Minha Alma tem o Peso
Minha Corujinha-de-Alagoas
que protege a minha
caminhada e toda a poesia
com ela sempre guarda,
Ela é minha companheira
e me contou que sou
a tua verdadeira amada.
Uma Corujinha-do-Xingu
pousou sobre a minha poesia,
Ainda desejo crer que
o amor ainda sobreviva
num mundo que busca a rota
de liberdade sobre a ruína
das guerras e acha que o poder
está em se juntar com quem
sempre mostrou a sua pior face,
Por mais que exista quem insista
na mentira não há mais disfarce
mesmo que ninguém nos fale.
A Casa Mal Assombrada
de Florianópolis não
sai da minha cabeça,
Este é o poema:
(Só sei que fica ali
no bairro Monte Verde).
O poema que fala
sobre nós pousa como
a Borboleta-Órion
sobre as rosas do jardim,
És minha Via Láctea
em noite de Céu aberto
e meu paraíso poético.
Por força do destino
encontrei um Jaú
bonito na minha rede,
E tenho nele o meu
amor único e infinito.
O Curimbatá vive
em todo o Brasil,
Do mesmo modo
que a minha poesia,
Os versos de cada
dia têm feito parte
do mesmo e de outros
cardumes em busca
de oxigênio, de inspiração
e de algumas luzes
para continuar
a sorrir e aliviar cruzes.
A minha poética é tipo
Bicuda amazônica
nadando rumo ao destino
das águas rápidas
(do consciente para o inconsciente)
individual e coletivo,
Porque todos sem exceção
nascemos como cardumes
deste Planeta d'água,
e sequer tomamos conhecimento,
O tempo não perdoa
e depois não adianta
mais fazer nenhum lamento.
Mergulhei com Tucunarés
no mais profundo
da minha América do Sul
que é o continente
mais bonito do mundo,
É esta porção terrena
inspiradora de poemas
que carregam o meu orgulho
e do meu coração ocupa tudo.
A minha poesia de vez
em quando acorda
afiada como um
Cachorra-facão
mostrando o dentão
para quem gosta
de causar perturbação.
Minha Estrelinha-ametista,
poesia de asas e plumas
da América do Sul,
Quando o amor é verdadeiro
não se consegue dizer não,
Diga para o meu coração
que não penso em retroação.
Meu Beija-flor-de-bico-vermelho,
juro que quando o amor chegar
na minha vida jamais terei medo,
Enquanto o amor não vem
sigo tecendo o poético enredo.
Bordei a minha
fantasia de Cruz-Diabo,
Vou me juntar com
a multidão por todo o lado,
Quem já pensava outra coisa,
é só para o Carnaval quando
o coração estiver preparado.
...
Espinho de Cuandu
só funciona na defumação
quando encontrado
por obra do ocaso,
Caso o contrário virá
mau agouro por todo o lado.
...
O meu silêncio, o brio
e apego são herdeiros
de Cucuí neste meu
Alto do Rio Negro:
De alma, mente, corpo
e coração tenho
tudo deste guerreiro.
...
Cucumbi vibrante
segue intenso
e vivo no sangue.
...
Cucura nas mãos
de Jurupari dada
a Ceuci assim sou
segredo que não
deve ser conhecido
por que não é iniciado.
(Todo o cuidado é pouco)
...
Cuiba
é alegria
que rima
com poesia,
Na vida
a vitória é outra.
Minha ancestralidade
sempre honrada,
Mani renascida,
eterna raiz sagrada.
Jamais esquecida,
louvada e adorada
com sabores e aromas
por mim recordada.
O coração sabe bem
quem é o seu dono,
e o seu espírito tem
o seu suave descanso.
Nunca precisei fazer
o caminho de volta,
aqui é minha terra
bela e sem adorno.
Nenhuma tempestade
estremece o amor
que é chama e refresca,
e não há quem me afaste dela.
Teus lábios
feitos de Murici,
Teu beijo é sonho
tão profundo,
A minha intenção
é puro suco
do que ainda não vivi.
Olhei pela janela
em busca da Lua
no meio da noite fria
e submersa no pó
da minha insônia,
Anseio poderoso
de estar ao teu lado,
Desfrutando juntos
do jogo elegante
e mais alucinante
das nossas vidas;
Como as nossas
tropas que unidas
nas fronteiras
longe dos ódios
e das diferenças
se libertaram
do passado imposto:
Creio como nunca
que podemos
quebrar ciclos,
reunir nossos mundos
e nos presentear
este saboroso gosto.
Desejo amoroso
de viver ao teu lado,
Descobrindo juntos
o tempo desconhecido
e mais esperado
capítulo da história.
Te levo em silêncio
como a mais alta
honra no peito,
minha divina glória
e meu amor perfeito.
Do meu distante farol
vejo o mundo
atravessando uma
larga noite escura,
Tenho a minha mão
amorosa a oferecer
e poemas sobre a Lua,
Quebrar com o meu povo
é o mesmo que me quebrar,
Partida em pedaços
de Andrômeda,
A onda virá
ainda devastadora,
Não nasci para chorar
sobre corpos,
Nasci para escrever
sobre estrelas,
viajar com cometas
rumo a outros planetas,
e para a Pátria do Condor
sempre regressar,
Para que nunca disso
tu na vida te esqueças:
Os músicos distraem
os nossos corações,
Os poetas são sempre
aqueles que derrubam
os tiranos e libertam as Nações.
Não façam o quê eu faço,
só façam o quê eu mando
A minha vontade
é a Constituição,
E abafem quem
fez a minha indicação.
Onde o temor se
avizinha todo dia
pouco a pouco
até na minha vida.
Venho renovando
discretamente
a licença poética
por nata rebeldia.
Pela trilha da Lua
só fugirei com
a roupa do corpo,
e tomarei banho
toda nua no riacho.
Os meus votos com
Woodstock reiniciei,
porque todos devem
recomeçar do zero.
Não sou diferente
de de ninguém
em busca de um
acordo com o tempo,
e olhos no Universo.
