Minha Alma tem o Peso
Ilhota
Ilhota, minha amada,
a tua História só me faz crescer,
Você surgiu da escolha
de um viagem de reconhecimento
pelos Rios Itajaí-Açú e Itajaí-Mirim
adentro do teu povo belga
que encontrou em terras brasileiras
na tua pequena ilha em meio
ao rio para o futuro acolhimento.
Ilhota, minha querida,
do Baixo Vale do Itajaí,
a gente reconhece que com charme
a tua História não pára,
As tuas mãos constroem a moda
e vestem com beleza a intimidade,
e até mesmo lá na praia,
Você é linda e acolhedora de verdade.
Ilhota, minha cidade bonita,
quem passa por ti nem imagina
o quê tudo na vida já passaste
e nada quebrou com a tua vontade.
Bicentenário Nacional
Minha Pátria adorada,
ondeia a memória
originária que levava
o nome Pindorama.
No teu heroísmo
rebatizado com
o nome de Brasil
permaneço derramada.
Em crescente vibração
por este Bicentenário,
transformei em canção
o grito do Ipiranga.
A Independência não
é ilusão e deve ser
sempre conquistada:
a Pátria deve ser amada.
Nas tuas mãos me tens
de corpo, alma e coração,
este Bicentenário é
um voto de renovação.
A tua Independência
ainda há de ser perpétuo
orgulho e glorificação
diária da nossa Nação.
Nestes continente onde
todos somem por aqui,
Só não some a minha
responsabilidade poética
por cada linha que escrevi.
Na Amazônia Brasileira
sumiu um jornalista
um indigenista e por
aqui some tanta gente
que até as contas perdi.
Na Venezuela sumiram
jovens que relembraram
Neomar, sumiu a memória
sobre o mapa verdadeiro
e justiça igualmente até
para o velho tupamaro.
Só que para o General
e uma tropa a liberdade
também sumiu,
E meus solidários versos
latino-americanos sempre
de todos eles recordam,
e para o caso do General
sempre acordam que ele
continua injustamente
na prisão por causa
de uma falsa acusação
de instigação a rebelião.
A minha opinião
não importa nada,
Cada poema meu
é uma tentativa
de abrir uma mente
que foi fechada.
Quando os jovens
desafiam é um
sinal que precisam
de atenção
ou mesmo até um
gesto de compaixão.
O paradeiro dos
quatro jovens
foi revelado por
'quem' vocês já
sabem após 48h,
espero um gesto
de compaixão
que dê a liberdade.
A juventude anda
magoada e ferida
pela tempestade
de informação,
É preciso ter paciência
com todo o jovem
que quer servir a sua Nação.
Porque jovem é todo
aquele que ainda sonha
em mudar o mundo,
Não importa se ele
vista farda ou não,
Ou mesmo esteja
em plena maturidade.
O quê não dá é
para conviver é
com a falta de bondade,
e ficar insistindo usar
o mapa que não é de verdade:
(O verdadeiro Mapa da Venezuela
inclui o Esequibo).
Imbituba Poética
Minha Imbituba poética,
você vale muito mais
do que este poema,
Estou aqui para te exaltar
e a tua História abraçar.
Dos Índios Carijós tu fostes
o lar e és o sambaqui perpétuo,
destes originários
que pelos padres foram visitados
para ser catequizados.
Minha Imbituba poética,
tu começaste a se erguer
com a chegada do Capitão,
Este poema de carvão
inapagável escreve para nunca
mais ninguém esquecer.
De todos os poemas de cerâmica
tu foste a mais linda freguesia
que depois fostes desmembrada
para se erguer cidade emancipada
e ser o meu porto nesta vida.
Minha Imbituba poética,
só sei que de Armação
tu tornastes Santuário de baleias,
terra de muito trabalho
e paraíso de sereias tão lindas
e verídicas que até parecem lendas.
Indaial
Na confluência do Rio Benedito,
só que ninguém havia te visto,
minha terra de palmeiras indaiá.
No Carijós de hoje já havia
um povoado acolhedor
que receberam o canoeiro e o doutor que foi um confortável apoio
para o grande sonho desbravador.
Na margem esquerda do Rio Itajaí-Açú tu já estava ali sorrindo,
Indaial querida que segue luzindo.
Com a força da imigração alemã, italiana, polonesa e dos caboclos
tu te fizeste distrito e cidade
para um povo gentil e amoroso
em terra catarinense, honra e virtude.
Com força das lavouras da tua gente
e as primeiras culturas de arroz
por mãos italianas nascia
com o seu sonho de liberdade.
Tu és minha Indaial querida,
minha cidade favorita
com essência na independência,
que eu a amo infinita
e que só conhece na sua própria
força o progresso de verdade.
Cada letra e versos da minha responsabilidade individual
contam o calvário de uma tropa,
de paisanos e de um General
que seguem presos de consciência
porque no excesso habita
uma injustiça e caos total.
O General está preso desde o dia
treze de março do ano de dois
mil e dezoito, e a cada dia só vejo
aumentar a sucessão de desgostos,
Ele continua preso porque
a mentira contínua solta e impune
onde a injustiça o acusou
falsamente de instigação
a rebelião e ninguém nos ouve.
Conto não somente o quê
não vem poupando o General,
a tropa e outros paisanos que
em separado porque cada caso
é um caso nas mãos da injustiça,
porém o sofrimento coincidente
é extremo e igual que não vem poupando nem mesmo o velho tupamaro numa cruzada sem igual.
Conto de tantos fatos da região,
do continente e do mundo
que têm nós colocado em abalo,
e até mesmo dos jovens presos
políticos de Cuba a espera
de uma abertura pelo milagre
do talvez da própria liberdade.
Só sei que onde a tropa, os paisanos
e o General seguem injustamente presos o tempo tem sido perdido,
Porque em vez de um infernizar
o outro: todos juntos já deveriam estar .mais do que reunidos
para recuperar o Esequibo.
Todos os poemas da dupla fronteira
venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem,
No Yakontipu-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Minha Força Aérea Brasileira
tu honras a memória
de Santos Dumont nas tuas
decolagens e nos teus pousos,
Assim tu protege nossos sonhos.
Tu és a nossa Força que zela
a nossa Pátria desde as alturas,
Nas asas da Esquadrilha da Fumaça
tu desenhas o quê o coração não cala.
Minha Força Aérea Brasileira
nasceste da unificação de esforços,
a mística do Brigadeiro Eduardo Gomes é herança para nós intacta
e a memória doce sobre as mesas
das festas orgulhosamente brasileiras.
Tu escreveste História durante
a Segunda Grande Guerra,
e segue a cada dia mais imparável
protegendo a nossa Terra.
Recordar a trajetória
da nossa Força Aérea Brasileira
antes e durante este Bicentenário
é lembrar sobre o quê foi, é,
e sempre será indestrutível
por nós e repleto de amor infinito.
Prever o adiante com
a nossa Força Aérea Brasileira
por perto jamais temeremos
por consagração constatada:
quando todos nos deixaram
na vida foi ela é quem ficou
por sentimento confirmado,
e será sempre quem conosco fica.
Bicentenário da Independência da América
Trago vivo o signo
que impulsiona a minha pluma
e meu profundo espírito
Bicentenário da Independência
de cada país da América
vem sendo comemorada
por nossos artistas,
Como inspiração poética
ela têm sido escrita por mim
como urgência continua
que não podemos
deixar por razão nenhuma
que ela se perca na vida.
Por isso me dei como
o poema da dupla fronteira venezuelana e brasileira,
E nas águas do Esequibo
venezuelano não tenho
o meu descanso porque
a História não foi corrigida.
