Minha Alma tem o Peso

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Em gratidão
(Mauro 1Evaristo)

Quando minha estrutura quebrou
Contei nos dedos quem me ajudou,
Houve até quem me ligasse
Só para colher mais detalhes.

Logo que o meu edifício desabou
Contei nos dedos quem me apoiou
Houve até quem me atacasse
Via indiretas pelo WhatsApp.

Quando a tempestade passou
O que de mim pra mim restou
Pra minha energia restabelecer

Contei nos dedos quem me ajudou
Pelas quais em gratidão posso dizer
Tudo melhora a quem sabe agradecer.

feradapoesia.blogspot.com

Decidi viver, para que os outros contem a minha história.

O ontem, o hoje e o amanhã, as veses se mistura em minha mente . O ontem tão distante ainda me parece tão presente. O hoje passando tão voraz . Não sei se estarei aqui para receber o amanhã. Nesse mundo indecifrável vivemos uma ilusão. Agora já não me importo com o ontem, pois tudo encontra-se perto do fim. A dor e a tristeza de ontem estara na passado. Sigo aqui gargalhando, se meu amanhã chegar pode ser que se esqueça de trazer de volta o que me fez ontem chorar. Boa noite .

Meus pensamentos na ideia de Schopenhauer

Aqui fiz uma espécie de conversa minha com Schopenhauer, e não uma negação dele.
A ideia dele permanece como ponto de partida, mas a pergunta muda: se a vontade move o homem, por que alguns possuem muito mais poder para transformar a nossa vontade em realidade do que outros? É aí que a filosofia encontra a política.


“O Mundo com Vontade”

Schopenhauer enxergou no fundo do mundo uma vontade cega: uma força que deseja sem saber exatamente por quê, que alcança uma coisa apenas para desejar outra, condenando o homem à inquietação de nunca estar inteiramente satisfeito. Talvez estivesse certo sobre a vontade. Mas talvez tenha olhado demais para dentro do homem e pouco para o mundo que construímos ao redor dele.
Porque nem toda vontade nasce livre.
Há quem acorde desejando conhecer o mundo e precise primeiro pensar no pão. Há quem tenha vontade de estudar, mas encontre uma porta fechada pelo preço. Há quem sonhe com arte, música, filosofia, literatura, mas tenha suas horas consumidas pela necessidade de sobreviver.
E há quem possa dedicar a vida inteira à procura de si mesmo simplesmente porque outros, em algum lugar, trabalham para sustentar o conforto dessa procura.

Então pergunto: de quem é a vontade que governa o mundo?

A vontade do trabalhador de descansar ou a vontade do capital de produzir mais? A vontade daquele que deseja uma casa ou a daquele que transforma casas em números? A vontade de quem sente fome ou a vontade de quem calcula o preço do alimento?
Talvez o sofrimento humano não venha apenas dessa eterna insatisfação descrita por Schopenhauer. Parte dele nasce de algo muito menos metafísico e muito mais concreto: construímos sociedades em que algumas vontades possuem poder para se realizar enquanto milhões de outras precisam pedir permissão até para existir.
E nisso há uma crueldade silenciosa. Dizemos ao pobre que basta querer. Dizemos ao trabalhador que basta se esforçar. Dizemos ao jovem que basta sonhar. Como se todos começassem a corrida da mesma linha. Como se vontade fosse moeda. Como se esperança pagasse aluguel.

Não paga.

Mas também não acredito que devamos matar a vontade para escapar do sofrimento. Talvez seja justamente o contrário. Precisamos transformar a vontade individual em vontade coletiva.
A vontade de comer deve encontrar a vontade política de acabar com a fome. A vontade de aprender deve encontrar uma escola aberta.
A vontade de viver precisa encontrar dignidade.
A vontade de ser livre precisa significar mais do que escolher aquilo que podemos comprar.
Porque liberdade sem condições para exercê-la corre o risco de ser apenas uma palavra bonita pronunciada por quem nunca precisou escolher entre duas necessidades.
Schopenhauer desconfiava profundamente da esperança. Eu ainda prefiro desconfiar de um mundo que exige desesperança dos que estão embaixo para preservar o conforto dos que estão em cima.
Talvez a humanidade jamais deixe de desejar.
E talvez isso não seja nossa condenação.
Talvez seja nossa possibilidade.
Enquanto houver um homem com vontade de mudar aquilo que lhe disseram ser imutável, haverá política. Enquanto houver vontade de repartir aquilo que foi concentrado, haverá justiça. Enquanto alguém olhar para a miséria de outro ser humano e disser “isso também me diz respeito”, haverá alguma esperança.
O mundo é vontade, sim.
Mas eu acrescentaria uma palavra que Schopenhauer talvez não acrescentasse:

nossa.

Porque o mundo que vale a pena desejar não deveria nascer da vontade de possuir o outro, mas da vontade de não abandonar ninguém.

Deus, aumente minha fé, para que eu consiga alcançar a compreensão dos meus sentimentos, para acalmar os meus pensamentos e assim viver em paz. Senhor, que os erros alheios não afete minha vida, pois meu desejo é ser melhor a cada instante, com orações para corrigir minhas falhas e seguir meu caminho em direção do amor. Senhor, que eu valorize sempre a vida, pois viver de verdade é acreditar que Tu, Senhor, nos dá a chance de alcançar a vida eterna!

Entre certo e errado, fico com a minha consciência. Não existe ninguém perfeito, mas sigo os mandamentos, buscando a correção, rogando sempre pra não cair em tentações!

MINHA RAINHA !

Te gosto muito mulher!
Por você eu sou capaz
Fazer o que ninguém faz
Faço o que você quiser...
Vou até o fim do mundo
Viajo infinito num segundo .
Por você me viro do avesso
Encontro em qualquer endereço
A formula do seu prazer
Pra mim inteira ser
Essa mulher especial ...
Faço do nada acontecer
Num ato lindo e casual
A minha declaração de amor .
Te gosto muito mulher!
Mais do que possa imaginar
Sou capaz de ir te buscar
Seja em qualquer lugar
Para te dar o paraíso
Onde seja mulher minha
Para sempre minha rainha !

JOAO BATISTA BARBOSA

CARREGO MINHA CRUZ

Carrego minha cruz no balaio
Com sofrimento quase desmaio
No bate estaca de cada passo
Cadência de cada momento
Segundo de cada pensamento
A vida é uma missão
Com escuridão e muita luz
Onde cada um leva sua cruz
Alguns fazem por mostrar
Para que sintam piedade
Outros usam cruz com maldade
Para engano e também crueldade
Por aparências da falsidade
Por isso levo a minha no balaio
Onde me esquivo de qualquer raio
Assim na tentação eu não caio
Do mal eu corro e saio
E sigo assim meu caminho
Levando com todo carinho
E mesmo com desalinho
Formato a dor em cada espinho
Para que mantenha a fé
E possa seguir a verdade
Que supera e revigora
Conforta e ameniza a alma
No rumo de cada etapa
Sigamos as linhas do mapa
Desígnios escritos no céu
Onde a mistura de vinagre e mel
Nos tornam assim tão fiel
Aos princípios que resumem
Que onde existe o amor
Mesmo quando surgir a dor
Com lágrimas e risos
Seguimos felizes com a nossa cruz !

João Batista Barbosa
Poesias e pensamentos

SONHOS

Os sonhos voam fantasias
Onde encontro a harmonia
Onde elimino a minha dor
Sonhando com meu amor.

Sonhar faz bem pra alma
Relaxa e tão bem nos acalma
Nos envia no céu da esperança
Na imaginação de uma criança .

Quero nas ondas dos pensamentos
Viver intensamente todos momentos
Não quero ser pinguela e sim ponte
Para atravessar a linha do horizonte.

Quem não sonha não vive, vegeta
Acaba sempre sem rumo sem meta
Pois que dos sonhos vale toda sorte
Nos livra do mal, nos livra da morte!

JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIAS E PENSAMENTOS

LÁGRIMAS !

Guarda as minhas lágrimas, Senhor!
Que mostram hoje a minha dor...
Lágrimas das minhas escolhas
Que agora rolam pelo meu rosto
Marcas de um coração solitário
Entrelaçado pelos resultados
Das escolhas do passado
Que pareciam só prazeres
E eram somente falsas ilusões.
Hoje, derramam-se pelo chão
Arrependimentos sangrando meu peito!
Guarda minhas lágrimas , Senhor!
E delas eu te peço sabedoria
Para que no pensar e agir
Eu possa fazer minhas escolhas
Face a face em orações
Que levo a Ti , ó Meu Deus!
Para que nos momentos que virão
Eu possa vir chorar novamente
E que acolha minhas lágrimas
Mas como triunfo de felicidade
De novas escolhas certas e verdadeiras
Que farei através dos seus caminhos!
Pelas lágrimas que hoje rolam
Façam novos tempos acontecer
Através da paz e do verdadeiro amor
Que me fará um novo ser
Nas escolhas que farei tão somente
Mediante a tua presença
Meu Senhor!!!

AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
Mimoso do Sul ES

VOCÊ ACONTECE

Você passa na minha cabeça milhões de vezes
Um flash que incendeia relâmpagos
No piscar de olhos como faíscas de brasas
Você acontece num vagalume intenso
Que ilumina toda minha lucidez
E desponta como flecha no meio do alvo
Nos desejos mais puros que posso sentir
Milhões de pensamentos
Numa fração de segundos
Onde só você acontece
Pra fazer o céu da minha prece
Eterna força que de verdade merece
Ser chamada somente de meu amor !

João Batista Barbosa
Poesias

MINHA CIGANA!
Pelo mundo encantado
Onde sobrevoam fadas
Onde o beijo é mais doce
No bico do beija-flor...
Eu me jogo por inteiro
Em busca dos seus lábios
Velejando no seu mundo
Cigana do meu amor!
Eu busco sua vida
Por entre minhas histórias
Onde encontro seus olhos
No despertar dessa paixão
Viajando pelos sonhos
No horizonte sem dimensão
Entre vales tão verdes
Rios deslizando suas águas
No prateado da lua
Refletindo a sua imagem
Por entre as estrelas do céu
Na força desse desejo
No piscar de vaga-lumes
No infinito linear dos mares
Onde minha sereia é você
Cantando aos meus ouvidos
E alucinado cá estou
Louco para te amar
E viajar contigo sem destino
Minha cigana dos sete mares
Levando-me onde você quiser!
JOÃO BATISTA BARBOSA

Quem sabe se pensar em mim, a minha saudade irá te abraçar.

Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.

Edson Ricardo Paiva.

Me lembro de uma colina
Que eu via na minha infância
Nunca fui lá
Só via de longe
Aquela paisagem tão mansa
Poderia desejar
muita coisa nesta vida
Mas se eu pudesse fazer um pedido
Queria hoje romper a distância
Que o tempo cruel demarcou
E estar lá agora com minha amada
Sentar-me com ela
E olhar o mundo ao longe
Fazer fogueirinha
declamar para ela poesia
Erguê-la lá no Céu
Somente com palavras
Convencê-la de que a amo
Olhá-la sorrindo
Perceber o quanto é lindo
o seu sorriso contrastando
o Sol que finda mais um dia
À noite olhar estrelas
As que estão no firmamento
E mais aquelas que subiriam
Em movimentos lentos
Ao despregar-se da fogueira
Deitar-me ao lado dela
Fazer planos...
Passaram-se tantos anos
O Sol se pôs muitas vezes
Fizemos coisas complicadas
estando juntos
Mas esta coisa delicada e pura
Não
Passa-se a vida
E a gente deixa escapar
a oportunidade de realizar
os sonhos mais singelos
Que foi deixando pra depois
e quando a gente vê
Passou-se quase tudo
E a gente pensa na colina
distante no tempo e no espaço
O amor, este permanece
A colina
Acho que não existe mais
Esquece!

A Fonte da Minha Força.


Olho para trás e vejo quantas coisas já superei. Sei que não fiz nada sozinha. Toda vez que achei que era o fim, o amor divino me levantou, me sustentou e me deu um novo amanhecer. Minha força vem do Alto, daquele que me criou com tanto amor. Se você está precisando de um abraço na alma hoje, feche os olhos e sinta esse amparo. Você é uma obra preciosa do Criador e Ele está cuidando de tudo.

Minha força não vem de mim; vem Daquele que me criou, me sustenta e guia meus passos todos os dias."

" Eis que vem a tristeza deitando-se em minha mesa, que este coração se apresente e se cale...
Mais me vela o doce do veneno que o amargor de uma mente que em mim nada vale! "
Marcelo Caetano Monteiro.

INÚTIL EXPLICAÇÃO.
“Rasgarei minha inspiração e sairei a respirar.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há frases que não parecem despedidas da arte, mas um pedido de socorro da própria alma. Como se o espírito, cansado de carregar tempestades silenciosas, precisasse abandonar os papéis, os versos e as metáforas para voltar a sentir o vento simples da existência.
Porque há um instante em que o homem compreende que nem toda profundidade salva. Algumas sensibilidades tornam-se abismos ornamentados. E o poeta, exausto de transformar dor em beleza, deseja apenas respirar sem precisar converter cada lágrima em linguagem.
Rasgar a inspiração não é destruir o dom. É impedir que ele devore quem o possui.
Existe uma melancolia perigosamente bela naqueles que escrevem demais sobre a própria ruína. Aos poucos, confundem sofrimento com identidade. Passam a acreditar que deixar de sofrer seria deixar de criar. Entretanto, a verdadeira grandeza criadora não nasce apenas da dor. Nasce também do retorno. Do reencontro com a luz comum das manhãs silenciosas. Do café esquecido sobre a mesa. Das árvores que continuam existindo sem precisar serem descritas.
Talvez respirar seja o poema que faltava.
E talvez o maior gesto de profundidade não seja afundar-se mais. Seja voltar à superfície sem perder a dignidade do que se viveu.

EU, DO ESPELHO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
não há alma que disfarce
a verdade sem solução.
Vejo a máscara rompida,
feito vidro a se partir;
toda a farsa desta vida
já não pode mais mentir.
Teus discursos são fumaça,
teu orgulho, pó sem cor;
quem semeia a própria trapaça
colhe espinhos de amargor.
Sob o verniz das palavras,
onde a vaidade fez morada,
jazem promessas macabras
numa consciência arruinada.
O tempo, juiz silencioso,
não aceita bajulação;
desnuda o falso virtuoso
diante da própria ilusão.
Teu retrato é sombra e lama,
é castelo sem alicerce;
arde por dentro a chama
da mentira que te aquece.
E enquanto finges grandeza
nas vitrines da multidão,
a verdade, com firmeza,
grava teu nome na escuridão.
Pois ninguém foge ao reflexo
que habita o íntimo profundo;
o remorso é um nexo
entre a alma e o próprio mundo.
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.
A noite cobre os telhados,
mas não encobre o pensar;
há fantasmas acorrentados
que o silêncio faz despertar.
E o homem que vende honras
por aplausos passageiros,
ergue sobre frágeis sombras
os seus tronos derradeiros.
Quando o último véu cair
e cessar a encenação,
restará apenas ouvir
o veredito da razão.
Porque a mentira floresce,
mas não resiste à estação;
cedo ou tarde apodrece
sob o peso da revelação.
E então, diante do espelho,
sem plateia, sem perdão,
verás teu próprio conselho
transformado em condenação.
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