo quando os problemas ou a incredulidade de outros estiveram presentes. Realizei quase todos. Valeu a pena cada gota de suor derramada. Mesmo nas derrotas, onde aprendi a continuar.

Inserida por mcmarombado

⁠A minha Vida é maravilhosa, porque eu vejo alegria nas coisas simples.

Inserida por mcmarombado

⁠"Aprendi que, ⁠quanto mais
velho meu corpo, melhor
se torna minha alma"

Inserida por mcmacedo

Minha casa
São asas que saem de mim
Que me cabem nos bolsos
Mesmo que bolsos não tenha
São brasas que aquecem
Ventos frios que arrefecem
Minha casa é palavra guardada
Das coisas vazias que eu ouço
Meio termo, meio-dia
Meio morna
Fria totalmente
Não importa exatamente a forma
É tudo aquilo que eu sou
Mesmo
Que jamais eu tenha sido tudo
Pois eu tenho tudo isso em mente
Minha moradia é uma semente
Um nada, um pé na estrada escura
É uma luz acesa que me ilumina
E mesmo assim, não tendo nada
Minha casa é meu abrigo
Que sou só eu mesmo que vejo
Porque sou só eu mesmo que sei
Que o endereço dela é em mim
E tem sido assim desde o começo
Pra poder um dia levá-la comigo
Por mais longo que seja o dia
Há sempre o momento
Em que o dia termina

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante
Sob um pé de pensamentos
Entremeado de dimensões
Mas que morreu de seco e quedou-se no próprio eco
Só que esse era mudo, era atroz qual num galope
Mas não tinha voz
Era feito de espera, era quase perfeito
Penso que quem não o conhece
Pode ser que pense que era e o compre
Pois o som não se propaga no silêncio...o rompe.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠"Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante."

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Vou devorando a minha vida
É tarde de outono e eu queria tanto andar na chuva
Quando eu vejo, o sol tá no horizonte
O dia tá desfeito em mar de fantasia
Às vezes quase eu durmo
De tanto querer que o sono venha
Há tantas vidas, difícil é ter outra a ter tantos quereres
No início é ter que costumar as vistas
É como estar em um pomar
E ver que o fruto e as folhas são da mesma cor
Vou fazendo de conta que conto pitangas no ar
Outono é tarde, estou noutra estação
Outro trem vai vir, há de passar
A noite chega em mim
A noite chega e se lastima assim
A dizer que o trem que vai passar não leva ao fim da linha
Eu digo à noite que a vida é uma lista
Eu peço à vida que seja da noite esse olhar pessimista
Apago da lista esse triste desejo
De chegar nessa manhã que tem jeito de tarde
Eu só escolho querer, numa vontade que não é minha
Tarde que andava na linha, rumo à próxima estação
Eu queria era andar, andar sem rumo e nem direção
Andar na chuva
Colhendo as pitangas que flutuavam
Pitangas amarelas, iguais àquelas
Que existiram nos fundos de algum quintal da minha infância
Onde eu ia devorando a vida
Um lugar, uma estação
Um trem que passava e tinha a companhia sempre lá
De alguém que te acompanha e leva pro infinito
E apanha frutos no ar, igual ao que a gente fazia
Quando o dia era desfeito em mar de fantasia
A gente sabe e cansa de saber que esse infinito acaba
E mesmo assim desata a rir
Num riso que não tem fim.
Nem precisa acabar.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠"Alexandre de Moraes pensa que é o Imperador Júlio César; a minha esperança é que ele vá ao senado."


Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Havia uma nuvem pintada
Numa parede da minha infância
Eu olhava pra tela e pensava
Que nuvens pintadas não chovem
Não se movem com o vento
Não matam a sede e nem fazem crescer as flores
Passa o tempo, isso arrepia!
As pessoas partem noutras nuvens frias
E as imagens que trazemos
Vivem à margem dessa nossa realidade
Mas, como eu disse, o tempo passa
Enquanto isso, nós passamos juntos
Apesar de juntos, sós
As nuvens de verdade, elas choveram todas
Num ciclo eternamente interminável
O mar arrebenta
Mas aquela velha amiga nuvenzinha
Ainda ostenta a mesma idade
Meu Deus, se ela me visse agora
Talvez fosse a vez dela, então, se perguntar
Por que é mesmo que as pessoas choram
Por que o tempo não demora um pouco mais
Mas, cada coisa tem o seu lugar
no espaço e no tempo
Hoje, logo cedo, os dois sairam pra brincar
Lembrança guardada
Se meus braços te alcançassem
Se hoje meus olhos te vissem
Como a vejo em meus olhares
Hoje eu te diria, minha amiga nuvem
Que é bem pouca a diferença
Nessa dimensão, cá onde estou
O tempo lento passa mais depressa
Chego mesmo a ter a impressão
Que ele, cruel, nos atravessa
Enquanto isso, você
No perene silêncio do seu céu de nuvem pintada
Atravessou comigo um universo e a vida
Choveu nos meus dias
Regou sim, muitas flores
Em cada poesia que eu lia, era ela
Soprando, nos ventos que as moviam
E foram muitas as sedes saciadas
Sim, de alguma maneira e apesar da distância
Também veio junta
Desde aquela vez, na infância
Pois não há nada na vida
Cuja função seja nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Pra que eu seja o autor da minha vida
E se a vida fosse o meu almoço, que eu preciso preparar
Como se eu tivesse uma panela de barro e só
Um jarro de água, apenas
E muita paciência, em pequenas porções
Viver qual se fosse um pássaro, um velho passarinho
Asas cansadas
Nada além de um breve canto
Um leve pranto
Nada de longas canções
Um fino fio de luz de lua
Talvez um tanto mais tênue
Luz de estrela, que eu, na minha ingenuidade
Nem perceberia a diferença ou quem me deu
Pra que seja eu, autor da minha história
Preciso lidar com a dor, a saudade
e o cansaço, em pequenas porções
E em grandes manhãs frientas
Friorentas margens de rios
Saber ser só, nas solidões que a vida traz
E fazer disso sempre o meu melhor
Jamais, jamais permitir
Que o jarro se quebre
Que a luz se apague
Que um dia vazio se torne em vida vazia
Ou que a dor e o cansaço me entreguem
Me vençam, carreguem
Sem que tenha sido eu
O autor de toda essa balbúrdia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Vida
Minha linda
Apenas vida
À duras penas
Vivida
E linda
Foi a história vivida
Sem grandes lances
Isenta de grandes chances
Muitas vezes ilusão
Sem céu e sem chão
Sem grandes vitórias
As perdas e derrotas
Também foram lindas
Na glória da minha vida
Pois só eu a vivi
E apesar de tudo que perdi
Ela não foi perdida
Foi linda
E ainda tem um pouco mais
de vida pra ser vivida
Vivendo essas coisas
Mudanças de vida
Vida à toa
Boa vida
História de vida
Memórias
Vida que começa
Sem pressa
E não espera
Quando a gente menos vê
Ela acelera
E lá se vão as primaveras
Lindamente sofridas
Neste infindo buraco sem fundo
Que ainda chamamos de mundo
E um dia, lá no fim
Onde finda a linha da vida
Pouca coisa foste, além de linda
Eu sei que serás esquecida
Porém, se assim fosse
Não serias vida
Saibam
Que eu nunca deixei de vivê-la
E, só o fato de tê-la vivido
Nos momentos que parece não valer mais nada
Sim, a vida os tem pra cada um de nós
Mas nunca eles vem sozinhos
Trazem junto uma pequena chama
Pra que a gente aprenda
Que é preciso sempre alimentá-la
E que é ali
Que existe um Deus
Voz suave, que nos fala o tempo todo
Que, apesar de tudo
Humilde, não te impõe nenhuma condição
Nem prova...só chama baixinho
Apenas diz, que nada está perdido
Antes ... se renova
Quando tudo chega ao fim
Ainda assim, pense em quê te faz feliz
E corra atrás, não morra de vida
Viva.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Entardece em minha vida
De repente um pensamento
Momento pra focar o nada
Quedas esquecidas
De outros dias
Quando amanhecia, ainda
No vale das pedras pisadas
Meu Deus, foram manhãs tão lindas!
Entardece em nossas vidas
De repente a tarde cresce
Diferente às tardes de outros dias
Noutros tempos de outras vidas
Quando dor que era suave ainda
Mesclada ao odor das damas da noite
Respiradas, eram dores que lembravam sorte
Que nos remetia um pensamento
Por falar em noite, em norte, em dia
Em sóis que nos sorriam todas as manhãs
Ao Criador, que tudo olhava lá de cima
Que mandava orquídeas
Junto às folhas vivas, junto às folhas mortas
Nosso nome em branco no livro da vida
Estradas, escolhas
Tudo isso era futuro
Hoje, entardece em nossa estrada escura e só
Num mundo de sonhos, de sono profundo
Onde todo mundo é igual
De todas as moradas da casa de Deus
Nossos sonhos, medos misturados
Às roseiras que beiravam rios da infância
A melodia das águas
Tudo isso era normal
O mundo escondido e ainda em segredo
Terá sido um dia o mais natural
De todos amores profundos
Pois o amor é Pai da natureza
Do rio que vai, que nos leva
Que revela todas as belezas sonhadas
Belas, como as vidas desejadas
Aquelas, que jamais pudemos
Eu não tive assim, tanto talento
Pra deixá-la desenhada
em minha folha do livro da vida.
Embora ainda a queira, igual a todo mundo
Entardece em minha vida
Quanto a isso
Não existe escolha e nem tristeza
É o pó da estrada, é o nada, é o norte
é o leste, são as mortes das quatro estações
A dança envolvente, a existência prova
Que do pó vieste e vais
Só a alma da gente não é mais a mesma
e nem será nunca mais.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Porém, vence a luta.

Alma nua minha
Vaga
Um mundo em brumas
Vai, navega a valsa
Entrega à luz o olhar avesso
Esquece a dor assim
Assim, a dor esqueço
Se é que alguma dor
Minh'alma tinha
Alma descalça
Baila a solidão do teu destino
Entrega a mesma indiferença
Mas traz de volta sempre
Eternamente a esperança
Contenha-se
Guarda a lição aprendida
Como disso dependessem nossas vidas
Muros altos, nuvens, nevoeiro...escuro
Não se sabe quando
Um dia, um olhar derradeiro
e depois o silêncio, sempre há de surgir
Tira disso o que te houver de puro
Que te parecer
Alma minha
Cada estrada é diferente
Mas todas terminam
Guarda-te em si mesma
Porém, vence a luta
O ar sempre resiste ao pássaro pequeno e triste
Que atravessa o céu em plêno pico do sol
Eu fico aqui do teu lado
Alma solitária
A resistência é que garante o voo
Assim como a tudo que demais existe
Aparentando indiferente e livre
Entregue à luz, de olhar avesso
Porque toda liberdade exige um preço
Assim permaneço ao teu lado
Assim como sempre eu estive.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva