Minha Alma tem o Peso
Minha cor é a transparência.
Para alguns meu maior defeito.
Para outros minha maior qualidade.
Nuances da existência.
No branco banco
Desbanco tua anca
Com minha pança
Você não se manca
Fecha a carranca
E me atravanca
Momento tenso
Mas me convenço
E de bom senso
Eu lanço um lenço
No duro assento
Você se senta
Eu noventa
- Importa-te de abrir o portão?
- Por acaso sou porteiro?
- Sei lá, mas podias aceitar minha portabilidade.
- Não. Tu não te portaste bem!
- Ah, mas olha, tua foto ainda está no meu porta-retrato.
- É? Mas que importância tem?
- Sou portadora de boas notícias!
- O que andam dizendo de ti é que tens um grande portifólio!
- Falam isso porque não estão acostumados com mulher do meu porte!
- Tu pensas que engana aqui o portuga né!
- Escuta. És meu porto-seguro!
- Só se for um portátil! És tão inoportuna!
- Portanto...Vou voltar pra minha Portela(*).
(Que importa afinal!)
inverga a corcunda
minha querida
atiça e confunda
o suicida
abunda e inunda
a sua vida,
rotunda a Raimunda
adormecida
agora, imunda e convencida
que afunda, profunda
se esquecida
de mim
a fumaça disfarça,
a despedida
desfaça a mordaça
homicida
abraça e arregaça
bem atrevida
estilhaça a desgraça
em contrapartida
com graça e devassa
de alma despida,
bandida, me enlaça
e fim
(repe-titiva)
- Vem cá minha gueixa. Gostei dessa mecha.
- Agora não. Me deixa!
- Eu sou o seu macho, me dá uma brecha.
- Me solta. Não mexa!
- Mas do que que se queixa?
- Não vê o inchaço?
- E por isso se fecha?
- Ih.. nem vem com essa pecha.
- Tenho cara de tacho?
- E eu lá sou ameixa?
- Pode beijo na bochecha?
- Hoje não. Abaixa seu facho.
- Diacho!
(Sem brecha)
a você da carranca,
a minha careta!
não vê que atravanca,
essa agulheta?
sai da tamanca,
não se meta!
deixa de banca,
encosta a escopeta!
basta! se manca!
larga a vareta!
língua franca
é uma roleta
que fere e arranca
a sua faceta
chega! destranca a gaveta
libera a borboleta!
PARA: Tulipa, minha delícia
de cintura delgada.
Teus sussurros delicados
deletam um resto de sanidade.
Delego-te meus mais puros e profanos sentimentos.
DE: Lírio Branco
DE: Tulipa.
TU LIrio, PAixão da minha vida!!!!
Irresistível
É o que tu és
Escuro, Branco,
Doce ou amargo
Quem derrete quem?
Você na minha boca
Ou Eu aos teus pés?
Basta pensar em te ver
Sentir teu cheiro enebriante
Alucino
A primeira mordida me leva a segunda, terceira, quarta, quinta...
Quero tudo
Quero todo
Todos os sabores são bem vindos
Te caem bem
Bem em mim
Quero mais,
Quero sim
Duro, fundido,
Quente, frio
Meu vício mais antigo
Será também o último suspiro,
Meu chocolate.
Chocolate, minha essência,
Doce extravagância, pura indulgência,
Meu exagero, minha fantasia,
Prazer supremo, que alegria!
Veludo e brilho, és meu poder,
Luxúria intensa, meu renascer,
Balada eterna, infância perdida
Canção de amor, minha vida.
Lina Marano
Minha fé me torna dioturnamente inabalável frente as adversidades da vida e inatingivel pelas forças do mal.
Dentre todas as possibilidades nunca perdi uma oportunidade. Você foi sem dúvidas minha melhor escolha e maior certeza
Luz de cada amanhecer, ilumina minha vida, qual existe para te fazer feliz. Uma vez sonhei contigo, mesmo antes de te conhecer, sem saber que você existe para dar sentido a minha própria existência. Cada dia que se passa, a mais ou a menos em nossas vidas, serve para me mostrar a inegável necessidade que temos de sermos felizes. Intangivelmente assim, vejo meu futuro junto ao teu. Mais e mais próximo está o nosso momento, dias a fim pela concretude de nossos sonhos. Amor instantâneo, incondicional e verdadeiro. Razão do meu viver. Amar e se doar, viver, crescer, prosperar pelo prisma leve como de uma melodia cantar
Habita uma paz imensa
nas trilhas benditas
da minha terra natal
e tudo à minha volta
se traduz poesia
na paisagem do meu ser.
Eu fui uma criança/adolescente estranha... quando menina gostava de brincar sozinha na minha casinha que ficava escondidinha no quintal; aos 13/14 anos lia K. Gibran e muitas vezes preferia ficar sozinha lendo ou escrevendo na minha Remington ( não sei bem o motivo... mas acredito que entre todos foi o melhor presente que o meu pai me deu), matava algumas aulas de religião e educação física para ir namorar na praia deserta durante o inverno. Detalhe importante: eu namorava o Mar.
Eu continuo estranha...
Agora eu sei
que a minha maior fragilidade
construiu a minha força
e o medo que eu temia ter
se revelou uma profunda coragem.
De tanto ver a intolerância reinar,
a minha tolerância tornou-se intolerante
consigo mesma.
Miriam Da Costa
Nessa quarentena
decoro o meu olhar
na paisagem outoniça dessa minha janela
onde o luxuriante verde da Serra da Tiririca
enaltece a poesia feraz do meu ser.
Diante desse patamar
queria calar o meu olhar
mas... a minha consciência não é cega
olha, vê e enxerga esse presidente chumbrega
que a Constituição nas nádegas esfrega
e ao caos total a minha Pátria Amada entrega
que nem em plena pandemia
deixa de lado o seu voraz apetite pela blasfémia
e vive a Presidência como fosse uma boêmia.
Que tenha o seu devido impedimento essa gangrena
antes que acabe a nossa quarentena
e que muito longe fique essa criatura cafona e brigona
para sempre e mais um dia, junto com esse vírus corona.
E aqui termino o meu pensamento rimado
sobre esse momento desafortunado.