Não descanso se não ver
que do velho tupamaro
não salvaram a vida,
Não descanso se não ver
a liberdade devolvida
para o General, a tropa,
e os paisanos que seguem
presos de consciência
e merecem receber
o Sol da liberdade infinita.
Só sei que no Tramen-tepui
e nas estações os meus
versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Carta em Defesa da Democracia
A minha carta
em defesa da democracia
escrevo com a tinta
indelével do exemplo,
Partilhando a poesia
do melhor testemunho
que nasce do respeito
mútuo entre todos
aqueles pensam diferente;
Assim buscando ser
a cada dia mais gente
vou vivendo os dias
mais afetuosamente.
A minha Bandeira Nacional
leva o teu nome
meu magnífico Pau-Brasil,
As tuas sementes de amor enfeitam,
tingem com beijos
e os corações sempre inundam
de amor, paixão e contentamento.
Ipuaçu
Minha fonte grande,
meu amor gigante,
meu lajeado grande,
minha joia formosa,
o teu amor faz
me sentir como jóia
rara, bela e radiosa.
Ipuaçu, minha amada,
caingangue e guarani,
da história que nunca
jamais me esqueci,
devoto o meu peito
e todo o amor para ti.
Preciosa cercada
por verde esmeralda
e onde os ventos
do Oeste beijam,
e o desejos e sonhos
se encontram
onde é o amor
da minha vida
e para toda a vida.
Ipuaçu, querida,
és meu refúgio, festa
e toda a poesia,
que motiva a ficar,
seguir e nunca
por ela desistir.
Irati
Minha querida Irati,
mel em abundância
em tupi-guarani,
Porção de amor
do Oeste Catarinense,
amo amar a tua gente
que ergueu cidade
e lavouras em terras
que foram dois gaúchos.
Minha amada Irati,
dos teus valores
jamais me esqueci,
das tuas origens
me orgulho porque
fizeram História
com união e trabalho,
e quem conhece
sempre acaba ficando
para sempre apaixonado.
Minha gloriosa Irati,
do teu verde beijando os olhos
invicto nos meus sonhos,
declaro que és minha
fortuna poética brasileira,
berço de paz e de gente ordeira.
Atalanta Poética
Minha Atalanta poética,
na tua Serra do Pitoco
dou graças ao teu amor
bonito o tempo todo,
e no Rio Dona Luzia
nado lado a lado
com toda a poesia.
Minha Atalanta poética,
ali na Cascata Córrego
do Rio Caçador
dou graças por todo
o teu infinito amor,
e deslizo nas águas
do perfeito verso.
Minha Atalanta Poética,
ali na tua Cachoeira
Perau do Gropp
em plena correnteza
mergulho na sutileza,
e nela me encontro
escrevendo este poema.
Balneário Barra do Sul
Balneário Barra do Sul,
relicário da minha poesia,
a tua mata Atlântica
e todos os teus sinais
ainda me mantém viva.
Balneário Barra do Sul,
relicário da minha vida,
as tuas restingas, dunas, lagoa
e as ilhas dos Remédios,
Feia, Araras, Instriptinga e Islobo,
todas vivem nas minhas veias.
Balneário Barra do Sul,
relicário dileto meu,
o Canal do Linguado
leva o signo deste poemário
que é barco de pescador.
Balneário Barra do Sul,
relicário e taça festiva,
da descascadeira de camarão
da Festa da Tainha
feita de sabor, poesia e da tua
cultura portuguesa e indígena.
Balneário Barra do Sul,
relicário do Norte Catarinense,
do Linguado poético, da Conquista profética, do Pinheiros acolhedor,
da Costeira charmosa,
do Centro amoroso,
da Boca da Barra lendária
e da Salinas profunda,
és o meu Santuário de amor.
Por ser a minha
voz a menor
de todas,
Posso falar
talvez mais,
passar sem
ser notada
ou ter a sorte
de ser escutada,
O importante é
não ficar calada.
