Minha Amiga Debutante

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O meu teclado tem vários sons, mas só eu sei quais fazem sentido no silêncio da minha alma.

Se um dia o amor for lembrança, que ao menos a lembrança seja minha.

As lágrimas me acompanham todos os dias, como se fossem parte da minha alma.

Em um limbo qualquer
Caindo sem parar
Espero pelo dia
Da minha queda chegar

Oh, grande melancolia
Tão suave e avassaladora
Minha alma grita desesperadamente
Por seu abraço inexistente.


Oh, bela vida
Tú és a arte guiada pela existência
Onde encontro a insignificância!


Oh, grandioso tempo imparável
Tú és tão silencioso e inalcançável...


Em meu rosto, chuvas de meteoros atlânticos caem incessantes,
Com vossas águas salgadas e incansáveis.
Em meu coração, ele pede por paz
Mas eu lhe dou a solidão com vista ao abismo.


Em uma varanda, observando o mar e o pôr do sol,
Sentindo-se a euforia e a paz reinando em minha alma.
Numa profundidade assombrosa, mas viva e única.


Em uma alma perdida, encontrei a direção até o sol.
Lá avistei a metade que me faltava, que eras tú:
Felicidade!

⁠Existência
O paradoxo da vida
Emergiu a minha existência
Puro antítese da sorte
Um misto de lucidez e demência
Parar, pensar e agir sensitivamente...suave
Como os flocos da neve
Que flutuam pelo ar,
E repousam mansamente na relva
Que solitária está.
Eis que na minha existência
Houvera de cingir- te a tua
Resplandente como sol
Oculta como a lua
Lua, oh lua !
Guarda-te todos os seus mistérios.
Pedir-te-ei a tua alma
O teu coração!
E adentrarei na tua mente.
Aí; Todos os seus segredos
Serão desvendados.

Ultimamente minha vida ta sendo igual um fim
de semana na praia, pés tocando a areia,a brisa do mar tocando o rosto, água de coco na mão.
Sempre rodeado de momentos únicos, aquela risada gostosa com os amigos, aquela magia que só um fim de semana mágico traria.
Mesmo com a vida tendo momentos horriveis, eu mo viver.

Eu sinto como se estivesse sendo rasgada. Sinto minha pele esticando e meus musculos sendo rasgados.
Tudo me dói, até a dor que não é minha.
Eu não sei mais como me desvencilhar dessa lãmina.

Há muito abandonei o berço estrelado, desde então minha alma nunca mais tornara a dormir.

⁠Meu coração insiste em ter sucesso, mas minha mente necessita de paz.

Você é o amor da minha vida é uma frase muito significativa para dizer para uma pessoa que não corresponde ao seu amor.

Você tem o dom de transformar um dia ruim no melhor dia da minha vida!

Meu coração pelo campo elétrico; minha segurança em todo o corpo."

Dói perceber que o amor da minha vida virou apenas uma bússola quebrada: ainda aponta na sua direção, mas já não me leva a lugar nenhum.

Eu continuo aqui, firme no balcão, batendo o cartão na minha própria dor.

Tenho a agonia de ser frio como o fogo na veia. É minha aura narcisista tentando se auto-aquecer para arrefecer a mente quando o mundo só sopra vento.

⁠Nos olhos das pessoas vejo minha vida passar. Há cenas tristes esquecidas no chão… — Ninguém as vê.
Shihan Cícero Melo - Hosho Ryu Ninpo

Minha luta, não foi por ti, mas por nós. E então, tive que partir.

Shihan Cícero Melo - Hoshō Ryū Ninpo

AMANHECERES QUE NÃO CABEM NO TEMPO.
Minha alma repousaria silenciosa ao teu lado como uma vela antiga acesa diante de uma catedral esquecida pelo mundo. Tu não serias apenas presença. Serias a delicadeza invisível que faz o amanhecer parecer menos cruel aos que sobreviveram às próprias noites.
Imagino-te chegando com os cabelos ainda tocados pela penumbra da madrugada. O vento movendo lentamente as cortinas. O céu indeciso entre o cinza e o dourado. E sobre a mesa apenas aquilo que os verdadeiros sentimentos necessitam para existir. Um pedaço de lápis já gasto pela insistência da alma. Um papel rasgado. Frágil. Quase abandonado. Contudo, transformado em eternidade pelas mãos de quem ama.
Porque certos universos não são construídos com grandezas. São erguidos por vestígios. Por pequenas ruínas sentimentais. Pela caligrafia tremida de alguém que escreveu enquanto o coração doía em silêncio.
Tu és exatamente essa arte impossível de reproduzir. Não pela beleza exterior somente. Mas pela impressão metafísica que deixarias sobre tudo o que tocasses. Como se tua existência tornasse o mundo menos áspero e mais respirável.
E nesse quarto ainda impregnado pela quietude do amanhecer, eu compreenderia que o amor verdadeiro raramente chega como espetáculo. Ele surge como um sussurro. Como uma presença que senta ao lado do escuro misterioso sem medo de contemplá-lo.
Então eu guardaria esse pequeno papel rasgado como quem protege uma relíquia esquecida pelos séculos. Porque nele existiria mais verdade do que em bibliotecas inteiras. Mais humanidade do que em discursos monumentais. Mais eternidade do que muitos juramentos feitos sob o orgulho dos homens.
E quando o primeiro raio de luz atravessasse lentamente a janela, tua existência pareceria uma obra desenhada entre a melancolia e o infinito. Minha arte. Meu fragmento celeste. Meu amanhecer sobrevivendo dentro daquilo que ainda resta de mim.

MINHA HORA TRISTE CREPUSCULAR.
Amo a hora morta em que o sino distante
Soluça pelas névoas do ermo escurecido.
Quando o céu, moribundo e vacilante,
Derrama sobre o vale um clarão amortecido.
Amo o cipreste imóvel junto às campas frias,
Os lagos sepulcrais dormindo sem rumor,
As folhas a cair nas longas ventanias,
Como páginas findas de um extinto amor.
Minha alma é semelhante às ruínas esquecidas
Que a hera funerária abraça em solidão.
Carrego nos meus olhos madrugadas perdidas
E um inverno perpétuo sepultado no coração.
Escuto pelas noites a voz dos cemitérios,
O murmurar dos mortos sob a terra sem luz.
Vejo espectros vagando entre os salmos sidérios
E luas consumidas sobre lúgubre cruz.
Oh. quantas ilusões desceram ao abismo.
Quantas flores morreram antes da estação.
Tudo no mundo exala um secreto cataclismo,
Tudo arrasta consigo um fragmento de extinção.
A brisa dos jardins parece um desalento.
O sol do ocaso lembra um sangue sobre o mar.
E até o riso humano possui no pensamento
A sombra melancólica de quem vai naufragar.
Quero dormir um dia entre mármores antigos,
Sob a relva ondulante dos claustros sepulcrais.
Dormir ouvindo ao longe os cânticos mendigos
Do vento soluçando entre torres medievais.
Porque minh’alma é triste como as torres vazias,
Como os sinos que choram na tarde outonal.
Porque trago no peito as pálidas agonias
Dos poetas malditos de um mundo espectral.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
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