Minha Alma tem o Peso
Escrever é uma Profissão
Minha mãe sempre me pergunta:
- Quando vais terminar de escrever?
- Nunca. Respondo
A escrita fez de mim morada. Se eu não conseguir colocar para fora, morrerei. Escrevo porque preciso. Escrevo porque é o meu alimento. Escrevo porque tenho necessidades urgentes. Escrevo porque ser escritor também é uma profissão.
Outras pessoas me perguntam também:
- Não estás aposentada?
- Sim. Respondo. Mas, tenho o outro trabalho que é o de escrever.
Mesmo que muitas pessoas não levem a sério a escrita, eu considero um trabalho. O meu trabalho. A minha profissão. O meu refúgio. A minha casa. A minha fuga. O meu remédio. A minha cura. É nas entrelinhas que coloco pra fora todas as minhas angústias, meus medos, minhas loucuras e meus devaneios e as minhas necessidades.
Mesmo que eu não tenha que cumprir horários como uma empresa. Mesmo que eu esteja em casa. Não tenho hora para escrever. É como se eu estivesse de plantão 24 horas por dia. Quando a inspiração vem tenho que estar preparada para recebê-la. Então, ser escritor é uma profissão sim e não adianta dizer o contrário.
Agradeço a Deus todos os dias pelo presente que ele me deu. Se a escrita não existisse na minha vida eu estaria morta. Então, vivo porque para eu poder existir preciso urgentemente escrever.
De uns tempos para cá minha vida está indo ladeira abaixo. É um processo que parece doloroso quando dizemos essa frase, mas que no fim das contas, quando percebemos estamos passando por uma fase necessária para entender lá na frente que a vida nada mais é do que um caminho evolutivo.
Meu tudo e Meu Nada
Ele é meu céu e o meu inferno
O caos no meio da minha paz.
A beleza num cenário de guerra
A aragem e a tempestade
Meus primeiros e últimos pensamentos do dia
Minha lucidez e minha loucura
No meio do meu tudo e do meu nada.
Quando o povo me pergunta como eu me senti ao ver minha ex com outro:
Povo: Como se sentiu?
Eu: Não senti nada.
"Os reflexos de minha endorfina esquadrinham no elo de uma consciência perdida, no vácuo de uma história trival, explicações do qual eu possa desenvolver respostas óbvias para o que sinto, no que diz respeito a um imprevisível clichê, de uma ocitocina platônica."
"A anáfora de minha alucinação periférica, adormecida pela tese de um neurótico insight, desencadeia um zênite embate dialético... Filtrado como causa de uma antítese ortodoxa dos meus primitivos pensamentos, gerando uma síntese
retórica de ciclos decrépitos, num sentido antagônico ao niilismo existencial
de moléculas, aleatoriamente traçadas numa deriva calopsia do universo.
Sobretudo, resiliente ao paradoxo de uma dispneia psicogênica de uma prospecção assertiva. Catalisando, no que lhe concerne, o protagonismo complexo de uma alexitimia ipseidade."
"A minha falha como cristão, não anula a veracidade das sagradas escrituras e nem justifica a permanência do meu erro."
"Minha vida é um livro aberto, com páginas escritas pela forma como me tratam. Se me tratam com amor, escrevo poemas. Se me tratam com dor, escrevo tragédias."
“Reflito a glória de Deus quando meus atos são puros, mas carrego a marca da minha imperfeição quando me desvio do caminho.”
“Em minha jornada, carrego a cruz da minha humanidade, tropeçando nas pedras das minhas fraquezas.”
Sei que sou fraco, mas me fortaleço na fé, reconhecendo que Deus é minha força quando minhas forças falham.
(ver Filipenses 4:13, Isaías 40:31 e 2 Coríntios 12:9-10)