Não se sabe o quê
foi feito do General
em #FuerteTiuna,
Só se sabe que
disseram que ali
ele se encontra em
#GREVEDEFOME
e não há nada
que me conforme.
Num país onde
se fala de paz,
Mas a justiça
está foragida,
Não se sabe
quando vão
soltar os policiais
E não se ouve
mais o som
da clarinetista.
Para que tu não
te esqueças
que nos sótãos
do Inferno
de cinco letras,
Todos os dias
são noites,
Ninguém sabe
e ninguém viu:
desapareceram
com quatro
militares e um civil.
A minha voz grita
por quem
não pode gritar,
No meio de uma
escuridão profunda
e cheia de gente
que se deixou
ficar embrutecida.
Toda a mão deveria
estar estendida
para quem nas trevas
não quer mais ficar,
Esse é um dos grandes
princípios da vida,
Mas vejo gente
que não quer mudar.
A irmã foi a #Boleita
e se aproximam
3 meses que ninguém
teve do General
uma prova de vida,
E até a pouco diziam
que ele estava
em #FuerteTiuna,
Onde está ele afinal?
Vejo que a chocante
solidão é de quem
padece pela falta
de memória afetiva
diante da história
de contribuição dele
ao longo da vida.
No próprio corpo
em #GREVEDEFOME
entrega, missão
mística pelo seu
povo para tentar
resgatar o rumo
que a sorte do
triste destino que
o vem consumindo.
Neste 5 de julho
amargurado,
Estar presente
para de perto
consolá-los é
a minha vontade
mesmo sabendo
que não seria
o suficiente...
Por isso
sou
só oração aos
irmãos que
seguem com
os seus irmãos
aprisionados
na terra onde
uma juíza espera
a publicação
da sentença
da própria liberdade
por causa de uma
condenação por
ter cumprido lei.
Não é mentira
e tampouco poesia,
Você bem sabe,
Foi é injustiça
mantê-la
presa - sem merecer;
E de certa forma
repetiram a história
com tantos outros
levados aos sótãos
e calabouços...
E com
o General
preso injustamente
e que fizeram desaparecer;
Depois de tudo
não consigo pensar
diferente até sobre
o paradeiro dele
alguém me responder
Por aqui todos
os poemas
são de minha
responsabilidade,
Mas sozinha
para escrever
creio que
não teria
essa capacidade:
de trazer
à tona frutos
de histórias
que comovem
e me trazem
impressões
transcendentais.
A orquestra
da diáspora
venezuelana
tocou uma
canção que
escorreu pelos
meus olhos:
ela é debutante.
Aprende que
qualquer pedido
só é ouvido com
a delicadeza
necessária
para entrar
no coração
que é
o universo
do outro,
Do General
injustamente preso
e desaparecido
e de cada um
na mesma
condição:
quero fé
de vida
porque tempo
mais não há
para que
seja despacito.
A pergunta não é minha:
"Ruído de sabres?"
Não me arrisco em afirmar,
Dizem que suspenderam
a parada militar;
Preferia ouvir
brados de liberdades,
Serão 3 meses de agonia.
Com as marcas
nos corpos dos sete
comandantes torturados,
Ao redor de mim estão
presentes os caídos,
Serão 3 meses de agonia.
O oficial com o melhor
rendimento acadêmico
recebeu como prêmio
o seu desaparecimento,
Serão 3 meses de agonia.
Mais mil historias também
por sebastianas letras,
Desta estrela na escuridão
me aproprio do brilho,
Para que você
não se esqueça:
Mais uma obra de arte
do Inferno de cinco letras,
Serão 3 meses de agonia.
E pelo General preso
injustamente sigo
insistentemente a procurar,
Serão mais 3 meses de agonia:
por quem está desaparecido
pelas mãos que tinham
o dever de notícias dele dar,
E nem sequer por um dia
aprisionar e tampouco isolar,
Serão três mais meses de agonia.
